Lista: Discos que mudaram as carreiras de algumas bandas
Por Mateus Ribeiro
Fonte: Mateus Ribeiro
Postado em 15 de abril de 2020
Desde que o rock é rock, existem as bandas que se tornaram referências no estilo, como é o caso do Iron Maiden, Led Zeppelin ou Metallica, por exemplo. A carreira de todos esses nomes, e de tantos outros, possui algo em comum: um disco que foi o divisor de águas, mudando a trajetória das bandas que os lançaram.
Confira alguns destes discos, responsáveis por mudarem a história de alguns grupos de rock and roll/metal.
"Rocket To Russia" - Ramones (1977): o terceiro disco do Ramones é uma obra-prima, considerado por muitos como um dos maiores discos de punk em todos os tempos. A música simples e cativante apresentada nos primeiros discos se tornou muito mais rica e madura no terceiro trabalho, cultuado até hoje por muitos fãs espalhados pelo mundo.
A partir de "Rocket To Russia", o Ramones passou a ser encarado com muito mais seriedade e a banda deixou de ser uma promessa para se tornar realidade.
"The Real Thing" - Faith No More (1989): a entrada do vocalista Mike Patton tornou o Faith No More um dos maiores sucessos de sua geração. A mistura de funk, heavy metal e em alguns casos até mesmo o hip-hop chocou o mundo e transformou o terceiro disco da banda em um fenômeno de proporções mundiais.
O inesquecível e imortal "The Real Thing", emplacou hits como "Epic", "Falling To Pieces" e "From Out Of Nowhere", que dominavam o rádio e a MTV.
Até hoje, é um disco ouvido por fãs tanto de música pop quanto pelos headbangers mais cascudos, já que as ótimas músicas apresentadas em "The Real Thing" ultrapassam toda e qualquer barreira.
"Nevermind" - Nirvana (1991): neste caso, temos um disco que mudou não apenas a historia do Nirvana, mas também, a trajetória do rock.
"Nevermind" é a principal bandeira do grunge, movimento que virou o mundo da música de cabeça para baixo com suas músicas agressivas, cheias de revolta e angústia. Músicas como "Smells Like Teen Spirit", "Come As You Are", "In Bloom" e "Lithium" fizeram a cabeça de milhões de jovens, que estavam começando suas vidas no mundo da música pesada.
Até hoje, é um disco extremamente respeitado por muitos e contestado pela ala mais radical, que não sabe fazer nada além de achar defeito em toda e qualquer obra.
"Cowboys From Hell" - Pantera (1990): os quatro primeiros discos do Pantera apresentam um glam metal bem do farofa. A coisa começou a mudar em 1990, quando o grupo norte-americano lançou o excelente "Cowboys From Hell", um disco que é metal do início ao fim.
A agressividade das composições, aliadas ao talento do Dimebag Darrell e seu irmão Vinnie Paul, tornam "Cowboys From Hell" um dos discos mais inovadores lançados por uma banda de metal.
A música que dá nome ao disco é um dos destaques e mostra todo o talento do saudoso guitarrista Dimebag Darrell. Além dessa pedrada, "Cemetery Gates", "Domination" e "Heresy" são suficientes para bagunçar a cabeça de qualquer headbanger.
"Keeper Of The Seven Keys- Part 1" - Helloween (1987): no final da década de 1980, o power metal estava dando seus primeiros passos no mundo. Em 1987, a história tanto do estilo quanto do Helloween começa a mudar com o lançamento de "Keeper Of the Seven Keys - Part 1", primeiro álbum da banda a contar com Michael Kiske nos vocais.
A partir do lançamento da primeira parte de "Keepers...", o Helloween se consolidou como a maior banda de power metal do planeta, título que mantém até hoje, mesmo com todas as mudanças de formação.
As músicas "I'm Alive", "A Little Time", "A Tale That Wasn't Right" e "Future World" garantiram ao Helloween o status de banda grande, mesmo com uma trajetória relativamente curta.
"Images And Words" - Dream Theater (1992): a entrada do vocalista James LaBrie mudou consideravelmente o som do Dream Theater. O primeiro álbum que contou com seu talento, o maravilhoso "Images And Words", continua sendo para muitos o melhor disco da banda.
Além de ser um disco que tornou o Dream Theater uma banda de respeito, "Images And Words" ajudou o metal progressivo a se espalhar e ganhar fãs que até então, torciam o nariz para qualquer sonoridade um pouco mais complexa.
Três dos principais clássicos do Dream Theater fazem parte de "Images And Words": "Pull Me Under", a balada "Another Day" e a maior obra do grupo,"Metropolis - Part 1: The Miracle And The Sleeper".
"Metallica" - Metallica (1991): o Metallica é um dos poucos casos de bandas que já nasceu grande. Porém, com o lançamento de "Metallica", ficou gigante.
Após uma queda na popularidade com "...And Justice For All", o Metallica resolveu cair de cabeça no mainstream com disco que leva o nome da banda, conhecido como "Black Album". As músicas continuavam pesadas, por outro lado, muito mais acessíveis, o que fez com que "Enter Sandman", "The Unforgiven" e "Nothing Else Matters" dividissem as programações de rádios com músicas pop e dance, por exemplo.
É claro que a parcela mais radical torceu o nariz para a mudança, mas e daí? O Metallica sempre fez o que quis e com o seu quinto disco de estúdio, mostrou que era boa fazendo até mesmo músicas não tão agressivas quanto as escritas no começo da carreira.
"The Number Of the Beast" - Iron Maiden (1982): não é segredo para ninguém que a entrada de Bruce Dickinson fez com que o Iron Maiden desse um salto gigantesco na qualidade de sua música, mesmo que com Paul Di´Anno o trabalho fosse magnífico.
O clássico "The Number Of The Beast", primeiro álbum com Bruce, mostra como a sua capacidade vocal aumentou o leque de opções do Maiden. Dali em diante, a banda começou a escrever suas páginas mais bonitas.
De quebra, "The Number Of The Beast" (a música) acabou se tornando um dos maiores hinos da música pesada.
"Violent Revolution" - Kreator (2001): apesar de uma carreira respeitável, o Kreator soltou um belíssimo de um pum no elevador dos headbangers ao lançar "Endorama" (1999), um álbum que apesar de seus bons momentos fez com que a ala radical torcesse o nariz.
Naqueles dias, já existia uma turma que não acreditava mais na banda, até que em 2001, a banda alemã lançou "Violent Revolution", disco que mesclou o thrash do início da carreira com toques do melodic death metal, estilo que fez relativo sucesso nos anos 1990, com nomes como In Flames, Dark Tranquility, Children Of Bodom e At The Gates.
"Violent Revolution" foi uma espécie de renascimento do Kreator, que presenteou os ouvidos sedentos por pancadaria com um disco que até hoje é considerado um dos melhores trabalhos de Mille Petrozza e sua turma.
"Rust In Peace" - Megadeth (1990): se em 1990, existia quem encarasse o Megadeth apenas como "a banda do ex-integrante do Metallica", com o lançamento de "Rust In Peace", Dave Mustaine mostrou que não estava de brincadeira.
O quarto álbum de estúdio do Megadeth é um dos melhores discos de thrash metal já lançados e apresentou ao mundo uma formação inesquecível, que jamais será esquecida: Dave Mustaine (guitarra/vocal), David Ellefson (baixo), Marty Friedman (guitarra) e o saudoso Nick Menza (bateria).
O virtuosismo das composições, aliado ao talento de todos os envolvidos, fez com que o Megadeth cravasse o seu nome como uma das maiores bandas de metal em todos os tempos.
Em breve, a parte 2. Enquanto isso, ouça uma pequena playlist com algumas músicas dos álbuns mencionados na lista!
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