Resenha - Love - Cult
Por Carlos Frederico
Postado em 24 de setembro de 1999
Nota: 9 ![]()
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O The Cult é uma banda única. De um lado, é herdeira direta do Iron Butterfly
(quer dizer, faz Hard Rock com forte acento psicodélico), por outro se filia bem a aquela corrente
do rock inglês dos anos 80 dita "gótica", por fazer um som épico, misterioso, ás vezes soturno e
triste. O vocalista Ian Astbury é uma especie de "Jim Morrison Hard Rock" guardadas as devidas
proporções, e o guitarrista Billy Duffy é um dos melhores discípulos de Tony Iommi (na minha opinião,
o melhor 'riffeiro' dos anos 80). As letras da banda sempre foram épicas, jogando para o alto, e
incompreensíveis até (como as mais complexas dos Doors). Love (1985) é o melhor disco da banda,
o que melhor equilibrou o Hard Rock voltado para os riffs com o 'gotismo' épico e psicodélico único dos
caras. É também um dos melhores discos da década.
Destaques:
*Nirvana -> nada a ver com Kurt Cobain. Riffs esplendorosos, vocais grandiosos e refrão forte.
*Push The Glitter -> Hard Rock 'glitter' não farofeiro. Apesar disso tem um ar bem anos 80 (!!!)
*Love -> um riff de tirar o chapéu. A introdução é um clássico do Hard de sempre.
*Rain -> um dos cartões de visita da banda. Riffs lentos, encurvados, bem a la Iommi. Vocais
morrissonianos mas ainda originais...
*Brother Wolf Sister Moon -> canção misteriosa, algo sombria. Digna de louvor.
*Phoenix -> Messianismo total. É uma daquelas doideiras que os Doors costumavam fazer nos
anos 60, só que em formato Hard Rock, e bem menos compreensivel. Agradavel...
*Revolution -> psicodelia total. Viagem garantida. Vocais muito bons.
*SHE SELLS SANCTUARY -> um clássico que dificilmente pode ser descrito em poucas palavras.
* Apresenta o melhor conjunto de riffs ja visto desde Iron Man (Sabbath)
* É um dos temas mais emocionantes que eu já ouvi em qqer tempo...
* É a síntese do som da banda, elevado á enésima potência.

Então...ouça! Esse disco vale a pena.
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