Manilla Road: conheça a clássica banda cult em 23 músicas

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Por Victor Kataóka, Fonte: H2R
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Capitaneado pela lenda viva Mark Shelton, o Manilla Road é uma das mais importantes bandas da cena “cult” do Heavy Metal. Para seus fãs apaixonados, eles não devem nada para Irons, Priests e Accepts da vida. Alguns discos lançados por eles mostram bem que isso não é exagero.

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Com nada menos que 17 discos lançados, mesmo não obtendo sucesso comercial o Manilla está no panteão das melhores bandas de Heavy Metal, pelo menos para aqueles que conhecem o estilo a fundo, não se limitando as bandas mais conhecidas.

Julho de 2014 é um período histórico para a banda, marcado pela sua tão aguardada turnê Sul-americana. E para aqueles que não conhecem o Manilla Road, resolvi listar um apanhado de clássicos, e sim, escolhi a quantidade de 23 músicas, uma lista grande e exagerada, como a duração dos épicos do Manilla, uma banda ímpar, e é assim que tem que ser.

A seguir, 23 músicas para se conhecer o grande Manilla Road!

The Empire (Invasion – 1980)

Em 1980 o Sabbath, Judas, AC/DC e Iron lançavam os melhores discos do ano. Enquanto a maioria das grandes bandas de Metal engatinhavam, o Manilla Road lançava seu disco de estreia, que apesar de não ser um dos melhores da banda tem um grande clássico cult, um épico de 13 minutos, sintetizando muito do que a banda faria na sua carreira: Uma balada lisérgica, exageradamente pretensiosa e grandiosa como a carreira da banda!

Mark of the Beast, Court of Avalon, Avatar, Time Trap e Aftershock (Mark of the Beast – 1981)

Mark of the Beast foi gravado em 1981 e era pra ter sido o segundo disco da banda, porém ficou engavetado sendo lançado apenas em 2002, talvez porque na época a gravadora não achou que ele era “metal o suficiente”. A verdade é que esse disco é uma verdadeira pérola com músicas belíssimas e xapantes.

É provavelmente o melhor disco de Heavy Metal Tradicional da história para se escutar "fumando um", tamanho a viagem das músicas. Repleto de belíssimas baladas progressivas com atmosfera lisérgica, ele é o meu segundo disco preferido do Manilla. Destoando um pouco na lista, “Aftershock” é uma das poucas músicas que quebra esse clima, mas ainda assim é sensacional.

Necropolis, Flaming Metal Systems, Crystal Logic, The Riddle Master e Dreams of Eschaton (Crystal Logic – 1983)

O ano de 1983 foi um dos melhores da história do Heavy Metal em termos de lançamento, e Crystal Logic pode ser considerado tranquilamente como um dos três melhores discos lançados naquele ano. Duvida? Então escute a sequencia abaixo e tire suas próprias conclusões.

Open the Gates, Astronomica e Road of Kings (Open the Gates – 1985)

Considerado o melhor lançamento da banda ao lado de Crystal Logic, Open The Gates trouxe vários clássicos, sendo que escolhi 3 músicas que sintetizam bem o álbum. A curta e matadora faixa titulo com seu baixo marcante, a pesada “Astronomica” com sua entrada clássica, e “Road Of Kings” com sua batida e refrões inesquecíveis.

Shadow in the Black, The Deluge e Friction in Mass (The Deluge – 1986)

Do 5º álbum da banda retirei 3 músicas que representam bem a carreira da mesma. “Shadow in The Black” com sua mudança de tempo, a épica e clássica “The Deluge”, e “Friction in Mass” com sua sequencia matadora de riffs.

Mystification (Mystification – 1987)

A linda “Mystification” é outra música na lista que sintetiza bem o Manilla Road. Lisérgica, cativante, bela, e agressiva a partir da entrada do peso na metade da música, um crime se tivesse ficado de fora.

Return of the Old Ones (Out of the Abyss - 1988)

“Return of the Old Ones” segue bem a linha de Mystification. Cheia de variações de tempo e alternância de peso, acho ela a melhor música do sétimo lançamento da banda.

Into the Courts of Chaos e The Prophecy (The Courts of Chaos – 1990)

A hipnótica “Into the Courts of Chaos” e a épica “The Prophecy” foram duas faixas que não apresentaram elementos novos a essa lista, mas que são muito fortes na discografia da banda para terem ficado de fora. “The Prophecy” tem um dos mais marcantes refrões do Manilla Road e “Into the Courts of Chaos” não fica muito atrás...

Throne of Blood e Lux Aeterna (The Circus Maximus – 1992)

The Circus Maximus é o disco mais estranho do Manilla Road, cheio de influências de Hard Rock e belos vocais do baixista Andrew Coss. Na verdade, esse é um disco solo de Mark Shelton com o logo do Manilla, mas se pararmos para pensar, o Manilla é praticamente um projeto solo de Shelton!

Considerações finais:

Sei que cometi um pecado ao ignorar meia dúzia de discos lançados pela banda a partir de 2001, mas não foi porque não escutei os mesmos, pois passei semanas dissecando a discografia da banda, mas sim porque além das músicas listadas acima terem um significado especial para mim, também julgo que elas sintetizam quase tudo o que é e representa o Manilla Road.

Fãs mais atentos perceberam que não foquei nas músicas mais puxadas para a veia Thrash Metal da banda, mas isso foi proposital, questão de gosto pessoal, visto que nunca gostei do Manilla se aventurando por estilos mais extremos, muito pelo contrário, o que sempre me apaixonou na banda, e me fez ver nela características únicas, foi o fato de fazerem grandes épicos com características tão inconfundíveis, as passagens acústicas, as músicas psicodélicas e lisérgicas, além do Heavy Metal Tradicional direto e apaixonante, com o timbre de guitarra inconfundível de Mark Shelton.

Finalizando, espero que os fãs de longa data tenham ficado satisfeitos com a seleção, e para aqueles que não conheciam a banda, fico na torcida que as músicas acima os deem uma dimensão da grandeza do Manilla, que se é pequena em relação ao sucesso, para fãs como eu é grandiosa no tocante a sua obra.

Por Kataóka.

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Sobre Victor Kataóka

Kataóka representa aqueles que prezam por nomes como Saxon, Accept, Manowar, Judas, Virgin Steele, Alice Cooper, Queensryche, Warlock, Savatage, Budgie, Dio e etc. Trajando o manto do Fortaleza EC, conseguiu ver com muito sacrifício quase todas as suas bandas favoritas ao vivo, e acredita que acima do AC/DC, somente os Beatles. Com o H2R, resenha Heavy Tradicional, Hard Rock, e o seu vício: N.W.O.B.H.M, o que não o impede de prezar demais por rock progressivo e psicodélico. Apesar de ser de 88, dentre 500GB de mp3 em um HD de valor inestimável, 95% do conteúdo vem dos anos 60,70 e 80. Não resenha Melodic, industrial, extremo, sinfônico, Power, New, Grunge e vários outros etc...

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