Guitarra: Groove nosso de cada dia

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Por Herick Sales, Fonte: Herick Sales Guitar
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Groove é um termo oriundo da lingua inglesa que, no meio musical, é um sinônimo para "ritmo". (fonte: Wikipedia)

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Ritmo pode ser descrito como um movimento coordenado, uma repetição de intervalos musicais regulares ou irregulares, fortes ou fracos, longos ou breves, presentes na composição musical. Toda peça musical é composta por necessariamente três elementos: a melodia (forma como os sons se desenrolam no tempo), a harmonia (forma como os sons soam em simultâneo) e o ritmo. O ritmo é importante para determinar a duração de cada som na música e também a duração dos silêncios. Uma mesma seqüência de três notas iguais pode dar origem a três composições musicais diferentes apenas pela variação do ritmo.
(Fonte: infoescola)

Após essas explicações, completo com uma observação feita pelo incrível João Castilho, antes de começar minhas considerações. Certa vez li em um livro dele, que os músicos se preocupam bastante com os elementos harmônicos, escalas, etc, mas esquecem do fator ritmo. Você pode usar as mesmas escalas e acordes num rock, e num baião, mas a rítmica fará tudo soar diferente e precisa ser acompanhada.

Já notou que muitas vezes, você ouve uma música sensacional, com ritmo contagiante, quando você vai estudá-la, são poucos acordes, ou notas, e mesmo assim soa poderosa?

Tom Morello já disse em entrevista, que muitos de seus riffs, são variações rítmicas das notas da penta de Em nas duas cordas mais graves, indo até a casa 7.

Levando isso em conta, sou capaz de afirmar: ninguém resiste a uma música com groove! Não adianta também encharcar uma música de escalas e acordes, e meter tudo em semicolcheias infinitas e ritmo fraco.

Quanto à explicação acima, quero destacar um detalhe importantíssimo: "O ritmo é importante para determinar a duração de cada som na música e também a duração dos silêncios."

Você leu bem? Duração dos silêncios. DOS SILÊNCIOS! FAZ SILÊNCIO NA MÚSICA, PORRA!

Tenho tremenda admiração pelo Edu Ardanuy, e lendo suas entrevistas e tendo conversado com ele pessoalmente na edição do Guitar Player Festival que participei, tive contato com várias dicas do próprio e conceitos muito bacanas. Ele comenta sobre as pausas pequenas, como semicolcheias, 4 notas por tempo, e apenas 1 das notas ser uma pausa. Apenas isso, fará tudo ser diferente, e como o próprio disse: "não existe groove, sem pausa".

Seja no funk, soul, onde o groove dita as regras, até o metal, o groove é acoplado ao peso, ele é um elemento muito importante. Já notou nas clássicas bandas de thrash dos anos 80, como soam atualmente? Metallica, Slayer, Testament, Annihilator, mesclaram suas famosas "metralhadoras", com riffs cheios de ritmo, graças a pequenas pausas, e bandas posteriores, como Pantera e o Sepultura, ganharam a acunha de groove metal, devido a grande utilização desse elemento.

A vida em nossa volta é feita de ritmos, basta observar: a natureza, o coração, e até o sono. Busque trabalhar nele, e em suas variações, e veja quantas coisas legais consegue extrair. E lembre-se de um conselho do mestre Satriani: velocidade em tudo, não dá margem à variação.

Abaixo, trago 10 exemplos, de vários estilos, em que o ritmo tornou tudo contagiante!

Tudo que Tom Morello toca, merece uma certa atenção no que tange o ritmo, mas fique com essa, e tente tocar se for capaz…

Aqui, o mestre do rock com soul, Richie Kotzen, mostra um groove cheio de pegada…

E na área hard rock, Mr. Paul Gilbert mostra que domina velocidade, groove e o que mais pintar (note o ritmo imponente da canção).

Steve Lukather é mestre, e é capaz de adentrar todo e qualquer estilo, e ele emprega essa diversidade em suas músicas.

Outro que se dá bem em qualquer área, é Brian May, e quando você faz parte do Queen, tudo fica mais fácil. Note o riff altamente simples, mas em que o groove dele e dinâmica da banda fazem toda a diferença.

Lembra do que falei das pausas? Note no que Jimmy Page é capaz de fazer.

Botando toneladas a mais de agressividade, os mestres do groove metal, Pantera (note a semelhança do riff, com o riff da ”The Ocean” do Led Zeppelin, porém, com ritmo diferente).

Lembra do que eu falei das bandas de thrash do anos 80? Olha o Megadeth, que manteve o peso, mas adicionou uma boa dose de swing.

Esse trio dispensa apresentações. Note apenas nos detalhes: a guitarra não está com muito ganho (é uma telecaster), porém o groove imposto pela bateria e o baixo, faz tudo parecer um trator desgovernado.

Termino com mais uma do estilo ”simples e direto”, com mestre Zakk Wylde, e um dos seus riffs mais contagiantes feito junto do seu padrinho Ozzy. Duvido não te dar vontade de dançar!

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Sobre Herick Sales

Herick Sales, professor de guitarra e violão há 12 anos, amante de blues e rock em geral.

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