Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
Por João Renato Alves
Postado em 09 de fevereiro de 2026
Com o desenrolar da carreira, o Kreator flertou com estilos fora do thrash metal. A atitude gerou polêmica entre os fãs, mas também agradou diferentes tipos de público, que passaram a conhecer a banda. Em entrevista ao Metal Global, o vocalista e guitarrista falou sobre o novo álbum, "Krushers of the World" e a mistura de influências que ele apresenta.
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"Eu adoro metal. Adoro thrash metal. Adoro death metal. Adoro black metal. Adoro todos os tipos de metal, mas também adoro todos os tipos de música. Sempre tento encontrar uma maneira de ser metal e ser Kreator, mas também incorporar influências de outros gêneros e talvez grooves diferentes, vibrações diferentes, em vez de simplesmente ser thrash metal do começo ao fim. Poderíamos fazer isso - potencialmente, sim - mas ficaríamos entediados e não viria do coração. Quando você ouve alguns dos discos que estão sendo lançados, é como se as pessoas estivessem forçando o old school, para soar como nos anos 80. Mas não estamos mais nos anos 80. Ainda podemos ter influências da época, mas eu me sentiria muito decepcionado se tivéssemos que fazer um álbum que fosse só thrash do começo ao fim. Se você ouvir nossos trabalhos anteriores, sempre houve um certo equilíbrio."
Petrozza declarou entender que alguns fãs querem que suas bandas favoritas relembrem o material sonoro que compuseram durante seus anos dourados, mas não se sente à vontade com a ideia. "Eu entendo do ponto de vista emocional, porque quando você gosta e é um nerd da música, tudo é emoção, são ondas, harmonias e batidas belíssimas, a unidade e tudo o que o metal representa. É lindo. É incrível. Mas os velhos tempos acabaram. Nunca mais vamos ter isso de volta. E quando você vai a um show do Kreator ou talvez de outras bandas que ainda estão na ativa desde os anos 80, revive isso por um tempinho nas músicas antigas. Mas tentar não consigo forçar as pessoas a gostarem de algo. Existe um público jovem que tenta fazer com que as bandas antigas soem como nos anos 80. Mas eu sou igual. Se eu vou ver o Fields of the Nephilim ou o Sisters of Mercy, quero que eles toquem as músicas antigas. Mas também estou aberto a ouvir as novas."
16º trabalho de inéditas do Kreator, "Krushers of the World" chegou ao Top 10 em seis paradas europeias. Destaque para o 2º lugar alcançado na Alemanha – 1º no chart segmentado de rock e metal – e na Áustria.
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