Resenha - Anno Luz - Anno Luz
Por Marcos A. M. Cruz
Postado em 13 de outubro de 2001
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uma das grandes vantagens da era digital em que vivemos é o relançamento de preciosidades, cujos velhos LP's, nem sempre em tão bom estado de conservação, eram disputados a tapa nos sebos, mas que hoje podem ser encontrados em CDs remasterizados com excelente qualidade sonora, muitos deles ainda contendo faixas adicionais.

Dentre estes relançamentos, um dos mais aguardados pelos fãs do Rock Progressivo brazuca era o do único auto-intitulado álbum do "ANNO LUZ", formado em 1987 na cidade de Petrópolis (RJ), que na verdade se tratava de um duo constituído pelos músicos Guilherme Orcutt (teclados, programação, efeitos e voz) e Paulo Loureiro (violão, efeitos e voz), além de diversos artistas convidados, com destaque para o flautista Marco Aureh (atualmente no Lummen) na faixa "Novo Mundo".
Mesclando admiravelmente as sonoridades "cósmicas" dos sintetizadores com a pureza dos instrumentos acústicos, Guilherme e Paulo conseguiram a façanha de criar um estilo próprio, alternando momentos de profunda suavidade e beleza, com momentos de alto nível energético.
Entre as influências musicais de seus membros, as mais claras são as oriundas dos mestres alemães do Tangerine Dream, mas o ANNO LUZ vai muito além, aproximando-se do estilo sinfônico dos austríacos do Gandalf e dos húngaros do Solaris, artistas totalmente desconhecidos para eles naquela época.
Difícil destacar apenas uma faixa, mas podemos considerar como sendo a mais importante a suíte "Titanic", de cerca de 16 minutos divididos em cinco partes extremamente criativas e propícias a imaginação, constituindo-se em um verdadeiro filme sonoro.
Entretanto, não podemos deixar de citar a belíssima "Infinitas Terras" e seus climas absolutamente oníricos, a lisérgica "Inocência", também repleta de significados e possibilidades de interpretação e, finalizando, a magnífica "Novo Mundo", uma verdadeira sinfonia progressiva.
Enquanto o LP original possuía apenas cinco faixas, este relançamento em CD traz outras duas preciosidades inéditas gravadas no mesmo período: a psicodélica e experimental "O Templo" e a atmosférica "Encontros da Alma".
Tendo encerrado suas atividades antes mesmo do LP ser lançado (fato ocorrido em agosto de 1988), o ANNO LUZ foi mais um grupo de vida efêmera naquele período tão difícil para a Música Progressiva. Apesar disso, este trabalho obteve imediato reconhecimento no mercado internacional, notadamente nos EUA, Alemanha, Inglaterra, França e Japão, países que absorveram quase a totalidade da prensagem.
Esta formidável penetração, mereceu, além das mais elogiosas críticas, a honra de ser incluído no mais completo arquivo discográfico de rock europeu e norte-americano existente em formato de livro: o famoso ROCK RECORD, editado na Inglaterra e já em sua 7ª edição. Detalhe deveras importante é que, em meio a mais de 115.000 títulos ali registrados, os únicos brasileiros também presentes como solistas são o Sepultura e o Eumir Deodato.
ANNO LUZ marcou também o surgimento da primeira gravadora especializada em Progressivo no Rio de Janeiro, a "Som Interior Produções Artísticas", de propriedade do Produtor Musical e Empresário Claudio Fonzi, um dos maiores divulgadores do Progressivo no país, colaborador de diversos veículos de comunicação - dentre eles o Whiplash, onde assina a coluna Horizonte Progressivo, proprietário da Renaissance Discos, e também o responsável pelo resgate digital desta preciosidade.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Após cancelamento de turnê do Deep Purple, Ian Gillan passa por procedimento
O álbum clássico do Metallica que não trazia as melhores músicas da banda e sim as únicas
Sepultura se aproxima do último show - banda prepara despedida após mais de 40 anos de história
Músicos falam sobre emoção de retornar aos palcos com o Nevermore
A pergunta de Nicko McBrain sobre os Beatles que nem Ringo Starr soube responder
Namorada de Vince Neil é presa sob acusação de agressão ao vocalista do Mötley Crüe
Baterista John Tempesta anuncia sua saída do The Cult
O tema que Gene Simmons e Stewart Copeland debateram nos bastidores de um encontro de pais
O que pode ter arruinado passagem de Dio pelo Black Sabbath, segundo Geezer Butler
O hábito que custou o lugar de Clive Burr no Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
O único ex-colega do Deep Purple que David Coverdale considera um irmão
Resurrection Fest anuncia primeiras 72 atrações para edição 2027
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Quem era o homem que provocou o incêndio eternizado pelo Deep Purple em "Smoke on the Water"
Como James Hetfield lida com uma gafe no palco do Metallica: "Vem essa onda de vergonha"
O trecho de "The Trooper" que Nicko McBrain não consegue mais tocar após AVC
O que significa "YYZ", título de instrumental que é um dos maiores clássicos do Rush


Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Gladenfold aposta no Power Metal em "Soulbound"
Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



