Resenha - Towers Of Avarice - Zero Hour

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Thiago Sarkis
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 7


A mudança no direcionamento musical do Zero Hour é chocante e faz, deste, um disco difícil de digerir e compreender. No primeiro trabalho, a banda foi original, criativa, mas seguiu uma linha mais marcada, já 'registrada' por bandas como o Dream Theater. Neste segundo álbum, os irmãos Jasun e Troy Tipton e seus companheiros, Mike Guy e Erik Rosvold, nos levam a uma jornada por um estilo mais pesado e técnico.

Heavy Metal: diagrama explica a origem dos nomes de bandasLegião Urbana: Eduardo e Mônica, uma análise psico-neurótica

"The Towers Of Avarice" é um álbum conceitual, com 6 faixas e cerca de 45 minutos de duração, que fala sobre um mundo industrializado, onde o homem constrói e busca o progresso e acaba se tornando dependente de suas próprias criações. Uma história excelente, mais realista e pé no chão do que a maioria dos trabalhos conceituais que podemos ver circulando por aí.

Desde a primeira faixa, que leva o nome do CD, podemos ver que o grupo amadureceu e tem hoje, mais do que nunca, um estilo próprio. Com técnica, peso e intensas variações de ritmos, o Zero Hour se isola um pouco do metal progressivo e do uso de teclados e passa a praticar algo mais conhecido como metal técnico, com todos os instrumentos trabalhando ao mesmo tempo, sem dar espaço para um ou outro aparecer mais. Enfim, ficaram mais próximos de Spiral Architect e Aghora, porém sem a mesma técnica e com um pouco mais de peso.

A verdade é que o Zero Hour mostrou qualidades, mais uma vez, mas ainda precisa evoluir muito para chegar ao nível técnico e musical de outras bandas deste novo estilo adotado. Apesar dos vocais emotivos de Rosvold, "The Towers Of Avarice" soa mecânico e não passa muito sentimento. Falta uma certa musicalidade e mais uma vez, o jeito vai ser esperar por um próximo trabalho do grupo, para ver se finalmente há uma definição e manutenção de linha a ser seguida e se conseguem fazê-la com maior competência.

Site Oficial - http://www.zerohourweb.com

Jasun Tipton (Guitarra & Teclados)
Mike Guy (Bateria)
Troy Tipton (Baixo)
Erik Rosvold (Vocais & Teclados)




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Zero Hour"


Heavy Metal: diagrama explica a origem dos nomes de bandasHeavy Metal
Diagrama explica a origem dos nomes de bandas

Legião Urbana: Eduardo e Mônica, uma análise psico-neuróticaLegião Urbana
Eduardo e Mônica, uma análise psico-neurótica

Ozzy Osbourne: Fim do Guns foi a maior tragédia do rockOzzy Osbourne
Fim do Guns foi a maior tragédia do rock

Hall Of Shame: as melhores músicas ruins da história do MetalHall Of Shame
As melhores músicas ruins da história do Metal

Metallica: a regressão técnica de Lars UlrichMetallica
A regressão técnica de Lars Ulrich

Slipknot: banda sentiu que estava rachando em All Hope Is GoneSlipknot
Banda sentiu que estava "rachando" em All Hope Is Gone

Mike Bordin: Regravar partes de álbuns de Ozzy foi uma m*rdaMike Bordin
"Regravar partes de álbuns de Ozzy foi uma m*rda"


Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

Mais matérias de Thiago Sarkis no Whiplash.Net.