Resenha - Asshole - Gene Simmons
Por Raphael Crespo
Postado em 19 de julho de 2004
Em 1978, os quatro integrantes do Kiss lançaram álbuns solo, todos, de alguma forma, seguindo a mesma linha sonora e visual da banda. As capas, inclusive, traziam as fotos de cada um com a maquiagem oficial do grupo. Eram álbuns solo, mas que sempre constaram na discografia oficial da banda. Hoje, 26 anos depois, o co-fundador e figura mais emblemática do Kiss, o baixista Gene Simmons, lança seu segundo trabalho solo, Asshole, um álbum para deixar os fãs de sua histórica banda de cabelos em pé.
O começo é promissor, com a energética Sweet & Dirty Love, a única, ao lado de Carnival of Souls, que lembra vagamente o Kiss. Mas o susto já vem logo na segunda faixa, um cover de Firestarter, do Prodigy. Apesar de bem pesada, principalmente pela participação de Dave 'Jane's Addiction' Navarro na guitarra, não deixa de ser surpreendente ouvir um dos deuses do rock n' roll, famoso por performances com a cara pintada, com sua enorme língua cuspindo sangue artificial, cantando uma música tecno.
Como a proposta de Simmons parece ser a de fazer uma salada musical, depois de um rock n' roll básico e de um tecno, o baixista aparece com Weapons of Mass Destruction, com dois companheiros com passagens pelo Kiss: Bruce Kulick, nas guitarras, e Eric Singer, na bateria. A música é, sem sombra de dúvidas, uma das mais pesadas já feitas pelo linguarudo e chega a beirar o thrash metal.
A pancadaria, no entanto, pára, e de vez. O que se ouve depois é uma sucessão de baladas melosas, com toques folk - como Waiting For The Morning Light, composta em parceria com Bob Dylan, Beautiful, Now That You're Gone, If I Had You e 1,000 dreams - entremeadas por flertes com outros estilos, como em Dog, que chega a lembrar o cantor Beck, Whatever Turns You On, com uma batida mais funkeada e um coro no estilo R&B gospel, e a faixa-título, com guitarras barulhentas que, de longe, lembram o grunge.
O álbum é repleto de participações especiais. Diretas ou indiretas. Além de Dave Navarro no cover do Prodigy e de Bob Dylan como co-autor de Waiting For The Morning Light, a blueseira Black Tongue é composta em parceria com o saudoso Frank Zappa e tem trechos dele próprio tocando guitarra.
Outras resenhas de Asshole - Gene Simmons
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
Twisted Sister confirma que fará shows com Sebastian Bach nos vocais
Dave Mustaine admite que pode não ter outra chance de falar com James Hetfield e Lars Ulrich
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
A lenda da banda que foi batizada por suas músicas durarem menos do que 1 minuto
A faixa definitiva do Motorhead não é "Ace of Spades" nem "Overkill", de acordo com Rob Halford
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Com orçamento apertado na atual turnê, Incantation pede comida aos fãs
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Edu Falaschi anuncia "Mi'raj", álbum que encerra sua épica trilogia
O primeiro disco de heavy metal que Mikael Åkerfeldt comprou
Em biografia, atriz de Hollywood admite ter dispensado Brad Pitt por Sebastian Bach
Os 11 melhores letristas do black metal de todos os tempos, segundo a Loudwire
Nazareth é a primeira atração confirmada do Capital Moto Week 2026
Assista Ivete Sangalo cantando "Dead Skin Mask", do Slayer
Estudo revela as bandas com músicas mais propensas a entristecerem seus fãs
Kiko Loureiro lembra desafios do Angra: "O Andre Matos sumia e aparecia dois meses depois"




Sharon Osbourne contradiz Gene Simmons sobre "o fim do rock"
Blackie Lawless puxa a orelha de Gene Simmons por comentário desnecessário sobre Ace Frehley
Membros do Public Enemy e Red Hot Chili Peppers discordam de Gene Simmons
Gene Simmons diz que rap não pertence ao Hall da Fama do Rock: "Não venho do gueto"
O gênero musical que nunca será tão relevante quanto o rock, segundo Gene Simmons
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



