Resenha - Asshole - Gene Simmons

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Por Rafael Carnovale
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Nota: 7


Vamos inverter a ordem. Normalmente eu deixaria as conclusões para o final, mas como este é o segundo cd solo de Gene Simmons (baixista e vocalista do KISS, ou como queiram, o cara que cospe fogo e mostra a língua espirrando sangue prá tudo quanto é lado) desde 1978 (quando todos os membros do KISS lançaram álbuns solo), vale a pena tirar algumas conclusões antes de falarmos sobre o cd.

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1 - Mr. Simmons é um dos músicos mais ecléticos da face da Terra, pois tem de tudo neste cd.

2 - Este cd é um puta caça-níqueis, pois reúne músicas de vários anos, como se Simmons recolhesse tudo o que já gravou na vida (inclusive algum material do arquivo de Frank Zappa) para por em cd.

3 - "Asshole" é um trabalho irregular, que não consegue ser digerido de uma vez só.

4 - Simmons deu um show de marketing, e de músicalidade, expressando-se sem ligar para modas e dando um grande "FUCK YOU" para a indústria musical.

5 - Gene esqueceu do KISS para lançar este cd.

6 - Este cd é muito bom.

7 - Este cd é uma merda.

Porque tudo isso?

Comecem com "Sweet & Dirty Love" e "Weapons of Mass Destruction": bons hards, com o vozerão de Simmons a toda. Seria um excelente começo de cd, se Gene não enfiasse um insosso "cover" para "Firestarter", do Prodigy. Uma música atípica, interpretada de maneira idem. Passemos para "Waiting for the Morning Light" e "Beautiful". Uma balada melosa (até que bem feita) e um pop insosso, que não merecia ter o vocal de Gene.

O Hard volta forte em "Asshole" (com um toque de "grunge" em alguns momentos) e "Carnival of Souls" (ainda que os coros sejam totalmente estranhos), mas ainda surgem momentos esquisitos como "Now That You're Gone" (com boas doses de eletrônica e novamente flertando com o pop) e a popesca "Whatever Turns You On", que soa bem mais coesa, apesar do coro novamente estranho.

O grande problema deste cd é a inconstância. Músicas como "Dog" (um dos títulos sugeridos para o cd, uma parceria com Frank Zappa) soam totalmente deslocadas, totalmente experimentais, contrastando com flertes fortes com o pop como "If I Had a Gun". Mas o mais esquisito fica para o final, uma música quase "Disneylandiana", como "1000 Dreams" (talvez a versão de Gene para "When You Wish Upon a Star", gravada em seu solo de 1978). Quer outro fato curioso? A versão japonesa vem com duas baladas, a semi-pesada "Everybody Knows" e "You're My Reason For Living",que soam mais coesas e constantes e com uma qualidade bem superior a muitas baladas presentes no cd.

A quantidade de convidados neste cd é absurda, com Bruce, Bob Kulick e Eric Singer, Richie Kotzen e afins. Gene parece ter tido vontade de fazer um cd incomum, e o fez. Recomendar? Não, esse risco eu não corro. Confira se você quiser, e pode chamar Mr.Simmons de cuzão ao final se quiser. Ele mesmo já o fez.

Site Oficial: http://www.genesimmons.com

Lançamento em 2004 pela Sanctuary Records. A versão nacional deverá sair ainda este ano pela Century Media.


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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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