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Sepultura: escombros nucleares em "Beneath The Remains"

Por Rodrigo Lourenço Costa
Fonte: Blog HM - História e Metal
Postado em 09 de julho de 2013

Como última canção analisada para o tema Holocausto Nuclear, apresentaremos agora Beneath the Remains, da banda brasileira Sepultura.

Diferentemente das outras canções analisadas, essa conta sobre um mundo já devastado pela hecatombe nuclear, e um soldado (como faz sugerir a letra) continua guerreando num mundo sobre escombros, e o descreve através da sua visão.

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Beneath The Remains
Sepultura – Album: Beneath the Remains (1989)

In the middle of a war that was not started by me
Deep depression of the nuclear remains
I've never thought of, I've never thought about
This happening to me

Proliferations of ignorance
Orders that stand to destroy
Battlefields and slaughter
Now they mean my home and my work

Who... has won? Who... has died?
Beneath the remains

Cities in ruins
Bodies packed on minefields
Neurotic game of life and death
Now I can feel the end

Premonition about my final hour
A sad image of everything
Everything's so real

Who... has won? Who... has died?

Everything happened so quickly
I felt I was about to leave hell
I'll fight for myself, For you,
but so what?

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To feel a deep hate, to feel scared
But beyond that, to wish being at an end
Clotted blood, mass mutilation
Hope for the future is only utopia

Mortality, insanity, fatality
You'll never want to feel what I've felt
Mediocrity, brutality, and falsity
It's just a world against me

Cities in ruins
Bodies packed on minefields
Neurotic game of life and death
Now I can feel the end

Premonition about my final hour
A sad image of everything
Everything's so real

Who... has won? Who... has died?
Beneath the remains

(Tradução)

Debaixo Dos Escombros

Em meio a uma guerra que não foi iniciada por mim
A profunda depressão dos restos nucleares
Eu nunca pensei, nunca pensei sobre
Este acontecimento para mim

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Proliferações de ignorância
Ordens que são para destruir
Campos de batalha e morticínios
Agora eles significam minha casa e meu trabalho

Quem... ganhou? Quem... morreu?
Debaixo dos Escombros

Cidades em ruínas
Corpos comprimidos em campos minados
Jogo neurótico de vida e morte
Agora posso sentir o fim

Premonição sobre minha hora final
Uma triste imagem de tudo
Tudo tão real

Quem... venceu? Quem... morreu?

Tudo aconteceu tão depressa
Senti que estava a ponto de sair do inferno
Lutarei por mim, por você
Mas e daí?

Sentir um ódio profundo, Sentir-se assustado
Mas além desses, desejar chegar a um fim
Sangue coagulado, Mutilação em massa
A esperança pelo futuro é só utopia

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Mortalidade, Loucura, Fatalidade
Você nunca vai querer sentir o que eu senti
Mediocridade, Brutalidade, e Falsidade
É somente um mundo contra mim

Cidades em ruínas
Corpos comprimidos em campos minados
Jogo neurótico de vida e morte
Agora posso sentir o fim

Premonição sobre a minha hora final
Uma imagem triste de tudo
Tudo tão real

Quem... ganhou? Quem... morreu?
Debaixo dos Escombros

Análise:

Em 1989 o Sepultura lança o álbum "Beneath the Remains", e tem na música homônima o seu protesto contra os absurdos da destruição coletiva pelas armas nucleares. A letra da música não é cantada, e sim, vociferada de maneira raivosa por Max Cavalera, e o andamento acelerado reforça o clima furioso da composição.

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Tal como os alemães do Kreator, o Sepultura é muito mais direto, levando o ouvinte para a reflexão sobre o tema proposto. De início, começam com uma crítica à guerra em si, do ponto de vista de um jovem (tal como eles) que é obrigado a ir para o combate.

A ideia principal da música fica bem clara nas duas primeiras linhas "In the middle of a war that was not started by me /Deep depression of the nuclear remains", onde o eu poético caminha por um mundo devastado.

Segue falando sobre a irracionalidade da guerra, de como os soldados são compelidos à violência, e absorvidos por ela, como se vê no trecho "Proliferations of ignorance /Orders that stand to destroy /Battlefields and slaughter /Now they mean my home and my work". Essa comparação entre o campo de batalha e a casa, e também entre a matança e o trabalho, são muito sagazes por transportar ao ouvinte a transformação cerebral que ocorre na mente de um soldado em um ambiente de combate.

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A letra segue falando sobre as consequências da guerra nuclear quando diz "Cities in ruins", e fala claramente sobre à política de dissuasão feita por EUA e URSS, comparando a um jogo: "Neurotic game of life and death /Now I can feel the end". Os interesses da potencias bélicas não levam em conta as vidas que se perderiam eventualmente, trazendo o pânico ao homem comum, principalmente para àqueles que estariam na linha de frente da guerra.

O eu poético continua contando sua experiência aos ouvintes, passando na canção todo o horror e desespero dos campos de batalha, principalmente sobre o que se veria após os ataques nucleares. Essa imagem é bem clara na estrofe "To feel a deep hate, to feel scared / But beyond that, to wish being at an end / Clotted blood, mass mutilation / Hope for the future is only utopia", onde o último verso mostra a total falta de perspectiva numa solução para o mundo que não fosse o conflito.

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O ponto de maior tensão, de maior expressão e impacto é justamente o refrão: "Who... has won? Who... has died? /Beneath the remains". Indagações tão provocativas que podemos resumir o que teria sido o desfecho da Guerra Fria caso alguém tivesse realmente apertado o botão. Quem teria vencido ou perdido, pouco importa, pois o que sobraria seriam apenas os restos da nossa civilização.

Embora nessa fase da carreira o Sepultura estivesse dando uma guinada para um som mais Thrash Metal, esta canção ainda mostra muitas características oriundas do Death Metal, subgênero onde o Sepultura iniciou sua carreira. A bateria frenética e os vocais guturais são algumas das marcas que a banda carregou dos seus primórdios, e que foram aprimoradas ao longo dos anos.

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Os riffs tem uma velocidade impressionante, e dão à música um andamento alucinante, levando o ouvinte a sentir-se realmente desconcertado, como quem olha para todos os lados ao mesmo tempo e não sabe de onde pode vir o perigo. A música, tem uma mudança no andamento, para riffs mais carregados (tipicamente Thrash), com pausas e o abrindo espaço para a melodia do solo frenético de Andreas Kisser. A composição é harmonica, com todos os intrumentos criando uma camada sonora muito poderosa.

A linha vocal, principalmente, transmite aos ouvintes toda a raiva e indignação contida na letra, principalmente com o uso de palavras que tem sua entonação reforçada, como no caso da passagem "Mediocrity, brutality, and falsity / It's just a world against me", onde o sentimento de desespero fica evidente.

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Beneath the Remains, foi o primeiro álbum do Sepultura pela gravadora RoadRunner (uma grande dentro do cenário Metal) e levou a banda para fora do Brasil, com início de uma vitoriosa carreira internacional. Não obstantes ao que acontecia no mundo, os brasileiros colocaram na canção homônima sua visão sobre o Holocausto Nuclear, sendo essa um composição muito rica do ponto de vista lírico, nos dando um belíssimo documento de uma história do imaginário, pois fala sobre as "possibilidades que não vingaram, sobre os planos que não se concretizaram"(SEVCENKO, 2003, P.30). Neste ponto, pelo menos, bom para todos nós.

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Referências Bibliográficas:

BARROS, José D’Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens. Petrópolis, Editora Vozes, 2004.

CHRISTIE, Ian. Heavy Metal: a história completa. São Paulo: Editora Arx, 2010.

HOBSBAWN, Eric. Era dos Extremos: O Breve Século XX (1914-1991). São Paulo; Companhia das Letras, 1995.

JANOTTI JÚNIOR, Jeder. Heavy Metal com Dendê: rock pesado e mídia em tempos de globalização. Rio de Janeiro: E-papers, 2004

NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In PINSKY, Carla Bassanezi (org.) Fontes Históricas. 2ª Edição, São Paulo: Contexto, 2010.

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______. História e Música: História cultural da música popular. 3ª Ed. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2005.

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. 2ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

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