O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 09 de fevereiro de 2026
Durante uma live em seu canal no YouTube, posteriormente recuperada pelo canal Cortes Crimson, o crítico musical Regis Tadeu voltou a fazer uma de suas avaliações diretas ao responder à pergunta: quais músicos de qualidade continuam tocando em bandas ruins? A discussão acabou recaindo especialmente sobre bateristas - e um nome em particular acabou ganhando destaque.
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Logo de início, Regis fez questão de ajustar o entendimento do tema. "Não são músicas de qualidade em bandas ruins. São músicos de qualidade em bandas ruins", pontuou, antes de começar a listar exemplos.
Ao falar do My Chemical Romance, o crítico deixou claro que não aprecia a banda, mas separou a análise técnica do julgamento artístico. Ele citou especificamente o baterista Bob Bryar, responsável pelas gravações de The Black Parade. "O baterista do My Chemical Romance é muito bom", afirmou, ainda que tenha reforçado sua visão negativa sobre o conjunto da obra da banda.
Bob Bryar integrou o My Chemical Romance entre 2004 e 2010 e é o baterista no álbum The Black Parade, lançado em 2006. O disco é um dos trabalhos mais ambiciosos da banda: uma ópera rock conceitual centrada em um personagem conhecido como "O Paciente", que enfrenta a morte após um diagnóstico de câncer. Produzido por Rob Cavallo, o álbum rendeu sucessos como "Welcome to the Black Parade", "Teenagers" e "Famous Last Words".
Apesar das divisões que provoca entre críticos e público, The Black Parade foi um enorme sucesso comercial e de crítica, alcançando o segundo lugar na Billboard 200, conquistando certificações de platina em diversos países e entrando em listas históricas, como a dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos da Rolling Stone. Também marcou uma fase altamente teatral da banda, com figurinos, narrativa contínua e uma longa turnê mundial.
Mesmo reconhecendo a importância do disco, Regis manteve sua posição ao separar o desempenho individual do contexto artístico. Para ele, Bob Bryar se encaixa perfeitamente na categoria de "músico bom em banda ruim", justamente por demonstrar técnica, precisão e força em um projeto que, na sua visão, não acompanha esse nível.
Na sequência da live, Regis ampliou o argumento ao citar outros exemplos. Ele mencionou o Blink-182, afirmando: "Eu acho o Blink uma banda ruim e o baterista é muito bom", em referência a Travis Barker. O mesmo raciocínio foi aplicado ao Red Hot Chili Peppers, quando declarou: "Hoje sim. O Chad Smith é absurdo. E o Red Hot Chili Peppers é uma piada".
Para Regis, Chad Smith seria o exemplo mais evidente desse fenômeno: um instrumentista amplamente respeitado tocando em uma banda que, segundo ele, não entrega um resultado artístico à altura.
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