O blog sueco Metal Shrine conversou com Tom Keifer, que falou sobre a carreira do Cinderella, planos futuros e os problemas com sua voz. Confira alguns trechos.
Os problemas vocais que você teve em 1991 e novamente em 2006 lhe transformaram em um cantor mais cuidadoso?
Tenho trabalhado com treinadores, então faço muita terapia para manter a forma. É o equivalente a malhar com as cordas vocais. O que inicialmente causou o problema foi algo neurológico, uma paralisia parcial. Um lado de sua voz não funciona mais, você precisa reaprender, é algo muito complicado. Já levou muitas carreiras ao fim, então foi uma luta. Convivo com isso desde 1991, mas piorou em 2006, perto do final da turnê que fazíamos. Acho que parte do problema foi não fazer o treinamento correto, que só fui aprender há dois anos. Passei por vários professores e o último, com quem ainda trabalho, é o melhor. Ele ensinou coisas sobre como fazer minha voz funcionar. Estou muito confiante, mais forte que nunca.
Isso é demais!
Sim, é um alívio (risos). Planejar a turnê, tocar e cantar com a banda está voltando a ser divertido. Por muito tempo foi algo assustador e cheio de incertezas. Agora está legal em todos os aspectos.
A primeira vez que aconteceu foi causado pelo quê? Algo aleatório?
Bem, foi durante a excursão de Heartbreak Station e eu não sabia o que fazer. Fui a vários médicos e eles procuravam problemas mais comuns. Poderia ser pólipos ou nódulos, coisas mais óbvias. Mas um problema neurológico está no sistema nervoso, emite sinais do cérebro para os músculos. Era o lado esquerdo de minha caixa vocal que gerava esses sinais, colocando as coisas de maneira que os leigos possam entender. Isso provoca um estrago, independente de você estar cantando corretamente ou algo do tipo. É causado por um vírus que se aloja naquele nervo e pode degenerá-lo. É muito aleatório e nada divertido, especialmente quando se é um cantor.
E um novo álbum, há planos?
No momento, não. Tentamos fazer isso em 1998 com a Sony, mas acabou em uma grande batalha judicial. Acabamos não podendo gravar por cinco anos ou eles seriam os proprietários dos direitos.
Nossa!
Isso que não queriam que gravássemos. É algo típico de contratos. Uma vez que eles alegam ser donos das músicas, isso dura cinco anos. Compusemos por dois anos e gravamos demos, mas não nos permitiram gravar. Nem preciso falar que ficamos muito magoados. No meio tempo todos começaram a trabalhar em outros projetos. Eu comecei um disco solo e Eric (Brittingham, baixista) lançou outra banda. Fizemos mais três ou quatro turnês desde então. Até que o problema da voz me atingiu em 2006. Então foi uma complicação atrás de outra. Nos últimos seis, oito anos, sentimos que o que realmente funciona é excursionar. Nos divertimos assim. Nos últimos quatro anos ficamos preocupados se o problema de minha voz nos permitiria seguir como banda.
Para não deixar a pergunta sem resposta, seria legal fazer um álbum novo. Mas teria que ser na situação correta, com uma gravadora séria. Nunca se sabe, veremos se a oportunidade aparecerá. Estou preparando o meu solo para esse ano ainda. Estou em busca de um contrato. Mas estamos abertos à idéia de gravar novamente como Cinderella.
Que estilo musical ouviremos em seu álbum solo? Será muito diferente?
Não muito, pois sou o vocalista e principal compositor, além de gravar várias guitarras no Cinderella. Então é difícil me distanciar muito desse tipo de som. Usei muitas influências nesse trabalho. Mas basicamente é Hard Rock com toques de Blues, música de raiz mesmo. O que fiz com o CInderella é o que gosto, assim como nesse disco. Tento ser verdadeiro para com o que curto. Os álbuns da banda, especialmente Long Cold Winter e Heartbreak Station, possuem diferentes sabores, cores e dinâmicas nas canções. Cresci ouvindo grupos como Led Zeppelin e Rolling Stones, que eram muito abrangentes em termos musicais. Assim será com esse trabalho também.
Você fez tudo sozinho ou trabalhou com outras pessoas?
Alguns músicos da cena de Nashville fizeram as partes rítmicas, baterias, baixo e teclados. Diria que em torno de 95% das guitarras são minhas, mas alguns outros caras também tocaram. Bobby Keys, saxofonista dos Rolling Stones faz uma participação. É um disco legal, estou orgulhoso dele! Provavelmente muitas pessoas nem acreditam que ainda sairá (risos). Já faz cinco anos que estou trabalhando nele, mas finalmente vai sair.
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27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.
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