Resenha - Masterplan - Masterplan
Por Fire Power
Postado em 06 de julho de 2003
Nota: 9 ![]()
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O Masterplan mostou serviço em seu debut. Roland Grapow e Uli Kusch, líderes e principais compositores da banda, mostraram ao mundo um Power Metal Melódico, com incursões progressivas e hard rock, como a tempos não se via, através de composições variadas e bem trabalhadas, mostrando uma grande diversidade de estilos, mas mantendo homogeidade. Jorn lande fez o seu trabalho com competência e personalidade. Além de esbanjar talento, consegue soar técnico e agressivo. Os teclados gravados por Janne Wirman (COB) e o baixo consistente de Jans dão maior qualidade aos arranjos das músicas.

As guitarras de Roland soam mais poderosas, criatrivas e melodiosas. É, sem dúvida, o melhor trabalho de sua carreira, deixando seu lado "shreder" de lado e mostrando sensibilidade nos solos e riffs poderosos. Uli Kusch é, como sempre, perfeito, veloz quando necessário, discreto quando necessário e sempre pesado como deve ser um batera de Heavy Metal. O melhor álbum do estilo desde Keeper of Seven Keys Part II.
Spirit Never Dies abre o álbum com velocidade na bateria, e melodias criativas das guitarras e teclado, um tema power metal para ninguém botar defeito. Destque absoluto para Jorn Lande e suas melodias de voz que grudam de cara na
cabeça do ouvinte.
Em seguida Elighten Me, clássico absoluto, um hard rock pesado, vigoroso e melodioso, um belo refrão, um solo de guitarra de respeito, completados com grandes arranjos de teclados, e o baixo marcado como o estilo manda. Perfeito.
Já em Kind Heated Light temos um tema típico do Helloween fase Hansen, um Metal up tempo, com grande presença da cozinha formado por Uli e Jan e uma performance excelente de Jorn Lande, totalmente convincente, mostrando que Roland acertou na escolha. Os teclados dão o toque melódico que completam a música de maneira perfeita.
Crystal Night vem pesada, com um excelente riff de guitarra, e um andamento mais lento e marcado. O destaque vai para o refrão, forte, e carregado, já que Jorn land e seu timbre alá David Coverdale colaboram bastante em uma primeira audição. Já pode ser considerada um hit da banda.
Em Soulburn temos uma música épica, com com vocais ora agudos, ora médios, teclados e guitarras construindo arranjos sensacionais, sendo que a guitarra dispara riffs pesados e um solo totalmente Hard Rock. Os teclados sensacionais dão uma atmosfera prog metal, sem soar chatos e cansativos. Mais um Ponto para o Masterplan.
Com tantas boas músicas podemos esperar uma pequena queda de qualidade, mas, felizmente, isso não acontece. Em Heroes, temos tudo o que você vê no Helloween desde a saída de Kiske e Hansen, ou seja, um Metal Melódico típico, com excelentes melodias vocais, bateria simples e direta, um bom refrão. A Participação de Kiske mostra como o quintento de Hamburgo era bom no passado. O dueto com Jorn Lande é perfeito. Mas quem rouba a cena é Roland Grapow em dois solos maravilhosos, fugindo dos clichês atuais da cena metal, e mandando ver em melodias marcantes.
Sail on já mostra uma composição comum, com uma boa participação de Uli Kusch mantendo a velocidade e o bom trabalho de bumbos, sem exagerar, o baixo fraseado como manda o Power Metal e os teclados fazendo uma linha melódica. Quem deixa a música melhor é Jorn lande, com as linhas de vocais arrojadas, melodiosas como um Hard Rock, mas cantadas mais rápidas como o Metal Melódico, lembrando Kiske em temas como a Little Time.
A balada Into the Light vem com arranjos de teclados ao fundo, partes acústicas melodiosas e bem construídas por
Grapow, um bom solo de guitarra e a participação sempre competente de Jorn lande. Excelente.
Crawling From Hell vem adicionar peso e melodia ao álbum, um riff pesado e palhetado no inicio, bateria e baixo velozes. Teclados complementando os arranjos e vocais furiosos aparecem na hora certa. Nesta faixa considero Roland Grapow destaque. Os riffs bem pesados no meio da música, três solos diferentes, um mais veloz na linha Malmsteen, outro com mais efeitos e o terceiro bem melodioso, e marcante. Uma música sombria, veloz, pesada e melódica.
A essa altura, o Masterplan vem arrasador e mantêm o nível alto. Com Bleeding Eyes o trio chave da banda, Grapow, Kusch e Lande são os destaques, cada um manda bem em sua função, Grapow e as harmônias orientais de sua guitarra, Kusch demonstra variações de Tharsh, Power Metal, e Hard rock, e Lande consegue passar emoção ao ouvinte com uma performance arrasadora. Vale Destacar que os Teclados de Janne adicionam à atmosfera prog da música, requinte e maior profundidade.
When Love Come Close fecha o álbum em uma balada digna de Whitesnake, com Solos cortantes e cheios de feelings, vocais puxados para o blues, o baixo dando uma dose de groove e os teclados dando o tom emotivo necessário para o estilo, fechando o álbum de maneira digna!
Pontos Fortes: Conseguiu tudo aquilo que o Helloween não faz há anos, desde a saída de Kiske e Hansen: empolgar e soar diversificado! Grapow/Kusch/Land vão dar o que falar.
Pontos negativos: o baixo está discreto, mereceria mais atenção, pois quando apareceu, fez bonito.
Formação:
Jorn lande (Vocal);
Roland Grapow (Guitarra);
Uli Kusch (bateria);
Jans S Eckert (baixo);
Axel Macterott (Teclado).
Gravadora: AFM Records
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