Catedral: o emocionante encontro com fã que luta contra o câncer

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Ceará & Rock
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer, INCA, estima-se que mais de dez mil novos casos de câncer sejam diagnosticados em 2016. A doença (na verdade, um grupo de doenças sob o mesmo nome) é um problema sério e quando tratada precocemente tem menor probabilidade de levar o paciente ao óbito. Por isso, diante de qualquer sintoma, um médico deve ser consultado.

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O diagnóstico de câncer não é uma sentença de morte. Claro que os casos de pessoas que perdem a batalha contra a doença são inúmeros (hoje mesmo o mundo da música acordou com a triste notícia da perda de Greg Lake, do seminal grupo de rock progressivo EMERSON, LAKE & PALMER, além de ser membro fundador do KING CRIMSON). No entanto, muitas pessoas lutam contra o cêncer e vencem, desde que, como afirmamos e voltaremos a afirmar, o diagnóstico aconteça o mais cedo possível. Um exemplo no mundo do rock é o cantor/historiador/esgrimista/piloto/empresário Bruce Dickinson, da banda IRON MAIDEN. "Estamos muito felizes em anunciar que, após o último exame de ressonância magnética, Bruce foi oficialmente liberado por seus especialistas", afirmou a mensagem da banda em suas redes sociais em 15 de maio último, poucos meses depois que Bruce veio com o sexteto inglês pilotando o próprio avião para apresentação na Arena Castelão, em Fortaleza.

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Uma cearense que anseia por também dar uma notícia parecida em seu Facebook é a auxiliar de administração Patrícia Lima Neves, de 32 anos. Patrícia tem leucemia, um tipo de câncer que surge geralmente na medula óssea e causa um número elevado de glóbulos brancos no sangue. Na noite de 26 de novembro, Patrícia, que está sob tratamento, conseguiu de seu médico uma liberação para ver a Banda CATEDRAL no Teatro Riomar. Na ocasião, Patrícia, junto a seu esposo, Tarciano, foi recebida no camarim da banda para que pudesse contar para o trio carioca um pouco de sua estória. Estivemos presentes durante o encontro no camarim e contaremos um pouco como ele aconteceu.

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Patrícia contou que cantara a música para o seu médico quando descobriu a doença. "Patty, você não tem mais jeito", ele lhe tinha dito. "É difícil ouvir isso. Eu sou mãe de quatro filhos, tenho meu esposo, tenho minha família. Sou muito família. Foi muito difícil aceitar. Difícil não foi perder os cabelos. Mas, em ‘O Sonho Não Acabou’ tem aquela parte ‘não tenha medo de sorrir… deixar o amor invadir o peito’. Então, isso foi um alimento para mim e é um alimento também para minhas amigas que estão na luta’.", disse ela a Kim, vocalista da banda.

O músico respondeu: "O que a gente pede a Deus é que você vença essa batalha. A gente sabe que são momentos difíceis, mas que você tenha perseverança e Deus te abençoe. A vida é assim, né? A vida é cheia de atropelos. As coisas acontecem como Deus quer. E a gente espera que, nos planos dele, a tua vitória esteja escrita em negrito. É o que a gente pede, é o que a gente quer de coração. Você sensibilizou muito a gente. Nós somos humanos e infelizmente não podemos fazer muita coisa. A gente só pode te dar esse carinho".

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Na semana seguinte, tivemos a oportunidade de conversar com Patrícia. Explicando porque gosta tanto da banda, Patrícia nos contou: "CATEDRAL foi algo transmitido como herança de pai pra filha. Meu pai é fã da banda e me ensinou a gostar também". Ao ser indagada sobre a semelhança entre os timbres de voz de Kim e Renato Russo, Patrícia discorda categoricamente. "Não acho que tenham tanta semelhança com o LEGIÃO URBANA. Kim tem a maneira de interpretar bem diferente. Algumas coisas são parecidas. Ex: A poesia, e a forma de reivindicação nas letras das músicas".

Sobre a canção que pediu, "O Sonho Não Acabou", do álbum "Para Todo Mundo", de 1999, Patrícia conta: "Eu estou lutando contra o câncer desde de março de 2014. Tenho Leucemia Crônica. Logo que fui diagnosticada, entrei em desespero e logo que cheguei em casa coloquei um CD da banda e a primeira música que me tocou foi ela. Eu estava decidida em tirar a minha vida pois um filme passava em minha cabeça e não me vi mais com vontade de viver. Escutei essa música várias vezes e a Mensagem dela me deu uma nova visão de vida. Não é a toa que sempre lembro ‘O nosso sonho não acabou assim, só escureceu’. Mudei todo meu pensamento depois que ouvi essa música por diversas vezes".

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Sobre como está o tratamento, Patrícia afirma: "infelizmente a Leucemia ainda está no processo forte e avançado. Ainda estou em tratamento. Graças a Deus já tenho meu doador compatível de medula óssea e logo que me recuperar vamos realizar o transplante". Patrícia finaliza a entrevista com uma mensagem para quem enfrenta o mesmo problema que ela: "Lute, não desista, O Nosso Sonho não Acabou! Tudo podemos em Cristo que nos Fortalece"

Agradecimentos: SD Produção e Samuel Ferreira, pela atenção e credenciamento.
Todas as fotos: Rodolfo de Oliveira Paiva.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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