Resenha - Armageddon, Mon Amour - Hearse
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 25 de outubro de 2004
Mantendo a mesma formação com Johan Liiva nas vozes, Mattias Ljung na guitarra e baixo e Max Thornell na bateria, o sueco Hearse vem chegando com seu segundo disco, o bom "Armageddon, Mon Amour" que, como seu antecessor, prima pelas belas composições que mesclam a ferocidade da música extrema com as melodias, riffs e solos do heavy metal clássico.

Observa-se certa progressão nas composições, como a inclusão de alguns elementos do rock n´roll e experimentos em algumas faixas. "Armageddon, Mon Amour" é um álbum cujas canções possuem bom nível, mas destaca-se "Mountain Of The Solar Eclipse", que tem um pique de um Motörhead mais alucinado, "Turncoat" e "Crops Of Waste" com suas excelentes guitarras melodiosas em meio à tanta distorção e com grandes refrãos, "Cambodia", da cantora pop oitentista Kim Wilde, que ficou muito boa, colocando o estilo do Hearse sem modificar as linhas gerais da canção e "Play Without Rules", exemplo onde os experimentos ficaram bem interessantes, apresentando uma breve introdução com voz feminina, interrompida por pesadíssimas guitarras galopantes, seguido do uso de teclados solando com a guitarra.
Outra faixa que merece comentários à parte é "Determination", que possui bases e solos marcantes e o principal: a primeira faixa em que Liiva muda um pouco sua maneira de cantar, meio que sussurrando de maneira rouca, quase dark, a letra da música. E também curiosa é a faixa-título do disco, que foge totalmente do estilo musical proposto pela banda, sendo uma canção trágica e melancólica, mais doom, apresentando novamente voz feminina, mas agora com maior ênfase. Estranha canção.
Fico imaginando o Hearse, com seu espetacular instrumental, tendo um vocalista que variasse mais suas linhas vocais ao invés de ficar somente com sua voz gutural retas em quase todas as faixas... seria monstruoso.
Hearse – Armageddon, Mon Amour
(2004 - distribuído por Encore Records / Die Hard Records)
01. Mountain Of The Solar Eclipse
02. Turncoat
03. Crops Of Waste
04. In Love And War
05. Ticket To Devastation
06. Tools
07. Cambodia
08. Sodi
09. Play Without Rules
10. Determination
11. Armageddon Mon Amour
Site: www.hearse.se
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
O disco que o Alice in Chains lançou esperando que quase ninguém soubesse
John Lennon sobre seu álbum favorito dos Beatles: "Musicalmente superior ao 'Sgt. Pepper's'"
Regis Tadeu defende Roger Waters após polêmica envolvendo o Rush e manda recado aos fãs
Mike Portnoy elogia "Cursum Perficio", novo disco do Anthrax
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Uma pergunta sobre afinação mudou o destino do maior sucesso do Metallica
Rafael Bittencourt relembra Andre Matos e compartilha fotos do finado vocalista
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
A música do Van Halen que Eddie tentou fazer como AC/DC mas não deu certo
A primeira banda a destronar os Beatles e ameaçar a Beatlemania ainda nos anos 60
Anthrax lança "Cursum Perficio", seu primeiro disco de estúdio em 10 anos
Robert Plant e a banda que ele se ofereceu para tocar baixo
Porta dos Fundos: Andreas Kisser e a cobrança dos metaleiros
A opinião de Paul Di'Anno sobre Bruce Dickinson, que o substituiu no Iron Maiden

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



