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A abertura do show ficou por conta dos santistas do Drive V (que já fora chamado de Cajamanga). Fazendo um som meio que nu-metal, com um vocal que às vezes lembrava Zack de La Rocha, o pessoal do Drive V aqueceu muito bem a galera, que já se apertava próximo ao palco, tocando músicas próprias e covers, como a muito bem executada, “Duallity” do Slipknot e “War Pigs” do Black Sabbath. A segunda banda a subir no palco foi o Chemical Disaster, que toca um death metal muito bom. Por um azar imenso, quando eu estava em frente ao palco, tirando fotos, notei que por algum motivo obscuro, a bateria da minha câmera zerou! Tive que sair correndo para comprar pilhas em uma padaria ao lado da Vila Belmiro e quando voltei, já havia acabado o show deles. Não pude conferir a apresentação, mas os comentários do público presente foram muito positivos.
Massacration, a banda formada por integrantes do programa da MTV, “Hermes & Renato”, subiu ao palco na seqüência para divertir e empolgar os fãs que aguardavam pelo Sepultura. Não acreditei quando vi praticamente todo mundo gritando “Massacration, Massacration”, não sabia que eram tão populares... e para a minha surpresa, o público cantava todas as músicas do set. Após tocar a vinheta do programa Hermes & Renato, o ator mais gordinho do programa (desculpe, não sei o nome) subiu no palco sambando e cantando, para depois entrar os integrantes do Massacration. “Metal Milk Shake” abriu o show e nos intervalos das músicas, rolavam as tradicionais palhaçadas. Impressionante também a presença de palco dos rapazes! “Metal Bucetation” foi o ápice (!!!) do show, que foi encerrado com “Metal Massacre Attack”, que teve a participação daquele tiozinho doido, que só grita, no programa da MTV. Hilária a apresentação, sem ser cansativa e com todas as músicas muito bem tocadas.
Com um público ansioso, com olhares fixos e com diversos fotógrafos com os umbigos colados ao palco, o Sepultura entrou fazendo o que melhor sabe: porrada na orelha da galera. Formado por Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo), Igor Cavalera (bateria) e Derrick Green (vocal), o quarteto mais famoso do Brasil começou a apresentação com “Apes of God”. Igor Cavalera tocava como se tivesse raiva da bateria... socava, dava pena da pobre batera, Mr. Green que entrou tocando guitarra, encarava o público, meio que intimando a galera a se empolgar, Paulo ficava mais na dele, porém totalmente competente, enquanto Andreas agradou a todos, usando uma camiseta da burrinha, a Portuguesa Santista, que é querida por santistas, corintianos, são paulinos e palmeirenses do Litoral. O setlist foi muito bem diversificado, passando por todas as fases do Sepultura. “Biotech is Godzilla” e “Propaganda” agradaram em cheio no início do show, porém o pau comeu mesmo nas mais antigas como, “Troops Of Doom” e no medley “Innerself / Beneath The Remains”.
Em determinado momento do show, Andreas soltou os riffs iniciais de “Seek and Destroy” do Metallica, mas logo a seguir, anunciou que viria pela frente “Desesperate Cry” do disco “Arise”. “Refuse / Resist” teve praticamente emendada a famosa “Territory”, que fez todos os presentes pularem e cantarem de forma insana. A primeira parte do show foi fechada com o medley de “Arise / Dead Embryonic Cells”, que era um dos momentos mais aguardados. A volta para o encore teve “Parabéns a você”, para o baterista Igor Cavalera, que completava 34 anos. “Come Back Alive” foi a música da volta, quando Derrick anunciou que “Roots Bloody Roots” seria a última música. Após o grito de “Sepultura do Brasil” de Derrick, a banda fechou o show com uma energia impressionante, parecia que era a primeira música do set!
Apresentação de gala da banda que é orgulho nacional. O público de Santos saiu do clube Portuários totalmente satisfeito com o que viu e ouviu. Agora só resta torcer para que a volta do Sepultura a Santos, não demore mais de dez anos...
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Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.
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