Almah: Review e fotos do show no SESC Santo André
Resenha - Almah (SESC, Santo André, 13/02/2009)
Por Bel Gasparotto
Postado em 18 de fevereiro de 2009
Noite de sexta-feira treze, e um grande show no SESC Santo André: o projeto Caixa Preta do Rock trouxe o Almah, trazendo também um público jovem, com seus vinte e poucos anos no máximo, que uma hora antes do show já lotava a frente do teatro. Sim, no teatro. Mas se engana quem pensa que essa galera ficou sentada. As cadeiras foram ocupadas pelos mais velhos, com vários lugares vazios, pois a moçada ficou toda lá na frente, perto do palco, batendo cabeça, como deve ser um bom show.
Com um pequeno atraso, os integrantes sobem ao palco um a um, e cada um deles muito bem aplaudidos. Marcelo Barbosa (guitarra), Paulo Schroeber (guitarra) e Marcelo Moreira (bateria) entram primeiro, seguidos de Felipe Andreoli (baixo) e Edu Falaschi (vocal). Os dois últimos foram mais aplaudidos, deixando claro que boa parte do público tem sede de Angra.
Durante uma hora e meia a banda intercalou músicas dos dois álbuns, destaques pra "Birds of Prey", que abriu o show e agitou demais o público. Seguiram com "Children of Lies", "Breathe", "Beyond Tomorrow", "Fragile Equality", "Shade of my Soul", "Torn", "Scary Zone", entre outras. Para os fãs de Angra, os presentes foram "Bleeding Heart" e "Nova Era", apesar dos vários pedidos de "Carry On".
Edu foi questionado por um fã sobre a polêmica nota a respeito dos "orkuteiros". Disse que a declaração não foi direcionada a ninguém em especial, muito menos para o público carinhoso que eles encontram aqui em Santo André, mas que isso é realmente um problema, que os "orkuteiros" realmente estão atrapalhando a quase extinta cena metal no Brasil. A pergunta que fica no ar é: será que o público se ligou? Ou será que vão continuar alimentando essas rivalidades ridículas?
O show acaba com "You’ll Understand", sem direito ao bis, shows no SESC não costumam terminar tarde e estavam no limite. Muito simpáticos, todos voltam ao palco, agradecem, conversam com fãs, distribuem palhetas. Eu, que confesso que conheci o Almah recentemente, não esperava tamanha devoção do público. Espero que esse público não deixe o metal brasileiro morrer nunca.












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