Resenha - Fragile Art Of Existence - Control Denied
Por Thiago Sarkis
Postado em 25 de outubro de 2003
Nota: 9 ![]()
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Chuck Schuldiner dedicou a maior parte de sua vida ao Death, mas lançou sua autobiografia num projeto que, até sua morte, teve apenas um disco lançado, o Control Denied. "The Fragile Art Of Existence" expira os desejos e trabalhos geniais deste grande ícone da música.
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O som não tem nem a pretensão de se afastar do Death. Pelo contrário, as características marcantes do grupo estão totalmente presentes. O contorno rítmico dado pela insanidade técnica de Steve DiGiorgio e o desvairo de Richard Christy na bateria. Melodias de guitarra na mesma linha de "The Sound Of Perseverance". Vocais também extremos, se falarmos de uma extremidade técnica. E pensar que Warrel Dane estava cotado para ocupar este lugar e só não o fez por leves desencontros. É fácil perceber isso. "Consumed" e "Expect The Unexpected" têm aquela nuance do Nevermore nas vocalizações. Parecem compostas para Dane, porém erguem-se na atuação soberba de Aymar.
Tempos quebrados, inusitadas passagens, surpresas a todo o momento, mesmo se pensarmos: "É o Death fazendo power metal". Importa pouco. Quem dera se uma boa parcela dos conjuntos de power se aproximasse do dedinho do pé do Control Denied.
O que Schuldiner quis expressar durante sua curta, entretanto fecunda existência, está aqui. Sua mensagem, seus objetivos. E bem, há sim um sentimentalismo em ascendência após o falecimento de Chuck, e isso pode afetar uma simples resenha de álbum como esta. No entanto, da mesma forma que ele conseguiu, espero ter modificado, acrescentado algo talvez, contudo alcançado o intento de descrever os traços principais e direcionamento da obra. Fácil não é. "What if..."
Formação:
Tim Aymar (Vocais)
Chuck Schuldiner (Guitarra)
Shannon Hamm (Guitarra)
Steve DiGiorgio (Baixo)
Richard Christy (Bateria)
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