Resenha - Plexus - Plexus

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Por Bruno Coelho
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8


Vontade! Essa é uma banda que mostrou vontade nesse disco! Garra! Sabe aquele som que nem é aquela porrada toda mas convence? Esse é o Plexus, da Bahia. É metal calcado na NWOBHM nos riffs e no galope do baixo, apesar do vocal não se encaixar bem na descrição. Bom, NWOBHM tirando uma passagenzinha meio thrash na faixa "Once in a Heart" e alguns momentos meio emo-core em "Not a Chance" (apesar do refrão e do solo desta faixa serem totalmente Metal) e, digamos, mais alguns tantos que nem são tão METAAAL assim.

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Quando falei de vontade no começo eu queria dizer que os caras mostram um ótimo entrosamento (facilitado pela relativa simplicidade do som) e que se mostraram extremamente competentes em seus instrumentos (facilitados pela relativa simplici-bla bla bla) e da bela pegada (facilitada pela bla bla bla). Entenderam? Ta tudo tão correto no álbum, tão bem tocado, que parece que os caras queriam gritar mais alto, mas a mixagem foi que não ajudou! E a simplicidade deixa transparecer isso. Os caras pareciam contidos ali, mas a gente nota que corre aquele sangue metal que ficou perto de aparecer, mas acabou não fluindo por problemas da gravação!

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Ser simples e entrosado ajuda a tirar um som que você entende por completo e não fica na dúvida quando tá sacando os caras. Pra quem resenha é uma benção! Você escuta e já sabe qual foi o direcionamento dos caras sem tentar adivinhar o que teria inspirado uma passagem ou outra. Por vezes a coisa fica claramente Iron Maiden, ou algum riff lembra tanto Arch Enemy (uma passagem de "Written Rules", antes do solo) que parece que é plagio. Bom... ter um riff que lembra algo criado pelos irmãos Ammot não é exatamente um problema, mas fica meio chato. E o começo de "Arrival"? Lembra tanto Iron Maiden que... putz! Mas é isso aí, porra! Lembrar de longe Iron Maiden é problema?

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Eita resenhista filha da puta! Gostou ou não gostou, sacana? GOSTEI, PORRA! Acho que podia ser mais veloz, ter feito um som mais na cara. A mixagem foi meio falha. O som ficou limpinho como um bom Heavy oitentista de estúdio pediria. Dava pra ter tirado muito mais do som deles! Tenho certeza disso! A Plexus tem um bom trabalho de apresentação e possui criatividade para ganhar a simpatia de um grande público. Nem consigo lembrar de muitas bandas que façam um heavy pra cima sem ser melódico e que consigam entusiasmar na primeira ouvida. Gostei! Espero muito ver um novo disco da banda, com mais garra ainda.

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Destaque absoluto para a segunda faixa, "Second Earth", boa de cabo a rabo! Belo CD de apresentagco, dá pra curtir numa boa sem entortar a boca...

P.S. Não vão comprar a porra do disco achando que o eu disse que o Plexus lembra muito Arch Enemy. Vocês não estão loucos, porra! Nem disse que parece muito com Iron! Existem passagens inspiradas nessas grandes bandas e acabou. Porra, depois só sobra pro resenhista! Compra porque é Plexus e é bom! Plexus é bom! Entendeu? :)

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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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