Minuto HM: no That Metal Show com Ulrich, Hagar e Skolnick

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Minuto HM: no That Metal Show com Ulrich, Hagar e Skolnick

Press-Release postado por Eduardo Bianchi Rolim | Fonte: Minuto HM

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Matéria publicada em 06/09/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Após a emoção de visitar o túmulo de Ronnie James Dio, dei um tremendo golpe de sorte ao encontrar na mesma ocasião com Eddie Trunk e Don Jamieson (apresentadores do programa That Metal Show). Durante este coincidente encontro, tive a oportunidade de conversar com os dois, tirar fotos e isso me rendeu um convite para estar presente na gravação do show que desta vez estaria ocorrendo em Los Angeles, nos estúdios da Sony Pictures, mais precisamente na Sony Pictures Studios - Stage 25, 3982 Overland Avenue (Overland Gate and Parking Structure), Culver City, California. A gravação do show ocorreria na terça-feira, 26/julho2011, na parte da tarde e mais um golpe de sorte me arrematou, pois eu iria partir dos EUA na quarta-feira. Realmente foi uma grande sequência de grandes emoções.

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Na terça-feira do dia da gravação, cheguei as 14:00 onde encontrava-se uma recepção improvisada no térreo do prédio com organizadores do show conferindo na lista as pessoas que já teriam seus nomes na lista para serem a platéia do show. Entrei junto com umas 50 pessoas e fomos direcionados para o estúdio 25 em uma fila indiana muito bem organizada e com todos muito respeitosos. O show teria as entrevistas de nada menos que Lars Ulrich e Sammy Hagar. Curioso que quando eu estava em Las Vegas, eu fiz questão de “forçar” o grupo de pessoas que eu estava a entrarmos, conhecermos e almoçarmos no Cabo Wabo Restaurant. Trata-se de uma franquia do Sammy “The Red Rocker” Hagar que além de possuir este restaurante, ainda era responsável por gerir um negócio de fabricação de Tequila, mas que durante a entrevista no That Metal Show deixou claro que não era mais responsável pelo negócio. O restaurante é bem bacana e possui um painel com fotos dele com celebridades da música, além de umas guitarras dele emolduradas na parede – trataremos isso em outro artigo.

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Antes de entrar no estúdio, Steven Adler (ex-baterista do Guns N' Roses), figurinha fácil em Los Angeles, estava por lá e foi bastante solícito, tirando fotos e conversando com todos os que estavam na fila.

Ao entrar no estúdio com orientações dos organizadores do show, todos são acomodados nas pequenas “arquibancadas” da plateia. Existe um DJ convidado para colocar os sons até o início do show e ficou claro que a proposta era: nenhum clássico deveria ser tocado! Para não dizer que nenhum rolou, o DJ executou “Territory” do Sepultura que sem dúvida é um clássico da banda (Chaos A.D.) e dois headbangers que se sentavam nas posições acima, ao perceberem que eu conhecia a música, trataram de me perguntar de quem era aquele som poderoso. Após uns 15 minutos de espera, um diretor de palco entra e passa as instruções básicas sobre celulares e filmagens. Em seguida são gravados os aplausos. Sim, todos os aplausos são editados. É solicitado que tipos de aplausos sejam gravados para as edições de entrada e saída de bloco. São 30 minutos bem divertidos com um carismático diretor de palco diversificando pedidos de tipos de aplausos da platéia e mais orientações básicas.

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Em seguida Eddie Trunk, Jim Florentine e Don Jamieson adentram o estúdio e as chamadas com a câmera vindo da grua são gravadas. Em seguida, são feitas as mesmas chamadas com os mesmos sentados. Tudo corre muito bem, sem erros e sem retornos. Em seguida o guitarrista do Testament, Alex Skolnick, é anunciado como o músico convidado do dia e rapidamente se posiciona para então começarem a gravar as saídas e entradas dos blocos com algum solo. O cara mandou muito bem e foi bastante solícito ao ser interpelado pela audiência que estava literalmente ao lado.

Eddie Trunk então inicia o show de forma muito boa: tecendo comentários bastante positivos sobre o novo material do Queensryche e sobre a carreira da banda como um todo. Foi mundo bom ouvir dele tais elogios, afinal, trata-se de um grande formador de opinião no meio, algo tão positivo.

Em seguida, Lars é anunciado e entra de forma bem distante da galera, frustrando alguns fãs ensandecidos que esperavam ansiosamente por, ao menos, um rápido cumprimento ou algo um pouco mais próximo. Lars entra, se senta e a equipe de maquiadores dá o último retoque em sua avançada testa calva - e o show começa.

Lars comenta do material novo, das composições com Lou Reed, do setlist de 10 músicas onde ele cita como “Easier Heavy Metal Songs” e no melhor estilo “Jamie Songs” com letras darks e sem uma formatação básica geral. Lars adianta também que confirmou que participará de um filme estrelado por Nicole Kidman em 2012 em um papel pequeno, mas que lhe trouxe uma alegria muito grande em estar próximo da sétima arte novamente.

Ao comentar sobre o material novo, todos estão bastante a vontade e o clima é o mais descontraído possível até que Jim Florentine desfere uma pergunta para Lars sobre um tema muito polêmico: o Napster!!! Sim, amigos, o clima visivelmente ficou tenso e o desconforto do convidado fica evidente. O clima pesou um pouco no estúdio e logo que o assunto começa, Lars muda seu semblante.

Decorrem-se pontos de um lado e do outro, mas acho que de tudo que se falou nesta entrevista, o mais relevante foi o que Lars reforçou - e que de fato é preciso dar a mão a palmatória - que dizia mais ou menos assim: “Na época, a classe artística soava uníssona para que os artistas tomassem uma posição contrária ao que estava acontecendo. Estávamos todos vendo o produto de nosso trabalho saindo de nossas mãos de uma forma que não concordávamos e ninguém fazia nada. Todos os artistas na época queriam tomar uma atitude, mas na hora que eu fui a público lutar pelos nossos direitos, todos aqueles que me apoiavam simplesmente se esconderam e lá fui sozinho dizer o que todos ali gostariam de dizer e fazer. Depois de todos esses, sou eu que ainda respondo por isso...”. Realmente, é algo a se pensar. Muitos criticam Lars por sua atitude nada democrática quanto ao ponto, mas acho que os que de fato o fazem, se esquecem de que ele não estava ali sozinho. De jeito nenhum!!! Muitos, se tivessem tido a coragem que ele teve, teriam feito a mesma coisa, mas infelizmente, coube a ele levar o fardo de se posicionado contra algo que mudaria a industria fonográfica para sempre. Algo que mudou tudo. Algo feito por um garoto de 16 anos na época. Ninguém poderia prever que isso de fato se consolidaria da forma como foi... e hoje, esse ranço, ainda permanece na figura pequenina de Lars Ulrich.

Na pausa da primeira parte da entrevista com Lars, o clima não é dos melhores e eu sempre tive muita curiosidade de ver como seria a dinâmica de um programa de entrevistas nestas circunstâncias. Lembrou muito a dinâmica de debates políticos. Entram pessoas de apoio do show e de Lars e estes ficam falando com seus “clientes”, retocando maquiagem e esperando a equipe se reposicionar para a entrevista recomeçar. Não houve nenhuma interação entre Lars e os apresentadores do TMS – ao contrário do que ocorreu com Sammy Hagar onde a descontração foi total com a câmera acionada ou não.

Após isso, veio o quadro do programa Throwdown que trata-se de colocar duas opções de discussão de alguma artista ou banda e segue-se uma votação para eleição do melhor, segundo os apresentadores, convidados e público). Neste dia, a tarefa foi eleger qual o melhor disco na opinião de Lars e dos apresentadores: Kill 'Em All ou Ride The Lightning?

Após uma discussão não tão calorosa – eu diria que foi barbada para o ganhador - o disco de 1984 (o ano do heavy metal - assunto para um futuro artigo também), Ride The Lightning, foi o grande ganhador. O voto de Lars inclusive foi para ele sob a prerrogativa de que neste disco “a composição do grupo esteve mais presente”, o que pesou bastante para que este disco ganhasse. Foi interessante ver uma opinião do próprio artista em decidir algo sobre a própria obra dele. Em geral esse quadro busca ouvir um posicionamento do convidado sobre outros artistas e, neste caso, foi fácil para Lars Ulrich opinar. Após isso, o clima voltou a melhorar entre as partes e ao final Eddie Trunk deu uma nota sobre King Diamond que passou por uma cirurgia nas costas que o afastou dos palcos por um tempo, mas que na última vez em que foi visto, sua performance continuava sensacional, de acordo com as próprias palavras de Lars.

Ao final, Lars se levantou, cumprimentou algumas pessoas rapidamente – apenas um High Five - tudo muito controlado pela produção do programa – conversou um pouco com os apresentadores e partiu feroz!!

Ao final do programa, todo o público convidado ganha uma camisa do programa.

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Rolf.

Colaborou: Eduardo.

Acesse o Minuto HM para conferir mais fotos e um vídeo no estúdio do That Metal Show:
http://minutohm.com/2011/09/05/exclusivo-minuto-hm-nos-eua-–...

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Sobre Eduardo Bianchi Rolim

Paulistano, nascido em 1982, bacharel em Sistemas de Informação pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV. Tem como paixão as bandas Iron Maiden e MetallicA, mas é fã de rock e metal internacional em geral. Alguns hobbies são: acompanhar o time do coração, Corinthians; doente por Back To The Future e Indiana Jones; viajar; Playstation; jogar o eterno Duke Nukem 3D. Carros em geral e F1 em especial. Tudo que pode ser relacionado à tecnologia (software e hardware). Ama os velhos receivers valvulados e aquelas maravilhosas caixas pesadas e potentes. Fã do Whiplash desde os primórdios. Criador e administrador do Minuto HM (www.minutohm.com), o blog da família do Heavy Metal (Twitter: @minutohm).

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