Matérias Mais Lidas

imagemSlash falhou em seguir o conselho de Keith Richards, que mesmo assim foi lá e o apoiou

imagemO dia que Ivete Sangalo arrasou cantando Slayer com João Gordo na TV aberta

imagemA opinião de Rita Lee sobre a fenomenal Cássia Eller

imagemNoel Gallagher revela seu único arrependimento em sair do Oasis

imagem"Raimundos nunca quis ser manual de conduta para ninguém", diz Digão

imagemOs curiosos dois significados da expressão "Eu quero ver o oco", segundo Digão

imagemA hilária crítica de Roberto Frejat contra fala cheia de "pretensão" do Bon Jovi

imagemO motivo que levou Michale Graves a fugir da própria turnê na América Latina

imagemJohn Frusciante conta como "espíritos" auxiliam seu processo criativo

imagemO impagável apelido que Andre Matos deu a Luis Mariutti por sua pontualidade

imagemAvião de Edu Falaschi enfrenta granizo e banda relata pânico: "Quase morremos"

imagemA visionária melhor música do Genesis na opinião de Steve Hackett

imagemRegis Tadeu e os acertos da Sandy ao cantar "Nothing Else Matters", do Metallica

imagemDicionário do Metal: cinco bandas com a letra A

imagemCinco discos de heavy metal para ouvir sem pular nenhuma faixa


Stamp
Summer Breeze

Os discos do Nazareth na década de 80

Por André Molina
Postado em 22 de setembro de 2009

Uma polêmica é mantida entre os fãs da banda escocesa Nazareth até hoje. A banda produziu bons discos na década de 80? No Brasil o grupo atingiu bastante popularidade neste período por causa de algumas baladas. Além do sucesso de "Love Hurts", que foi lançada ainda em meados da década de 70, a banda emplacou "Dream On" e "Love Leads To Madness" em 1982 e "Where Are You Now" em 1983. As baladas mudaram um pouco a imagem original do grupo. Enquanto na década de 70, a banda era conhecida como um vigoroso nome do Hard Rock, nos anos seguintes o Nazareth passou a ser conhecido pelas chamadas "músicas lentas", que tocavam em festas de adolescentes, bares e casas noturnas.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Após a virada da década de 70 para a 80, a fórmula utilizada pelos escoceses já se encontrava estagnada e a banda passou por um período difícil. O Nazareth tentou se renovar e mudou o estilo.

O início da década

Em 1980, a banda lançou o álbum "Malice In Wonderland", que teve como principais canções a bem humorada "Holiday" e a balada "Heart’s Grown Cold", que ainda é uma das mais pedidas nos shows. Fora as duas canções, muitos fãs consideram que o grupo se perdeu no restante do LP. Quem sustenta uma grande admiração pelo trabalho é o novo baterista da banda, Lee Agnew. O filho de Pete Agnew, que substituiu Darrell Sweet, diz que considera o álbum um dos melhores do grupo. Outro grande momento do LP é a canção "Showdown At The Border", que apresenta uma boa melodia, mas peca um pouco na falta de peso. No restante do repertório, não existe nenhuma surpresa. É fácil perceber que o Nazareth da década de 80 seria um grupo bem menos pesado.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

The Fool Circle

Em 1982, a banda lançou "The Fool Circle", que se apresenta com menos peso ainda. Destacam-se a canção de abertura "Dressed To Kill", "Let Me Be Your Leader" e "Pop The Silo". Apesar de demonstrar mais unidade no novo estilo que deseja criar, a banda comete um pequeno equívoco e faz uma versão "meio latina" do clássico "Cocaine", conhecida na voz do lendário guitarrista Eric Clapton. No disco ainda, o grupo começa a utilizar bateria eletrônica, demonstrando influência das novas bandas que surgiam no início da década de 80. Ainda nesta época, foi filmado um show da turnê de lançamento deste disco que atualmente pode ser conferido em um DVD chamado "Hair Of The Dog Live". No vídeo a banda demonstra muito mais peso que no próprio álbum.

Direcionamento Pop

Após patinar um pouco no início da década de 80, os escoceses gravaram o ao vivo "Snaz" e, em seguida, lançaram o seu melhor álbum na década. Em "2XS", o Nazareth soube equilibrar melhor o direcionamento Pop que adotou. O LP inicia com a canção "Love Leads To Madness", que se tornou grande sucesso. Além de ser lançada em videoclipe, a música ainda fez parte da novela global "Sol de Verão". O disco também emplacou a balada "Dream On", que continua no set list dos shows da banda até hoje. Fora a retomada dos hits, o trabalho ainda apresentou melhor unidade. Apesar de utilizar bateria eletrônica como detalhe, os arranjos não foram comprometidos. O "2XS" ainda incluiu canções que devem ser mencionadas como "Boys In The Band", "Back To The Trenches" e "Games". Muitos fãs consideram o álbum a obra prima do grupo na década de 80.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sound Elixir

Por causa do sucesso obtido com "2XS", o Nazareth optou em manter a mesma fórmula e lançou um álbum nos mesmos padrões. A estratégia foi correta. Em 1983, os escoceses fizeram "Sound Elixir", que emplacou "Where Are You Now" – uma balada que segue o mesmo estilo do sucesso "Dream On". É importante mencionar que desta vez o grupo voltou a deixar sua sonoridade menos pesada e mais limpa, sem comprometer a qualidade. Destacam-se no LP a pesada para padrões oitentistas "Whippin’ Boy" e "Rags To Riches". Ao lado de "2XS", o álbum apresenta o que de melhor foi feito pelo Nazareth na década de 80.

Perda de identidade

Já em 1984 o Nazareth demonstra que exagerou na utilização de elementos da música pop da década de 80. Ao lançar o LP "The Catch", a banda escocesa recebe diversas críticas. O trabalho abusa da bateria eletrônica, teclados e sintetizadores. A canção "Party Down", que abre o LP, é bem próxima do estilo New Wave que foi consolidado por grupos como The B52-s e Devo. O disco não agradou, principalmente, os fãs conservadores da década de 70. O excesso de elementos oitentistas causou um desequilíbrio musical na fórmula do grupo. O disco também não atingiu o objetivo pretendido pela falta de uma grande balada com apelo comercial. Porém, o trabalho expôs algumas canções interessantes. Destacam-se "This Month’s Messiah", que apresenta uma sonoridade mais pesada, lembrando o estilo tradicional da banda escocesa e a interpretação de "Ruby Tuesday" (conhecida balada dos Rolling Stones).

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A retomada das raízes

Dois anos depois de confundir os fãs e lançar o álbum "menos Nazareth" da discografia, a banda avaliou a possibilidade de resgatar a sonoridade e o estilo que trouxeram a consagração mundial. Em 1986, chegou às lojas de discos de todo o mundo o LP "Cinema". Apesar de retomar as raízes, o excesso de cuidado resultou em um disco pouco ousado. "Cinema" é um trabalho que agradou fãs, mas não surpreendeu. Mais pesado que o álbum anterior, o disco ainda trazia algumas faixas com bateria eletrônica. O destaque pela retomada do estilo foi do guitarrista Manny Charlton, que incorporou mais sua identidade na obra devido a utilização de seus riffs. Outro integrante da banda que voltou a apresentar um desempenho semelhante ao dos grandes discos da década de 70 foi o vocalista Dan McCafferty. Vale mencionar as canções "Just Another Heartache", "Other Side Of You" e a bela balada "A Veteran’s Song".

Fim de década

No último ano da década de 80, o Nazareth gravou o disco que ao lado de "The Catch" é um dos menos admirados pelos fãs. A banda fechou os anos 80 insistindo em uma fórmula que não deu muito certo. Se em "The Catch" os escoceses fizeram uma versão para canção dos Stones, no presente trabalho o Nazareth apresentou um novo arranjo para a canção "Piece Of My Heart", famosa na voz da lendária cantora da década de 60, Janis Joplin. Já nas demais canções o grupo demonstrou exaustão e pouca inspiração. Parecia realmente que o Nazareth desejava que a década acabasse. Percebe-se no álbum que o excesso de teclados e a falta de peso voltaram a figurar. O trabalho é recomendado somente para os fãs mais fanáticos. Pode se destacar no álbum o Hard Rock psicodélico "Back To School" e "Girls".

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Siga Whiplash.Net: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

Receba as novidades do Whiplash.Net por WhatsApp


Samael Hypocrisy
Lift Detox


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Nazareth: Brian Johnson homenageia Dan McCafferty

Carl Sentance: "Electric Eye", seu segundo disco solo, é outro bom registro da sua carreira

Axl Rose lamenta a morte de Dan McCafferty, eterno vocalista do Nazareth

João Gordo homenageia Dan McCafferty em suas redes sociais

Músicas imortais: "Love Hurts", um dos covers mais famosos (e melancólicos) da história

Gastão Moreira lamenta a morte de Dan McCafferty

Carl Sentance: veja o vídeo de "Nervous Breakdown", faixa do disco solo "Electric Eye"

Morre aos 76 anos Dan McCafferty, vocalista original do Nazareth

"Love Hurts", a música que inspirou uma das canções mais tristes de todos os tempos

"Love Hurts", a música que inspirou uma das canções mais tristes de todos os tempos

Stones, Led, Nazareth e outros: rockers que já gravaram Reggae

Músicas imortais: "Love Hurts", um dos covers mais famosos (e melancólicos) da história

Bandas: Por que ninguém está indo a seus shows?

Metal: as oito maiores tretas entre músicos do gênero


Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

Mais matérias de André Molina.