Lou Reed: bissexual e transgressor no rock'n'roll
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 04 de março de 2014
"Sou um chupador de pau, meu bem. Você é o quê?"
Lou Reed, no livro Mate-me Por Favor, de Legs McNeil e Gillian McCain.
Lou nasceu em 2 de março de 1942, no Brooklyn, em Nova York, nos EUA. Era judeu, roqueiro de vanguarda e bissexual. Criou o Velvet Underground em 1964. Viciou em heroína, conheceu os subúrbios americanos e a vida dura antes de virar um ícone cult, da música alternativa e do punk rock. Morreu por complicações decorrentes de um transplante no fígado no dia 27 de outubro de 2013, na mesma NY que o acolheu e o fez crescer. Morreu em um mundo que ainda bate, mata e exclui gays diariamente.
Aos 17 anos, transava com garotos, o que causou um escândalo em sua família tradicional judia. Os pais colocaram em uma espécie de "cura gay". Conta Lou, na época: "Enfiam uma coisa pela sua goela abaixo para que você não engula a língua e colocam eletrodos na sua cabeça. Isso era recomendado em Rockland County naquela época para desestimular sentimentos homossexuais. O resultado é que você perde a memória e vira um vegetal. Não pode ler um livro porque chega na página 17 e tem que voltar pra primeira página de novo".
Ou seja, deram choques na cabeça de Lou Reed porque ele era gay. Mesmo depois desse abuso, Lou permaneceu tendo relações com garotos. E garotas. Ele era bissexual.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Depois do Velvet Underground, veio a carreira solo. Nessa época, em 1975, lançou um disco chamado Coney Island Baby. Segundo o crítico Lester Bangs, o álbum era inspirado em uma amante do cantor e guitarrista.
A amante era o travesti Rachel, com nome de batismo Tommy. Os dois se amaram, mas ela jamais ligou muito para a música de Lou Reed, nas palavras do próprio. "Nada era capaz de impressioná-la".
O surpreendente é que, apesar de ser liberal aos 17, Lou Reed "apagou" Rachel de sua biografia a partir de 1978. Vestiu jaquetas de couro e virou um roqueiro machão. Casou-se com a designer Sylvia Morales nos anos 80. Na época de matrimônio, chegou ao sucesso na crítica, o que rendeu duetos com o U2 e com o Metallica. Divorciaram-se nos anos 90.
Veio o romance com a artista Laurie Anderson, que permaneceu ao seu lado até sua morte em 2013. Lou também começou a praticar tai chi e adotou um estilo de vida mais equilibrado, muito distante de seu jeito junkie, viciado em heroína, dos anos 60 e 70.
Lou Reed claramente apagou Rachel de sua vida buscando um sucesso artístico no mundo pop, assim como fez David Bowie também em 1980. E um roqueiro de sucesso não combina com namorar um travesti, não é? A sociedade condena qualquer forma de sexualidade diferente de padrões. Mesmo em uma música de contestação, como foi e ainda é o rock.
Mas, para quem conhece Lou e o Velvet, ele sempre será uma "bicha". E é genial justamente por ser transgressor no comportamento, que se reflete em sua música simples, polêmica e pop.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
São Paulo sedia a primeira corrida oficial do Iron Maiden no mundo
Banda de metal cristão Demon Hunter processa Netflix por "Guerreiras do K-pop"
A banda que Steven Tyler sonhava em ver o Aerosmith alcançar em importância
O álbum que Andreas Kisser já confirmou que vai lançar após o Sepultura
Down anuncia novo álbum "Volume V" e lança single e videoclipe
Como Roger Taylor ajudou a impedir Taylor Hawkins de virar membro do Guns N' Roses
Regis Tadeu detona nova de Tony Iommi: "Merda do tamanho da Torre de Babel"
10 rockstars que fizeram mais sucesso depois de serem demitidos da banda, segundo a Loudwire
As duas bandas que Ozzy Osbourne não queria que o Black Sabbath se tornasse
Após 40 anos, apareceu quem colocou o Rush na abertura do MacGyver no Brasil
Após 36 edições, MTV exclui categoria "Melhor Videoclipe de Rock" do VMAs
A canção "nada a ver" que o Metallica gravou por parecer ser feita para eles; "somos nós"
O segredo do Accept que Udo Dirkschneider prefere não contar
O guitarrista que James Hetfield considera "o cara"
System of a Down: casamento vai abaixo com "Toxicity", vídeo viraliza e Serj divulga
A diferença direta e objetiva que existia entre Cazuza e Renato Russo
Jethro Tull: a fúria de Ian Anderson pra cima do Led Zeppelin



Os 11 melhores álbuns do glam rock setentista, segundo a Loudwire
A lenda do rock que Lou Reed odeia: "Pessoa mais sem talento que já ouvi na vida"
Presença de Palco: dicas para iniciantes
George Harrison: O Beatle calado, sempre à sombra de Lennon e McCartney

