Resenha - Plexus - Plexus
Por Thiago Ianatoni
Postado em 15 de agosto de 2003
Publicado originalmente no site HMS Brazil.
Usar o termo "musica baiana" referindo-se apenas a axé, é uma incoerência, um ledo engano, ou como diriam os baianos: "Oxi, meu rei! É nada disso não!". Plexus é pura musica baiana, é heavy metal da melhor qualidade, é sem duvida uma banda de rock no conceito, na ousadia e na atitude. O disco homônimo, é um trabalho independente de alta qualidade e prensado em escala industrial. O encarte, simples mas muito bem aproveitado, trás as letras das musicas, fotos e informações pertinentes; visualmente agrada, a concepção gráfica combina o significado da banda (na medicina: rede de nervos ou vasos sanguíneos; no figurado: encadeamento,entrelaçamento) à figura do metal.

No disco a qualidade se reafirma. Heavy metal tradicional com temperos de hard rock e referências de Maiden e Metallica, letras interessantes, bons arranjos e pegadas pesadas, mesmo pra uma banda com apenas três componentes.
Nas três Primeiras faixas do álbum, temos true metal de primeira. Para quem quer uma referência, lembra Blaze, ou mesmo as representantes nacionais Dominus Praelli e o Chaosfeare. Os vocais são agressivos, a guitarra pesada, os riffs estridentes.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Not A Change vem em seguida, com temperos de hard rock e um vocal mais rápido. Sugere estar ouvindo um punk speed do Offsprings em sua melhor época. Bem como na faixa Heartbreaker. Ouvir as duas e não ter vontade de correr batendo em tudo que se tem vontade é como ver uma mulher gostosa e não olhar pra ela.
Once In A Heart, faixa cinco do cd, tem cara de thrash, pura influencia do metallica, ótimos riffs, mas falha no vocal, uma tentativa estranha de cantar ao estilo melódico, não o tradicional melódico mas um próximo ao do Iced Earth. Esse é um ponto fraco apesar da musica ser excelente.
Ai vem Ronin, com solos de guitarra que é Iron Maiden na cabeça. A faixa é instrumental, mas tem incidência de áudio de algum filme japonês, bastante curioso.
Arrival começa com uma introdução a lá maiden e volta com o Heavy tradicional num speed beirando uns 60km/h.
Epic Chãos, trás o true metal do inicio de volta. Com as mesmas características já citadas.
Se eu fosse uma gravadora ficava de olho nesses caras. Se fosse você, correria atrás do cd, mas como eu sou eu, deixo aqui a minha impressão. Plexus é uma banda corajosa em sua atitude e competente no que faz. Músicas pesadas, originais e referências excelentes.
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