RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael

O guitarrista do próprio país que The Edge acha que todo mundo deveria agradecer

O disco dos anos 90 que Dave Grohl disse ter reinventado o hard rock dos anos 70

A música do Job for a Cowboy que fez Demi Lovato perceber que o metal pode ser cativante

As duas maiores performances de John Bonham no Led Zeppelin, segundo Robert Plant

Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas

As duas bandas que foram as primeiras a fazer rock nacional nos anos 1980

Como Jéssica Falchi reagiu aos rumores sobre uma possível entrada no Mastodon

Teemu Mäntysaari diz que última turnê do Megadeth não será curta; "Vamos a todos os lugares"

Mikael Stanne relaciona a existência do Dark Tranquillity e do In Flames a Tomas Lindberg

Titãs - a boa música de uma frase só

"Sem tempo, irmão!"; as clássicas bandas que Phil Collins ignorou completamente na época

Suicidal Tendencies anuncia Xavier Ware como novo baterista

Os melhores álbuns de metal de cada ano desde 1970, segundo a Loudwire

Rob Halford não sabe como Judas Priest sobreviveu às gravações de "Screaming for Vengeance"


Stamp
Bangers Open Air

Amora Pêra: Batucada iorubá psicodélica

Resenha - A Dúpé; Nós agradecemos em Iorubá - Amora Pêra

Por
Postado em 09 de agosto de 2018

Amora Pêra é filha de Gonzaguinha e da Frenética Sandra Pêra. Longe crer que talento seja geneticamente transmitido, mas ser neta do Rei do Baião e sobrinha de uma das atrizes mais respeitadas de sua geração proporcionou ambiente favorável para que tivesse acesso a manifestações culturais e desenvolvesse inclinações artísticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Integrante do trio Chicas, desde 1996, ano passado plantou carreira-solo com o álbum A Dúpé — Nós agradecemos em Iorubá. Em entrevista de 2011, Amora disse que seu nome frugal jamais lhe constrangeu. O máximo que acontecia eram chamarem-na de salada de fruta.

No país extremamente segregacionista, mas que adora projetar imagem de democracia cordial, A Dúpé utopicamente metaforiza a salada de frutas que gostaríamos que fosse a nação, onde um sabor completasse o outro e não houvesse um que sobrepujasse os demais. Xangô come Afrodite nesse universo sônico texturalmente rico de psicoodelia ioruba.

São quatorze faixas, onde spoken word é embalada por canto de cigarra (Amandla Is Nie Dood Nie) e poesia cercada por canto ritual indígena (Iláborigenis). Mas, não é só falação, há muita música boa e densa em A Dúpé.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

A abertura Peço e Posso sintetiza o todo: abre etérea, mas logo vem batuque afro coexistindo com distorcidas guitarras de ácida psicodelia, que informa também o final de De Quem Vai. Por mais ioruba que essa superplugada (diria Tulipa Ruiz) geração urbanita se pretenda, a influência do Tio Sam é tentacular, daí o bilinguismo do indie rock Newsome e as letras em inglês na apenas vocálica e meio spiritual When I Die e no blues alternativo de Belong.

Fãs de MPB com letras de perscrutação emocional e interpretação dramática à "Atrás da Porta", delirarão com a belezura de Quem Encorajaria. Tá Na Cara é meio Marisa Monte anos 90, embalada por atabaques. Vê Lá Nunca Mais dá show de violão flamenco e Canto Cigano de Uma Noite já traz sua marca de nascimento no título. Mas, nada nunca é tão simples em É Dúpé. Esses estilos estão mixados com outros. Playground parece caixinha de música lúdica para criança, mas começa a experimentar, assim como o coro afro do lamento Lágrimas do Sul não é bem-comportado e subserviente. Ouça focando nas vozes ao fundo e veja como se rebelam em relação à principal. Ficou mais orgânica do que a original do algo ligado-no-piloto-automático álbum de Milton Nascimento, de 1985, de onde foi extraída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Melada com a forte voz de Amora Pêra, que tem hora parece cantar sorrindo, essa salada de frutas é colorida e suculenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Dish Carpens


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Roberto Rillo Bíscaro

Roberto Rillo Bíscaro é professor universitário e edita o Blog do Albino Incoerente desde 2009.
Mais matérias de Roberto Rillo Bíscaro.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS