Deep Purple: Obra prima escultural da genialidade do homem

Resenha - Machine Head - Deep Purple

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Por Richely Campos
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O homem tem aspirações, desejos, é impulsionado por razões ideológicas, tem necessidade de compreensão do espaço onde vive e dele gerarem frutos para o hoje e o futuro. O homem é uma máquina pensante, um ser engenhoso em busca da perfeição, que seja individual, coletivo, espiritual ou determinante no cerne da razão.

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O álbum “MACHINE HEAD” lançado em 1972 da banda DEEP PURPLE é a obra prima escultural da genialidade do homem, do seu valor, de seu desejo de ser completo. Álbum este composto por IAN GILLAN vocal; ROGER GLOVER baixo; RITCHIE BLACKMORE guitarra; JON LORD teclados e IAN PAICE bateria. A propensão tangível da cabeça do homem em ascensão está definida neste ato. É a fase mais hard rock da banda e a minha preferida, fase esta que explora dignamente todos os seus membros e suas respectivas funções, para nos apresentar o que é rock and roll. Este registro é responsável pela minha educação musical, sou grato a estes caras para a eternidade.

Acompanhe este carro movido à gasolina hard rock porque a música de abertura do álbum irá fazê-lo seguir e seguir por esta estrada sonora impecável, “HIGHWAY STAR” abre essa obra clássica. GLOVER fazendo a introdução juntamente com a guitarra cortante de BLACKMORE, surgindo à base poderosa da guitarra conectada com as marcações dos teclados, GILLAN salientando seus gritos fantásticos e quando PAICE dá aquela virada na bateria e o vocal magistralmente assume o controle é simplesmente de arrepiar. Os efeitos da guitarra criando um clima gradual que sucede o solo singular de LORD que o mesmo concebe de maneira sublime. O ponto alto da música é o solo de BLACKMORE um dos melhores da história do rock, único.

“MAYBE I’M A LEO” o baixo Rickenbacker de GLOVER dita à regra com um blues recheado de groove. Sua audição prazerosa atinge uma sensibilidade envolvente. O vocal de GILLAN bem engajado, os duelos solistas de BLACKMORE e LORD alinhados e a bateria de PAICE o grande destaque da música.

“PICTURES OF HOME” está música é uma obra de arte. Sua abertura na bateria traçando os caminhos para os acordes refinados da guitarra são fascinantes e no transcorrer da canção seus membros nos presenteiam com suas performances ajustadas e de primeiro padrão. O solo de BLACKMORE nos exatos 01:39 é uma pintura, o solo de LORD aos 02:56 é lapidado e iniciando aos 03:41 o solo de GLOVER é bárbaro.

“NEVER BEFORE” soa um pouco dissonante do restante das faixas que compõe o disco, mas é puramente coesa. Vocal interpretado com mais vigor em seu início, a música dá uma quebrada no ritmo ficando com uma atmosfera mais pop e depois retorna a base inicial. Destaco em seus segundos finais a orgia sonora que os teclados do maestro JON LORD elucidam.

“SMOKE ON THE WATER” o que dizer desta obra-prima, o que comentar, está explícito, apenas deixo o riff dizer por si só a grandeza que é esta música, o álbum se resume a este riff memorável.

“LAZY” a preguiça faz com que o seu corpo estagna no tempo numa trajetória única sem reviravoltas, sentindo-se acomodado para a novidade. Se você se identifica com o que foi citado, então deixa esta música de lado. Esta canção é sensacional, com suas nuances jazzísticas delirantes, delimitando a grandiosidade que é “MACHINE HEAD” para a história do rock.

“SPACE TRUCKIN’” fecha o disco com maestria e respeito. Riff introdutório bem ornamentado, GILLAN demonstrando toda sua força vocal, bases consistentes de GLOVER, solo característico de BLACKMORE e bateria destruidora e requintada de PAICE. Concluindo assim de maneira exata este álbum essencial.

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