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Os componentes de som mais caros do mundo

Por Nacho Belgrande | Em 10/01/11 | Fonte: Forbes
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Na era do iPod, alguém precisa de um equipamento de áudio de luxo? A resposta, se você levar música a sério, é um sonoro “sim.” Hoje em dia, a música é portátil e modular, servida à la carte em um milhão de maneiras, um milhão de vezes ao dia, para milhões de ouvintes ao redor do globo. Seja por tocadores de MP3, rádio via satélite ou ripada de um CD para um PC, para muitas pessoas a noção de ter que sentar em casa e desfrutar de sua música predileta é tão arcaica quanto usar um mimeógrafo para fazer cópias.

Matéria original de Dan Lyons

E se for pra alguém ouvir música em casa, por que gastar muito dinheiro? Afinal, agora há periféricos suficientes para um tocador de MP3, tal como o Sound Dock da Bose – que custa em torno de 300 dólares –, que permite que o ouvinte plugue seu iPod e proporciona qualidade acústica em qualquer lugar de sua casa. Não apenas isso, mas por menos de 200 dólares é possível sair de um Wal-Mart, ou de uma loja da Best Buy, carregando uma miniunidade de áudio fabricada por uma empresa de nome, como a Sony ou JVC, capaz de mandar 400 watts ou mais de som.

Mas, para conhecedores de música, comparar esses equipamentos com um equipamento de áudio state-of-the-art é como dizer que é tão divertido pilotar um Pontiac Grand Am, de 22 mil dólares, quanto dirigir uma Ferrari F430, de 200 mil dólares. Os dois carros desempenham basicamente a mesma função, mas a Ferrari o faz em um nível de performance e meticulosidade tão infinitamente superiores, que tornam todas as comparações absurdas.

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Tome como exemplo o amplificador Ongaku, da Audio Note Japan. Esse amplificador de 27 watts usa um circuito tríodo de ramificação simples e é fabricado a mão, em uma oficina de Tóquio, por Hiroyasu Kondo, um engenheiro de renome mundial que usa 9 quilos de prata no amplificador, incluindo o cabo de prata nas bobinas dos transformadores feitos manualmente. Esse trabalho de áudio propicia uma qualidade de som não equiparada por qualquer outro amplificador no mercado – e por 80 mil dólares, é melhor que não mesmo.

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Você acha que é uma peça cara de equipamento de som? Pense em 135 mil dólares por um par de falantes Alexandra X-2 da Provo, subsidiária da Wilson Audio Specialties, baseada no estado americano de Utah.

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Ou 145 mil dólares pelo Evolution Music System da Krell Industries em Orange, Connecticut, que gera o tipo de grave assombroso que não só arrebenta janelas, mas também derruba paredes.

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Claro, muitas pessoas podem não precisar do toca-discos de vinil System III Sirius de 240 quilos e 73.750 dólares da Rockport Technologies para curtirem sua velha coleção de LPs. Há outros toca-discos mais adequados – sem mencionar amplificadores, pré-amplificadores que custam muitas milhas menos e, ainda assim, proporcionam um excelente som.

Mas ninguém “precisa” de uma Ferrari F430, nem “precisa” ir de zero a 100 em 3.9 segundos. Ainda assim, se você tem dinheiro pra isso, por que diabo não deveria? Você não só ganha direito de contar papo, mas também se diverte pra cacete.

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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