Decomposing: one-man-band é diversão garantida
Resenha - Corpses in the Attic, Toys in a Shallow Grave - Decomposing Serenity
Por Christiano K.O.D.A.
Postado em 17 de dezembro de 2012
Nota: 8 ![]()
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Primeiramente, faltam palavras para descrever a emoção em ter na coleção material em vinil, no caso, de 7’’, um investimento feito por selos que ainda acreditam no seu inigualável charme. A Black Hole Productions é um desses e novamente está de parabéns pela iniciativa.
Falando da parte visual, a capa, embora não tenha nada de sanguinário, é morbidamente impactante e causa um desconforto em quem a vê. O restante arte gráfica mantém sua beleza, um incômodo que prolonga sua admiração.
Falar do Goregrind executado por essa one-man-band é diversão garantida. Caos, quanto caos no som criado pela mente insana de Witter Cheng! No lado A, seis composições gravadas em 2011 e, no B, cindo faixas de 1995, da demo "Rectify the Anal Bombshell", nunca lançadas. Ou seja: essa quantidade limitada de quinhentas unidades é ou não um verdadeiro item de colecionador?
E abrindo o material de forma ensurdecedora, "Why did you put Candy in the Cadaver?" (título sensacional!) desce a lenha na porradaria típica do estilo, mas com uns experimentos de guitarras curiosos no meio. Essa experiência se repete na seguinte, "Please Bleed into my Mouth" (outro título doentio), ou seja, Goregrind bruto com barulhos esquisitos, que combinam com a barulheira.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Essa estética sonora segue por todo o lado A e causa uma boa impressão, mesmo com a qualidade da gravação extremamente suja. Dá a impressão inclusive de que o "grupo" beira o Noisecore. Pois bem, quando você está no clima do disquinho, ele subitamente acaba... sem desânimo, temos o lado B!!!
É nele que, curiosamente, a gravação está muito melhor. Os pedais duplos de "Hiding Beneath the Urine Residue" assustam pelo peso e dão origem a uma música instrumental introdutória potentíssima e viciante, levemente menos extremo do que o outro lado do disco.
Depois dela, a faceta mais violenta da Decomposing Serenity reaparece com "Directed Views on Distorted Wounds" e... bom... simplesmente comove. É um Goregrind de gente grande! As outras canções restantes, embora levemente mais trabalhadas do que as registradas em 2011, são paulada pura, ditadas por um peso descomunal da guitarra. Há mais variações rítmicas, mas prezando sempre pela agressividade.
Uma curiosa coincidência: A última música tem o nome de "Black Hole Pulsations". Seria alguma homenagem à gravadora que lançou este petardo? Difícil, já que, como dito, é de 1995, enquanto a Black Hole Productions é de 2002. Mas que o fato é espantoso, isso ninguém nega.
E novamente, quando menos se esperava, o EP termina. Pena que seja tão curto, mas a saída mais óbvia é recomeçar tudo e pirar. Uma pena o material não vir com letras, uma vez que os mencionados títulos, impagáveis, instigam o ouvinte. Recomendado até a última gota de sangue jorrado das tripas.
Decomposing Serenity - Corpses in the Attic, Toys in a Shallow Grave (7’’ EP)
Black Hole Productions – 2012 – Austrália/Estados Unidos (atualmente)
http://www.facebook.com/DecomposingSerenity
[email protected]
Tracklist:
1. Why did you put Candy in the Cadaver?
2. Please Bleed into my Mouth
3. Jenny the Corpse took all the Blanket
4. Your Liver is Prettier than Candy
5. Four Pieces of Britney's Skull
6. No Space in the Fridge for Chloe
7. Hiding Beneath the Urine Residue
8. Directed Views on Distorted Wounds
9. Senseless Pleasure will End
10. Rhythmic Suffering of Lust
11. Black Hole Pulsations
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