Resenha - Whats Wrong With This Picture - Van Morrison
Por Tiago Lucas Garcia
Postado em 18 de setembro de 2003
Não tenho nenhum dado estatístico, mas não me arriscaria a dizer que Van Morrison é um dos músicos mais prolíficos de todo o mundo. E o melhor disso é que a maioria desses lançamentos são compostos em sua maioria de musicas inéditas (nada de gravações raras, faixas ao vivo, etc) da melhor qualidade (ao menos no que concerne ao gosto daquele que vos escreve).


O objeto dessa resenha é "Whats Wrong With This Picture", trigésimo álbum de estúdio de sua carreira, primeiro pelo legendário selo de jazz, Blue Note (que pertence à EMI). Talvez por conseqüência disso esse álbum possua um direcionamento mais jazzístico do que os últimos álbuns da carreira solo de Morrison.
A influencia "jazzística" já é notado na faixa-titulo que abre o álbum com seu excelente arranjo de orquestra. Esses arranjos tinham ficado meio que esquecidos no lançamento do ano passado, "Down The Road", que possuía uma tendência mais "rocker" e até mesmo mais pop (com melodias mais palatáveis). Outro fator a ser notado é a ausência total de qualquer tipo de experimentalismo seja no uso de sintetizadores, agora substituídos pelos "clássico" hammond organ, seja na influência de música folclórica celta, agora relegada a pequenos detalhes como em "Little Village". Esse resgate de Morrison já era meio que esperado tendo em vista seus trabalhos com seus ídolos na década de 90, John Lee Hocker, Moose Allisson, Geórgia Fame e Loonie Donegan.

Pessoalmente, fiquei um pouco frustrado de não encontrar o mesmo vigor de "Down The Road" neste álbum. Não que neste não se encontrem músicas mais "rockers", como de fato podemos encontrar em Stop Drinkin (versão baseado na música de Lightnin' Hopkins's "You Better Watch Yourself") , mas este álbum é essencialmente constituído de musicas mais lentas, menos "uptempo" que no álbum "Down The Road". A vantagem dessas musicas lentas, porém, é que a voz de Morrison toma o primeiro plano e dá um verdadeiro show de interpretação (o que também não é novidade alguma).
Faixas Favoritas: "Saint James Infermary", talvez a única mais experimental do álbum. Apesar de se tratar de uma composição de autoria anônima, a melodia "fantasmagórica" tocado pelo hammond funcionou muito bem. Outra ótima faixa é a que encerra o álbum, "Get On With The Show"com seu arranjo simples mas eficiente. Porém a faixa "Once In A Blue Moon", que remete diretamente ao clássico álbum Moondance, é a minha favorita nesta primeira empreitada em julgar as faixas deste trabalho.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Apesar da relativa simpatia da grande mídia por Morrison, não vão demorar a aparecer os comentários acusando esse álbum de ser datado; e eu terei de concordar com esse comentário. Engraçado como as grandes revistas e meios de comunicação musical criam palavras para impor suas idéias totalmente idiossincráticas como se fossem "universais". O álbum é datado, sim, soa como um álbum de um artista que não surgiu hoje, e isso não é de forma alguma necessariamente ruim. Neste caso, aliás, isso é excelente! Van Morrison, como dito, já foi mais experimental que nestes últimos lançamentos, mas é impossível condenar qualquer coisa em um álbum que soa tão autêntico e tão carregado de sentimentos como esse. "Whats Wrong" não é um álbum perfeito, é claro, mas creio que esperar algo diferente de um álbum tão sincero seria uma atitude um tanto egoísta.

P.S: O que há de errado com a capa deste cd?
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