Almah: espetáculo digno de reverência em Santo André

Resenha - Almah (SESC, Santo André, 13/02/2009)

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Por Vinicius Oliveira, Fonte: Blog Metal Play
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Em uma fria noite na cidade de Santo André, Edu Falaschi e companhia fizeram um espetáculo digno de reverência. O primeiro show do ano para os fãs de heavy metal no ABC não decepcionou. O Almah precisou apenas de 1 hora e 30 minutos para se consolidar como uma das bandas preferidas de todos os presentes.

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O SESC está cada vez mais se firmando como local obrigatório para as bandas de metal se apresentarem. Desde 2007, já subiram aos palcos: Angra, Andre Matos, Almah, Hangar, Mindflow, Sepultura, Shaman entre outros. São destinados dois lugares para eventos, o espaço para shows e o teatro. Este último merece a nossa atenção. A capacidade dele é um pouco mais de 300 pessoas, seu formato é em degraus - o que facilita muito a visualização -, além das cadeiras serem bem confortáveis. O palco tem um tamanho razoável, sendo o suficiente para qualquer banda de até 6 integrantes se apresentar. Até mesmo Edu Falaschi comentou durante o show, que o SESC Santo André é um dos melhores lugares para as bandas se apresentarem. Enfim, o local é extremamente confortável e intimista.

A apresentação estava programada para começar às 21h, porém, houve um atraso de aproximadamente 30 minutos. O teatro estava realmente cheio, com sua capacidade esgotada. O show iniciou com uma introdução tradicional de power metal deixando os fãs extasiados, para finalmente a banda tocar os primeiros riffs da faixa “Birds of Prey” do novo álbum “Fragile Equality”. Logo em seguida, “Take Back Your Spell” do debut foi bem executada, funcionando muito bem ao vivo.

O desempenho da banda é ótimo. Os guitarristas, Marcelo Barbosa e Paulo Schroeber são entrosados, só pecam pela pouca movimentação no palco. Marcelo Moreira é preciso na bateria, esbanjando feeling. O também baixista do Angra, Felipe Andreoli é extremamente técnico e muito querido pela maioria dos fãs.

Ainda foram tocadas “Children of Lies”, “Magic Flame”, “Fragile Equality”, as quais empolgaram a platéia. Aliás, ao contrário de muitas bandas de metal, o set-list apresentado foi bem escolhido, mesclando as melhores músicas do primeiro álbum com as mais novas, além de incluir duas composições de Edu Falaschi inclusas no catálogo do Angra. Entretanto, eles poderiam ter incluído “Spread Your Fire” do suntuoso “Temple os Shadows” ou até mesmo “The Course of Nature” do “Aurora Consurgens” – músicas de Edu Falaschi -, que certamente iriam matar um pouco da saudade das apresentações do Angra.

“Golden Empire” e a balada preferida das fãs do Angra “Bleeding Heart” encerraram a primeira metade do espetáculo. Edu Falaschi ainda comentou a sua polêmica entrevista em que disse sua opinião sobre os “orkurteiros de plantão”. Esclareceu que jamais se referiu aos seus fãs, mas sim, as pessoas de má índole que geram desunião no cenário do heavy metal nacional.

Edu Falaschi estava cantando muito bem. Seja dito de passagem, há algum tempo acompanhado a carreira do vocalista e nesses sete shows que estive presente - seja pelo Angra ou pelo Almah -, ele nunca cantou mal. As pessoas precisam entender que o intuito do Show não é ser uma nova audição do disco. Entendo que o que mudou na voz dele foi seu desempenho nos tons mais altos, o que, definitivamente, ocorre com todos os vocalistas com o passar do tempo. Porém, ele se adaptou bem e demonstra muita competência. Posso afirmar com absoluta certeza, que Edu Falaschi cantou muito bem durante todo o show, com imensa confiança e dominou completamente o público.

“Beyond Tomorrow”, “Torn”, “Breathe” e “Forgotten Land” foram bem aceitas. Esta última balada foi tocada no teclado por Edu Falaschi, sendo um dos destaques da apresentação. “Scary Zone” e “King” foram cantadas avidamente pelos fãs, sendo duas canções muito populares do primeiro álbum, ao passo que “Nova Era” demonstra a paixão dos fãs do Angra pela banda. É impressionante a energia desta música ao vivo e como todos esperam ansiosamente por ela. Foi, indubitavelmente, o auge do espetáculo.

Para encerrar, Edu Falaschi anuncia uma das melhores do “Fragile Equality”, “You’ll Understand”. Brilhante execução da banda, perfeita para o desfecho. O carismático vocalista ainda agradeceu o público por comparecer e prometeu voltar com o Angra em maio. Grandiosa apresentação, uma verdadeira aula de heavy metal.

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