Deep Purple: Síntese de uma época
Por Ricardo Bellucci
Fonte: TheSorOfficial
Postado em 28 de março de 2018
Muitas bandas surgem, algumas conquistam seu espaço na cena, outras se tornam grandes, marcam um estilo, mas poucas, muito poucas marcam uma época, se transformam em síntese de seu tempo.
O Deep Purple é dono de uma sonoridade única, mesclando o rock pesado com leves toques de jazz, do blues e mesmo do clássico. Passou por várias formações ao longo do tempo, mas naquela que chamo de formação clássica temos: Ian Paice (na bateria), Roger Glover no contrabaixo, Jon Lord (nos teclados), Ritchie Blackmore (guitarra) e Ian Gillan (vocais).
Essa formação alcançou o ápice da sonoridade da banda entre os idos de 1969 até 1973.
A banda produziu verdadeiras obras primas, uma delas, que para mim representa a sonoridade definitiva da banda é "Child in Time", do álbum Deep Purple in Rock, de 1970. Possui uma levada única, começando com uma introdução simples mas genial de Jon Lord. Inicia em ritmo leve, quase reflexivo. Os vocais de Ian Gillan meio que se arrastam, dando uma noção de atemporalidade ao som. Os vocais, aliás, são um destaques da faixa.
Sua letra simples, singela, faz uma pequena reflexão a cerca das inconstâncias da vida moderna, da aleatoriedade de eventos em nossas vidas (balas que ricocheteiam). Todos podemos sentir o poder do acaso em nossas vidas, nesse mundo marcado pela violência.
O vídeo extraído do canal "TheSorOfficial" é uma verdadeira obra de arte, retratando à perfeição a união do som do Purple em seu contexto social e histórico. A alquimia entre as imagens e a música é basicamente, perfeita. Emociona! Não se trata aqui de saudosismo, mas de reviver uma época em sua plenitude e unicidade, através do som único do Purple!
Longa vida ao Rock!
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