A banda europeia de metal com milhões no Spotify cujo integrante trabalha como bombeiro
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de fevereiro de 2026
A realidade por trás das bandas de metal europeu costuma ser bem menos glamourosa do que muitos imaginam. Mesmo com números expressivos nas plataformas digitais, nem sempre o sucesso se traduz em estabilidade financeira ou vida confortável exclusivamente dedicada à música. Um exemplo curioso - e revelador - envolve uma das bandas mais respeitadas do prog metal contemporâneo.

A banda norueguesa Circus Maximus soma milhões de reproduções no Spotify, com músicas como "Game of Life", "Architect of Fortune" e "Last Goodbye" ultrapassando a marca de um milhão de plays cada. Ainda assim, o grupo está longe de viver a realidade de "castelos e Ferraris" frequentemente associada a artistas europeus do gênero.
Quem trouxe essa história à tona foi Marcelo Barbosa, guitarrista do Angra, durante entrevista ao Ibagenscast. Ao relembrar uma das participações do Angra no tradicional festival ProgPower USA, nos Estados Unidos, Marcelo contou que teve a chance de conviver com músicos do Circus Maximus fora do palco - e acabou se surpreendendo.
Segundo ele, o encontro aconteceu de forma totalmente casual, na academia do hotel onde as bandas estavam hospedadas. Durante a conversa, Marcelo descobriu que o baixista Glen Møllen conciliava a carreira musical com outra profissão bastante distante dos holofotes. "Ele falou pra mim: 'Não, eu sou bombeiro'", contou o guitarrista, destacando o contraste entre a popularidade da banda e a realidade financeira dos integrantes.
Marcelo explicou que essa situação é mais comum do que muitos fãs brasileiros imaginam. Na Europa, especialmente no metal progressivo, é frequente que músicos mantenham empregos paralelos para garantir estabilidade. A banda existe, faz turnês, grava discos e participa de grandes festivais, mas precisa "dançar conforme a música" quando o assunto é pagar as contas.
O guitarrista do Angra ainda ressaltou que o próprio sucesso internacional não garante, automaticamente, independência financeira. Bandas que conseguem viver exclusivamente da música - especialmente fora do eixo mainstream - são exceção. Mesmo grupos consolidados acabam dividindo o tempo entre palcos e outras carreiras, algo que passa despercebido pelo público.
Confira a matéria completa abaixo.
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