Resenha - Trading Souls - Empire
Por Rafael Carnovale
Postado em 11 de novembro de 2003
Nota: 8 ![]()
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O Empire surgiu como um projeto de Rolf Munkes e Geraldo Kloos (grandes fãs de hard rock), tendo lançado um belo cd, "Hypnotica" com vários convidados, como os experientes Don Airey e Neil Murray, além de Mark Boals. A sonoridade desta banda remete ao hard influenciado por bandas como Deep Purple e Rainbow, mas os mesmos procuraram incorporar elementos do hard dos anos oitenta, criando uma bela sonoridade que mistura o "groove" setentista com o som moderno das bandas hard oitentistas.

Seu segundo cd, "Trading Souls" traz outra vez convidados de alto nível, como os já citados Airey e Murray, além do vocalista Tony Martin (o eterno regra-três do Black Sabbath) e do baterista Anders Johansson (Hammerfall) que já havia participado do primeiro cd. "One in a Million" já começa com o famoso teclado "Hammond", sendo bem influenciada pelo Purple, assim como "Pay Back Time". A voz de Tony Martin se encaixa bem ao estilo, e a banda é talentosa (e nem poderia deixar de ser). Já a balada "Teenage Deadhead" é bem calcada no hard anos 80 do Whitesnake.
E o cd desfila vários petardos hard que merecem destaque, como a pesada "Big World, Little Man" (outra influenciada por Deep Purple, principalmente na guitarra de Rolf) as excelentes "Perfect Singularity" e "Back in the Light" (esta mais moderna, com a sonoridade comercial, mas bem feita, dos anos 80) e a setentistas "Wherever You Go" e "Coming Home", cujos riffs lembram muito o Black Sabbath com Tony Martin.
Uma banda com feras como as citadas acima não poderia fazer algo que não fosse considerado bom. Tony Martin esta muito bem no cd, calando a boca de quem o critica, e a performance dos músicos e impecável. Recomendável para quem curte um bom hard, englobando as evoluções que o estilo sofreu dos anos setenta até hoje.
Line Up:
Tony Martin – Vocais
Rolf Munkes – Guitarras
Neil Murray – Baixo
Gerald Kloos – Bateria
Don Airey – Teclados
Anders Johansson – Baterista convidado.
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