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Black Sabbath: Você só pode confiar em si mesmo e...

Resenha - Black Sabbath (Morumbi, São Paulo, 04/12/2016)

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Por Luiz Pimentel, Fonte: Blog do Luiz Pimentel
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"Você só pode confiar em si mesmo e nos seis primeiros discos do Black Sabbath"

Ontem no show do Black Sabbath usei a camiseta da foto acima, pois é meio que meu lema de vida. Só que preta com as letras em branco.

O Black Sabbath é a segunda banda mais importante da história. Sim, é maior que Rolling Stones. Digo isso porque eles não pegaram o blues e tentaram tocá-lo como se fossem negros nascidos nos anos 30 no Mississipi. Mas o converteram em algo novo, abrindo um leque infinito para a vertente mais pesada do rock desde que lançaram o primeiro disco, num 13 de fevereiro 46 anos atrás. Não por acaso, uma sexta-feira.

Os Beatles fizeram o mesmo, mas em melodias ensolaradas. O Black Sabbath o levou para e sob nuvens densas e negras.

Quando casei, em um templo budista, o monge que conduziria a cerimônia (que adotou o nome abrasileirado Chico) disse que poderíamos levar música para servir de trilha para os diversos momentos da celebração. Ele só fez um adendo, em forte sotaque japonês. E rindo.

“Só não traz música triste. Traz coisa como Black Sabbath.”

Juro que é verdade. A Telma, minha mulher, tá aí para confirmar. E cada um dos amigos queridos que acompanhou a cerimônia. O próprio Chico pode confirmar. Ele fica no templo Soto Zenshu, na Liberdade, e lá ele batizou no budismo meus três filhos.

Como dizem que dá sorte casar com chuva, escolhi a música que leva o nome da banda e que abre com som de chuva. Foi a música que deixamos a celebração de casamento. Foi a primeira que tocaram no show ontem também. Antes de a chuva apertar (o que aconteceu em “Snowblind”). Gravei um trecho, que segue abaixo.

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Depois disso tocaram em sequência tanta música boa que no meio delas ia pensando: “essa é minha favorita”, “não, na verdade é essa”, “tá, é essa”, até que desisti quando chegaram em N.I.B. (acrônimo de Nativity In Black), que desde que a escutei pela primeira vez, no início dos 1980, me assusta e causa uma excitação impossível de ser explicada. Quando o Ozzy canta o trecho: “Look into my eyes/You´ll see who I am/My name is Lucifer/Please take my hand” é como assistir 10 vezes um filme tipo “O Iluminado” de uma vez.

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Ao final do show comprei uma camiseta para meu filho de ano e meio, o Gael. Como é a turnê final da banda, espero ter levado uma semente para ele ser feliz com o grupo como Ozzy, Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward (na figura do seu clone jovem ontem) sempre me fizeram.

O set-list foi (quem é que pode com uma sequência dessas?):

- Black Sabbath
- Fairies Wear Boots
- After Forever
- Into the Void
- Snowblind
- War Pigs
- Behind the Wall of Sleep
- N.I.B.
- Rat Salad
- Iron Man
- Dirty Women
- Children of the Grave

Bis:
- Paranoid

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Post de 05 de dezembro de 2016

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