Bruce Dickinson: um show de muita qualidade apresentando o projeto Mandrake em São Paulo
Resenha - Bruce Dickinson (Vibra, São Paulo, 04/05/2024)
Por Diego Camara
Postado em 07 de maio de 2024
1999: esta foi a última vez que Bruce Dickinson pisou no Brasil para uma apresentação solo. São 25 anos sem que o público tenha chance de ouvir as músicas originais do vocalista do Iron Maiden. A apresentação do ano passado, feita com orquestra para homenagear Jon Lord, não deixou o público pronto para o que viria nessa: foi um show emocionante, forte e bastante animado, digno dos melhores momentos de Dickinson na sua carreira. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
O show foi começar com um leve atraso de 10 minutos para um Vibra São Paulo cheio. A cara, porém, ficou bastante longe de sua lotação máxima: estava bem tranquilo se locomover pela pista do show, e a falta de um espaço VIP deixou o local mais espaçoso para o público. Bruce subiu ao palco aos gritos dos fãs, que cantaram demais junto com ele a abertura de "Accident of Birth"
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A animação continuou com "Abduction" e "Laughing in the Hiding Bush", uma surpresa grata no setlist desta turnê. O público cantou demais, puxando o refrão com Dickinson, que estava louco na pista, animando demais o público. O belíssimo trabalho nas guitarras da dupla Declercq e Naslund já ficou premiado aqui, coroado pela excelente produção que trouxe a casa e a MCA Concerts.

O som do palco foi um primor desde o início do show, com cada instrumento fazendo sua parte, até no som acústico dos bongôs, tocados por Dickinson, havia uma sonoridade impar. O público recebeu muito bem o novo disco, cantando junto "Afterglow of Ragnarok" e batendo muita cabeça com a rápida e dinâmica "Many Doors to Hell".

O silêncio se fez para a mística "Gates of Urizen", onde Bruce mostrou toda a sua capacidade vocal. É de se marcar que aqui a performance do vocalista foi muito superior ao show do ano passado, o que surpreende alguns críticos do vocalista, que reclamam de suas longas agendas estejam reduzindo sua capacidade de performar.

"Ressurrected Man" e "Rain on Graves" foi um dos momentos mais fortes do show. A abertura longa da música reluziu com o baixo de Tanya O’Callaghan, a performance dos bongôs muito divertida de Bruce Dickinson e o excelente som de guitarra e violão. Bruce correu de um lado para o outro do palco, mostrando fôlego e deixando o público perplexo. Logo em seguida, ele ainda foi para a bateria fazer uma brincadeira para os fãs ao som de "Frankenstein" em um longo e interminável solo. Que bom que Bruce é vocalista!

O show foi se aproximando do final, e aí os grandes sucessos da banda saltaram aos olhos do público. Primeiro veio "The Alchemist", com o belíssimo refrão final cantado com muita vontade pelos fãs. "Tears of The Dragon" foi um dos momentos mais belos da apresentação. Bruce mostrou firmeza nos vocais, emocionando o público presente. O solo veio só coroar a apresentação brilhante.

Fechou o show com "Darkside of Aquarius", sem muitas delongas. O povão puxou a introdução em um coro e depois bateu muita cabeça com o instrumental firme da banda. Novamente o instrumental não deixou a dever nada: a banda de Dickinson é realmente de uma maestria tremenda, com destaque para as baquetas de Dave Moreno, sempre no ponto certo.

A banda saiu do palco, mas Bruce voltou rapidamente, dizendo que não poderia ficar muito tempo no backstage. Falou que era o último show no Brasil, e demonstrou preocupação com as notícias na cidade de Porto Alegre, onde esteve no último dia 25. Tocou a belíssima "Navigate the Seas of the Sun" em homenagem aos fãs gaúchos. A belíssima apresentação e a música calma encheram a casa em um lindíssimo momento.

Logo depois foi a hora das pancadas. Primeiro veio "Book of Thel", seguida por "The Tower", duas bombas do "Chemical Wedding". O público aplaudiu com vontade ambas as músicas, novamente coroadas com uma performance excelente da banda. O público cantou muito junto com Bruce, puxando os refrãos das músicas. Destaque para belíssima apresentação de Tanya logo na abertura de "The Tower".

No final, uma promessa: voltar ao Brasil em 2025. A pergunta que fica no ar é: qual será a próxima invenção de Bruce Dickinson? Ou estamos falando de um novo show solo dele já para o próximo ano? Sem dúvidas teremos informações em breve.

Setlist:
Accident of Birth
Abduction
Laughing in the Hiding Bush
Afterglow of Ragnarok
Chemical Wedding
Many Doors to Hell
Gates of Urizen
Resurrection Men
Rain on the Graves
Frankenstein (cover The Edgar Winter Group)
The Alchemist
Tears of the Dragon
Darkside of Aquarius
Encore
Navigate the Seas of the Sun
Book of Thel
The Tower




































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