Resenha - Asshole - Gene Simmons

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Por Raphael Crespo
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Em 1978, os quatro integrantes do Kiss lançaram álbuns solo, todos, de alguma forma, seguindo a mesma linha sonora e visual da banda. As capas, inclusive, traziam as fotos de cada um com a maquiagem oficial do grupo. Eram álbuns solo, mas que sempre constaram na discografia oficial da banda. Hoje, 26 anos depois, o co-fundador e figura mais emblemática do Kiss, o baixista Gene Simmons, lança seu segundo trabalho solo, Asshole, um álbum para deixar os fãs de sua histórica banda de cabelos em pé.

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O começo é promissor, com a energética Sweet & Dirty Love, a única, ao lado de Carnival of Souls, que lembra vagamente o Kiss. Mas o susto já vem logo na segunda faixa, um cover de Firestarter, do Prodigy. Apesar de bem pesada, principalmente pela participação de Dave 'Jane's Addiction' Navarro na guitarra, não deixa de ser surpreendente ouvir um dos deuses do rock n' roll, famoso por performances com a cara pintada, com sua enorme língua cuspindo sangue artificial, cantando uma música tecno.

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Como a proposta de Simmons parece ser a de fazer uma salada musical, depois de um rock n' roll básico e de um tecno, o baixista aparece com Weapons of Mass Destruction, com dois companheiros com passagens pelo Kiss: Bruce Kulick, nas guitarras, e Eric Singer, na bateria. A música é, sem sombra de dúvidas, uma das mais pesadas já feitas pelo linguarudo e chega a beirar o thrash metal.

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A pancadaria, no entanto, pára, e de vez. O que se ouve depois é uma sucessão de baladas melosas, com toques folk - como Waiting For The Morning Light, composta em parceria com Bob Dylan, Beautiful, Now That You're Gone, If I Had You e 1,000 dreams - entremeadas por flertes com outros estilos, como em Dog, que chega a lembrar o cantor Beck, Whatever Turns You On, com uma batida mais funkeada e um coro no estilo R&B gospel, e a faixa-título, com guitarras barulhentas que, de longe, lembram o grunge.

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O álbum é repleto de participações especiais. Diretas ou indiretas. Além de Dave Navarro no cover do Prodigy e de Bob Dylan como co-autor de Waiting For The Morning Light, a blueseira Black Tongue é composta em parceria com o saudoso Frank Zappa e tem trechos dele próprio tocando guitarra.

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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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