Slayer: 10 músicas da banda com letras absurdamente desgraçadas

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Por Mateus Ribeiro
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O SLAYER é a maior banda de thrash metal do planeta e um dos nomes mais influentes da história da música pesada. Durante quase 40 anos de carreira, o grupo lançou discos que marcaram época e são ouvidos até hoje, com destaque para "Show No Mercy", "Hell Awaits" e "Reign In Blood", sendo que este último é a trilha sonora para o fim do mundo.

Slayer: Em 1986, uma chuva de sangue e de ódio

Além da velocidade e do peso, as letras tornaram as músicas do SLAYER assustadoras. Temas como morte, violência e satanismo sempre apareceram nas composições de Kerry King e sua turma, o que causa muita polêmica até os dias de hoje. Confira a seguir 10 músicas do SLAYER com letras desgraçadas.

Aperte o play e pegue um pano para limpar o sangue.

"Disciple": a segunda faixa de "God Hates Us All" é uma metralhadora de ódio do início ao fim. A música narra sobre o clima caótico que o mundo vivia em 2001 (e vive até hoje), versando sobre terrorismo, violência e guerra. A desgraça é coroada pelo célebre refrão, onde Tom Araya berra para o mundo ouvir que "Deus odeia todos nós".

Por uma triste ironia do destino, o disco "God Hates Us All" foi lançado no dia 11 de setembro de 2001. Sim, o mesmo dia dos ataques terroristas que resultaram na destruição das Torres Gêmeas.

"Cult": o SLAYER lançou em 2006 o álbum "Christ Illusion", que traz na capa uma imagem de Jesus Cristo mutilado. Como se isso não bastasse, a música "Cult" ataca de forma extremamente pesada a religião como um todo.

O refrão da música chega a ser poético para os mais céticos, enquanto para os religiosos, é uma ofensa e tanto. "Religião é ódio, religião é medo, religião é guerra; Religião é estupro, religião é obscena, religião é uma prostituta".

Em outro trecho, Jesus volta a ser atacado, com insinuações de que "...nunca houve sacrifício" e "...nenhum homem subiu ao crucifixo". Pesado, não?

"Angel of Death": a música que abre o seminal "Reign In Blood" é a composição mais polêmica da historia da banda, uma vez que narra as atrocidades cometidas por Josef Mengele durante a Segunda Guerra Mundial.

A letra fala sobre as experiências criminosas e insanas que Mengele fez com os prisioneiros nos campos de concentração de Auschwitz. Obviamente, a música gera controvérsia até hoje, sendo que algumas pessoas consideram "Angel of Death" apologia ao nazismo.

"213": o título da música é o número do apartamento onde vivia Jeffrey Dahmer, serial killer que ficou conhecido como "Canibal de Milwaulkee". Além de ter cometido vários assassinatos, Jeffrey praticava atos de necrofilia e canibalismo.

A letra de "213" fala sobre a mente de Jeff e tem alguns trechos perturbadores, que misturam traços de romantismo e morbidez. Confira abaixo dois exemplos.

"A morte ama o abraço final
Sua bela ternura
As memórias mantém o amor vivo, as memórias nunca morrem..."

"Sensações eróticas formigam na minha espinha
Um corpo morto deitado próximo a mim
Lábios macios azuis escuros
Começo a salivar à medida que nos beijamos..."

"Dead Skin Mask": outro serial killer que serviu de inspiração para o SLAYER foi Ed Gein, um dos mais macabros personagens da história estadunidense. Ed cometeu dois assassinatos, mas ficou conhecido por violar túmulos. Em sua casa, foram encontrados crânios que serviam como tigelas e objetos feitos com pele humana, inclusive uma cabeça inteira.

A letra de uma das músicas mais conhecidas do SLAYER retrata um pouco da mente doentia de Ed, sendo que um trecho resume bem o que se passava na cabeça do assassino: "Nas profundezas de uma mente insana, fantasia e realidade são a mesma coisa".

O final tétrico de "Dead Skin Mask" traz uma vítima berrando ao fundo, como se estivesse tentando se livras das garras do criminoso, com gritos de "Sr. Gein?", "Deixe-me sair daqui, Sr. Gein", "Não é mais divertido" e "Eu não quero mais brincar". Extremamente perturbador.

"The Antichrist": é difícil imaginar que uma música chamada "O Anticristo" seja bonitinha. E realmente, a segunda faixa de "Show No Mercy" é tão ofensiva quanto a inesquecível capa do disco.

Por mais que alguns trechos da música apresentem aquelas frases manjadas dos encapetados oitentistas, não dá para negar que frases como "Satanás guarda meu futuro" ou "Minha alma apodrecerá eternamente" não são assustadoras, ao menos, para os menos acostumados.

"Altar of Sacrifice": outra música controversa do clássico "Reign In Blood", a rápida "Altar of Sacrifice" fala de forma detalhada sobre um ritual, que termina em um cruel assassinato. Um dos trechos mais macabros da música diz:

"Sangue tornando-se negro, a mudança começou
Sinta a aversão de todos os condenados do inferno
A carne começa a queimar, torcer e deformar
Olhos chorando sangue, realização da morte
Transformando cinco dedos em dois
Aprenda as palavras sagradas de louvor, Viva Satanás..."

Embaçado, hein?

"Hell Awaits": o inferno também é um tema que a banda abordou em sua carreira. A maravilhosa faixa-título do segundo disco da banda talvez seja a trilha sonora que toca em modo eterno na morada do capeta.

Além de ser uma das composições mais pesadas do SLAYER, "Hell Awaits" possui uma das letras mais chocantes da carreira da banda, com destaque para o refrão.

"...Eu posso tirar sua alma perdida da sepultura
Jesus sabe que sua alma não pode ser salva
Crucifique o chamado Senhor
Ele logo cairá para mim
Suas almas estão amaldiçoadas e seu Deus caiu
Para ser meu escravo eternamente
O Inferno espera..."

Conseguiu sentir o cheiro de enxofre?

"Necrophiliac": para quem não sabe, a necrofilia consiste em violar um cadáver. A prática criminosa e bizarra é abordada na música lançada em "Hell Awaits". A sua letra embrulha o estômago de qualquer pessoa, mas para não chocar muito, aqui vai um pequeno trecho: "Eu sinto a necessidade crescendo, o estímulo para foder este cadáver pecaminoso".

"Necrophobic": durante seus cem segundos de insanidade, rapidez e sangue por todos os lados, "Necrophobic" fala rapidamente sobre várias maneiras de se morrer (ou matar). Os primeiros versos são mais do que suficientes para provar que quando é para se fazer letras doentias, o SLAYER deixa qualquer banda no chinelo.

"Estrangulação, mutilação
Câncer do cérebro
Dissecação de membros, amputação
De uma mente demente..."

Caso tenha conseguido chegar até aqui, muito obrigado pela atenção. Um abraço e até a próxima!


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