Pleiades: "Como Se Fosse A Última Vez"

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Pleiades: "Como Se Fosse A Última Vez"


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Imagine uma banda que começou quando os integrantes tinham entre 10 e 16 anos e 7 anos depois já lançou um álbum, 2 vídeo clipes, além de circular intensamente na mídia especializada, participar do famoso programa Astros, do SBT e ser destaque na revista Veja. Não bastasse isso, foram centenas de shows de lá pra cá, incluindo abertura para diversos ícones do Rock/Metal, e vários prêmios em votações de melhores do ano. Sim esse é o Pleiades, banda formada pelos ainda jovens Cynthia Mara (vocal), André Mendonça (guitarra), André Bastos (bateria) e Mateus Olivello (baixo). O Arte Metal falou com a simpática e carismática vocalista e com o baterista André, que vêm divulgando duas novas faixas cantadas em português, além do vídeo clipe de uma delas. Mostrando maturidade eles contaram sobre o atual momento, além de outras curiosidades e opiniões, confira nas linhas abaixo.

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Já se vão quase 3 anos desde o lançamento do debut álbum. Como vocês vêem esse trabalho hoje e como foi a repercussão de "Pleiades" até então?

André Bastos: A gente gosta muito desse nosso primeiro trabalho. Foi um aprendizado muito grande pra todos nós esse processo de composição, produtor e gravação. Foram feitas mais de 10 resenhas do CD e todas somente com críticas positivas. Até hoje tocamos as músicas desse disco em variadas situações, seja na abertura de bandas como Creed, abertura de bandas como Sepultura e até mesmo bares, e a resposta do público é sempre positiva. Então é um trabalho que nos agrada e funciona muito bem ao vivo.

Vocês lançaram duas músicas para audição on line, Pagar Pra Ver e O Que Te Faz Igual (Hey Yeah!), onde cantam em português. Por que decidiram gravar em nossa língua pátria? Esse será o caminho a ser seguido pela banda?

Cynthia: Bem, começo fazendo um link com o que a pergunta já diz. É a nossa língua pátria. Estamos no Brasil, nascemos no Brasil. Quando escrevo as letras, sempre tenho algo que quero dividir com as pessoas, alguma ideia ou pensamento que eu gostaria que elas concordassem ou discordassem. Enfim, pra mim, além de um bom riff, eu gosto de um bom questionamento e de fazer as pessoas pensarem. Acho que a música tem muito disso. Questionar a realidade através da arte. E para fazer isso no Brasil, não tem outro jeito, tem que ser em português! Minhas principais influências são, é claro, de bandas americanas e inglesas. Mas quando penso na nossa música, não penso em falar só para um grupo específico que entende inglês. Queremos falar para quem está aqui, e que quer pensar e bater cabeça junto. Acredito sim, que as pessoas querem mais do que "Mexe a bunda, Ai se eu te pego!", só precisamos levar isso até elas. Agora, se será assim o nosso caminho? Não sei... (risos)! Vamos fazendo conforme o coração mandar.

Vocês também lançaram o segundo vídeo clipe oficial, para a faixa O Que Te Faz Igual (Hey Yeah!). Conte-nos detalhes da gravação deste vídeo e por que escolheram essa composição?

Cynthia: Lançamos no final de Novembro/início de Dezembro, em quatro cidades diferentes. Esta música introduz este novo álbum. A letra fala sobre a eterna busca do ser humano por aquilo que ele deseja, mas nem sempre encontra. E sugere que, mudar a forma de ver as coisas e arriscar um novo caminho talvez seja a resposta. Bem propícia para este momento, né?

Vocês começaram em 2005, cinco anos antes de lançar o primeiro trabalho, onde a média de idade da banda era em torno de 13 anos. O curioso é que vocês ainda são muito jovens, imagina em 2005 quando tudo começou. Conte-nos um pouco sobre esse início da Pleiades?

Cynthia: (risos) Na verdade, em 2005, o mais velho da banda era o André Bastos (bateria). Ele tinha 16 (mais risos). Pleiades começou como um sonho do André (Guitarra) de ter uma banda. Bem, não importava a técnica musical, conhecimento ou experiência nessa época. Nós éramos jovens e queríamos ser igual nossos ídolos. Estudávamos na mesma escola de música, e tínhamos em comum a pouca idade. Bem, acho que para um guitarrista de 10 anos de idade, uma vocalista de 13, um baixista de 12 e um baterista de 16, tivemos muito peito pra subir nos palcos que subimos e encarar o público de frente. Ah! Quanta merda a gente ouviu, principalmente eu, ouvi demais. (risos) Mas aqui estamos, 7 anos depois. Inquestionável nossa vontade.

A banda se apresenta intensamente, incluindo abrindo shows para nomes como Deep Puprple, Nightwish, Sepultura e outros grandes nomes do Rock/Metal mundial, foram centenas de shows até então. Porém, em pouco mais de 7 anos, lançaram apenas um trabalho. Isso se deve a essa avalanche de apresentações?

André Bastos: Também! O Pleiades foi a primeira banda de todos nós. Eram muito novos, então durante um tempo, aprendemos juntos o que é ensaiar, o que é fazer um show. Com isso, ficamos focados em tirar músicas, descobrir qual seria o estilo da banda e essas coisas assim. As composições começaram a vir de forma natural. Com 1 ano de banda, já tínhamos 1 música própria que nos rendeu a 9ª colocação em um concurso da rádio BBC de Londres e consequentemente, a abertura do show do Deep Purple. Até que os anos se passaram, amadurecemos bastante e vimos que tinha chegado a hora de lançar um CD juntando as composições que tínhamos feito ao longo desses anos.

Falando em apresentações, pude conferir o show de vocês no Araraquara Rock 2011 e vi que o show é realmente enérgico. Cynthia principalmente, chama atenção não apenas pela beleza e talento, mas por possuir uma presença de palco
incrível. Fale-nos um pouco sobre as apresentações da Pleiades e toda essa energia?

Cynthia: Sabe o que e sempre penso antes de entrar no palco? Eu penso: "E se esse fosse o último show da minha vida? E se esse for a última dessas pessoas que estão aqui hoje?" E canto pra elas como se o mundo fosse acabar ali mesmo. E pra mim, não tem nada mais perfeito do que ver as pessoas todas cantando e pulando juntas. Eu não sei explicar direito, mas pra mim, isso é sobrenatural, e me faz sentir como se eu fosse explodir.

Nestes 7 anos de carreira, alguns dados chamam atenção. A banda foi Classificada em 9º lugar em concurso promovido pela rádio BBC de Londres entre 1.100 bandas jovens, inscritas do mundo todo. Além de Eleita pelos leitores do site Whiplash como a melhor banda de rock do Estado de Minas e a vocalista Cynthia Mara como uma das cinco melhores vocalistas femininas de Rock do Brasil em 2010. Como uma banda tão jovem conquista tanta coisa em pouco tempo?

André Bastos: Segredo! (risos) Na verdade, a gente sempre viveu a banda muito intensamente. A banda nunca "deu um tempo", nunca ficamos de braços cruzados esperando por um convite ou por alguém vir e fazer o negócio acontecer. Sempre tivemos uma agenda de shows cheia em todos os lugares, tocamos em diversos festivais, grandes, médios e pequenos e investimos em assessoria de imprensa. Talvez por isso, a banda é sempre muito comentada e assim, obtivemos essas conquistas.

Além disso, vocês participaram do programa Astros, do canal de TV aberta SBT. Como foi participar do programa?

André Bastos: Entramos para o Astros já sabendo que não somos o perfil de banda ou "Astro" que um programa do SBT procura. Tanto é que fomos a única banda de Rock que passou da primeira fase. Isso nos deixou contente. A ideia era aproveitar ao máximo os minutos de aparição num horário nobre de TV aberta e fazer bonito para o público de casa.

Vocês sabem que o público Rock/Metal é fechado a programas como Astros, do SBT, assim como para a mídia de massa em geral (A Pleiades também foi destaque na revista Veja). Como vocês vêem isso? Vocês não sentiram que poderiam perder fãs devido a essa participação?

André Bastos: O público de Rock/Metal em geral é fechado para a mídia de massa, porque sabemos que nesses canais, não se fala de Rock ou Metal e o estilo é visto como piada. Quando colocamos um AC/DC, um Led Zeppelin no SBT, é visto como um ponto positivo pelo nosso público. Se perdemos fãs, num sei. Só se forem fãs muito extremos, com a cabeça fechada. Mas com certeza, ganhamos muitos novos fãs.

Por ser uma banda jovem vocês utilizam e muito os meios e as redes sociais virtuais para divulgação maciça de seu trabalho. Mas, hoje é comum o download ilegal de músicas e vídeos pela internet. Como a banda enxerga esses fatos?

Cynthia: O mundo mudou, a cultura das pessoas mudou. A música é arte e não pode ser padronizada de acordo com o mercado, mas é inevitável fugir dele quando se vive no planeta Terra (risos). A forma de comercializar atualmente não pode ser comparada ao que era há 30 anos. Acho que o mercado fonográfico ainda não se adaptou completamente a isso, mas está procurando o seu modo de fazê-lo, por isso, as bandas independentes como nós, estão ganhando cada vez mais espaço através destas mídias sociais e assim como eu baixo músicas de bandas que eu gosto, os outros também o farão. Fico feliz que nossa música tenha um caminho mais rápido de chegar às pessoas. A diferença é que temos que focar muito mais em outras coisas - além da venda de CDs - para achar uma boa forma de gerar receita.

Vocês fizeram shows por praticamente todo Brasil. Não está na hora de divulgar o trabalho de vocês na prática por outra terras também?

Cynthia: Gostaríamos muito de começar este trabalho. Estamos com um bom planejamento pra isso, e logo colocaremos em prática. É complicado, pois o que não queremos é ter que injetar grana absurda pra isso. Então tem que ser bem pensado. Sair do país pela primeira vez, não é tão fácil quanto pensam.

Aliás, o primeiro álbum chegou a ser lançado no exterior? Qual a repercussão dele fora do país?

Cynthia: Não. Não foi.

O que vocês podem nos adiantar sobre novo material, novos lançamentos, enfim, quais os planos da banda para o próximo ano?

Cynthia: Ano que vem teremos mais videoclipes e claro, o novo álbum. Ambos cozinhando no forno. Estamos muito ansiosos pra mostrar pra vocês as bizarrices que estamos fazendo no estúdio. (risos) Vocês vão pirar! Logo, lançaremos o videoclipe da música Pagar pra ver, e vai ser foda. Ano que vem será um ano de lançamentos. E como sempre, não ficaremos fora da estrada. Aliás, acho até que já fazemos parte dela, não sai de nós.

Muito obrigado, deixem uma mensagem.

Cynthia: Bem, Obrigada Vitor pelo espaço. Adoramos estar por aqui no Arte Metal! Para aqueles que já conhecem o Pleiades, se preparem, pois logo terá um material novo para vocês curtirem! Espero vocês em nossos shows para se divertirem. Para aqueles que ainda não conhecem, convido a conhecer. Tenho certeza que vocês vão gostar de algo pesado e novo. Beijos!

André Bastos: Gostaria de agradecer a galera do Arte Metal pela oportunidade e quem curtiu a entrevista, que nos acompanhe nas redes sociais e assistam nosso novo clipe que acabou de sair no Youtube O que te faz igual (Hey Yeah!). Abraços!

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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