Bruce Dickinson: se dinheiro é tudo na sua vida, vá roubar bancos

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar correções  |  Comentários  | 

Por JAMES QUINN para o jornal THE TELEGRAPH, em junho de 2013

Para um homem cuja fortuna é estimada em mais de 100 milhões de dólares [cerca de 215 milhões de Reais], BRUCE DICKINSON não precisa trabalhar, muito menos correr atrás da criação de uma nova companhia aérea e de uma empresa de manutenção de aeronaves, aliadas às exigências de uma turnê mundial de 36 datas durante a qual ele se apresentará para um público total de por volta de 1.5 milhões de pessoas em 30 países diferentes.

785 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa5000 acessosSeparados no nascimento: Phil Lynott e Tiririca

Mas até aí, o frontman do IRON MAIDEN não é qualquer milionário. Sentado com sua surrada agenda de mesa e um celular Nokia de 10 anos de idade na frente dele, Dickinson foge das armadilhas da riqueza em favor da mescla de sua paixão por tocar para grandes plateias com o que se tornou o emprego diário do roqueiro de 54 anos.

“A razão pela qual eu faço todas as coisas que eu faço agora é porque eu as adoro. A vida é curta demais para fazer as coisas que você não gosta de fazer”, diz Dickinson. “Se o seu único árbitro de tudo é dinheiro, na real, você deveria sair e roubar bancos.”

Ao invés disso, Dickinson escolheu investir seu tempo e um pouco de sua fortuna em uma empresa galesa de aviação que ele espera poder empregar até mil pessoas num prazo de cinco anos.

Seu investimento na Cardiff Aviation – uma joint venture com o sócio Mario Fulgoni – segue sua vida de 20 anos como piloto, tempo no qual ele acumulou mais de sete mil horas de voo.

Ele liga seu amor por voar aos parentes que foram da RAF, e ao baterista da banda, que o levou para um voo após aprender a pilotar nos anos 80, no auge da fama da banda.

“O tendencioso pensamento me ocorreu, se um baterista dá conta de aprender a pilotar, qualquer um também consegue.”

“Daí, um dia de férias na Flórida, eu decidi ter uma aula demonstrativa, por 35 dólares, o que mostra quanto tempo atrás foi isso. E eu tive o que só pode ser descrito como uma experiência semi-mística, foi realmente uma epifania.”

Ao tirar sal brevê em 1991, ele começou com aviões pequenos, e depois com um turboélice de dois motores, e daí se deu conta de que o próximo passo seriam os jatos. Depois de estudar mais num curso noturno em seu tempo de folga, ele começou a pilotar o avião da banda. Seu primeiro emprego foi pra British World Airlines, que faliu logo depois dos ataques de 11 de Setembro de 2001, o que o levou a começar a trabalhar para a empresa islandesa Astraeus.

Contudo, a própria Astraeus foi à bancarrota em Novembro de 2010. “Eu fiz a última aterrissagem da Astraeus”, ele comenta. “Ela faliu quando eu estava em pleno ar entre Jeddah e Manchester, levando 220 peregrinos Hajj para o BMI.”

A empresa ficou tão quebrada que ele teve que trocar de roupa no banheiro de um café no aeroporto de Manchester, antes de tentar, no dia seguinte, salvar a empresa.

Depois de ficar claro que não havia o que ser salvo, Dickinson voltou suas atenções para uma empresa galesa de manutenção de aeronaves que estava prestes a fechar as portas. Com Fulgoni, que tinha sido chefe executivo da Astraeus até nove meses antes de sua derrocada, ele investiu nas instalações, uma antiga base do Ministério da Defesa, a três milhas do aeroporto de Cardiff com uma pista de 2 mil metros e uma sede que estava quase encerrando suas operações.

“O sul de Gales é um portal da aviação”, diz Dickinson, baseado no número de outras firmas localizadas na região. Comparando com seis meses atrás, a empresa está empregando de 60 a 70 pessoas, com os salários sendo pagos com lucros, algo do qual Dickinson é extremamente orgulhoso.

“Temos, no momento, um turno de manutenção em tempo integral, e já que financiamos tudo do nosso próprio bolso, nossos custos estão bem contidos.” Maiores investimentos – que permitirão mais turnos e a criação de mais empregos – devem vir de um investidor externo, com o qual ele negocia no momento. [...]

Matéria completa: http://tinyurl.com/mdks8pc

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 24 de julho de 2015

Iron MaidenIron Maiden
Show do Ghost é melhor, diz reportagem

785 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa465 acessosIron Maiden: Iron Maiden Ex Libris aborda as letras da donzela428 acessosThunderstick: ex-batera do Samson e Iron Maiden lançará novo disco0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Iron Maiden"

MetalMetal
Dez álbuns de metal que poderiam ter sido bons mas algo deu errado

Stone SourStone Sour
Ouça versão para clássico do Iron Maiden

Iron MaidenIron Maiden
Seis coisas que sabemos sobre o Ed Force One

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Bruce Dickinson"0 acessosTodas as matérias sobre "Iron Maiden"

Separados no nascimentoSeparados no nascimento
A bizarra semelhança de Phil Lynott e Tiririca

SaúdeSaúde
Mais de 60% dos músicos sofrem de problemas mentais

CensuraCensura
53 nomes que você não pode dizer em uma rádio

5000 acessosXia Vigor: garotinha de 7 anos incorpora Axl Rose em performance5000 acessosEm 25/09/1980: John Bonham, do Led Zeppelin, morre após intoxicação5000 acessosStoner Rock: Um guia básico para o estilo4862 acessosVinnie Paul: Pantera sem Dimebag mancharia legado da banda5000 acessosAC/DC: "riffs mais fáceis são os mais difíceis de escrever"5000 acessosMetallica: os 11 melhores clipes da banda

Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online