Suicidel Silence: Não mostraram o que os fãs esperavam

Resenha - Suicide Silence - Suicide Silence

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Por Humberto Bruno Silva
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Nota: 6

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Após o lançamento de You Can't Stop Me (2014), o primeiro álbum do Suicide Silence com Eddie Hermida como vocalista, muitos fãs ficaram curiosos sobre o que viria nos próximos álbuns da banda. A expectativa era muito grande, ate que a banda anunciou o novo álbum.

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Primeiramente a banda lançou a primeira música com o nome 'Doris'. A música começa com um riff bem diferente do comum da banda e logo começa de verdade a música.De inicio já da pra ver que algumas coisas mudaram, como o som da bateria. E então Eddie começa a cantar com o vocal bem diferente do que era antes, se tornando algo mais monótono, porem, ao chegar no refrão Eddie mostra como fazer seus fãs ficarem envergonhados pela música que ouvem. Sem do nem piedade ele grita como uma menininha de 5 anos: TEEHEE. E pela primeira vez ouvimos o que SS estava se tornando, não há problemas com vocais limpos, mas há problemas com vocais limpos mal feitos. Os fãs odiaram, assim como eu.

Depois de algum tempo a banda lança a segunda música do álbum, 'Silence'. Mais vocais limpos, mas dessa vez melhores. A música varia entre guturais e vocais limpos, e mais ao fim tem um momento que pode se dizer 'emocional' bem dramático.

Até que chegou o dia de seu lançamento, 24 de Fevereiro, e então se confirmou a nova sonoridade da banda, que deixou de ser Deathcore e se tornou algo próximo do Nu Metal. Então, pela primeira vez podemos ouvir a faixa 'Listen', uma faixa confusa, muito estranha. Com um refrão repetitivo e com mais variações entre gutural e vocais limpos. No fim da música há uma variação que parece até que é outra música, mais inovações desnecessárias.

A próxima faixa, 'Dying In A Red Room', começa com um riff melancólico que continua na maior parte da música. No fim há diversos riffs e coisas sem sentido na guitarra. Em 'Hold Me Up,Hold Me Down' sentimos que ainda há parte da antiga banda, uma intro pesada com o vocal bem agressivo.O refrão decepciona um pouco por ser algo como gritos de desespero desafinados.E então temos uma inesperada Breakdown, algo que não acontece muito nesse álbum e ainda temos ótimos vocais acompanhando essa parte, da até pra achar que a partir desse ponto as coisas ficariam melhores. Uma das melhores pra quem gosta da fase antiga da banda.

Na faixa 'Run', ouvimos uma entrada pesada, que cria expectativas, porém mais uma vez temos vocais limpos que decepcionam. Uma música depressiva, com uma letra depressiva. E então a banda decide que ser estranho é pouco e decide nos dar um refrão bem pegajoso e com uma melodia alegre, que nem sequer parece ser da mesma música.

Depois de uma experiência assustadora, começa 'The Zero', com um simples riff bem calmo, uma parada e o riff começa novamente. Mais uma música triste. Um refrão simples, dessa vez sem surpresas desagradáveis.

Começa uma das melhores do álbum, 'Conformity', uma música calma. O vocal de Hermida nessa faixa me faz lembrar do Corey Taylor (Slipknot). Uma música sem surpresas. Na metade da música temos o solo de guitarra, possivelmente o melhor solo, sem tentar fazer grandes inovações como nas outras faixas, simplesmente um solo.

Pra encerrar, temos uma faixa com um titulo bem diferente e long, 'Don't Be Careful You Might Hurt Yourself',que começa muito parecida com Disengage (No Time To Bleed). Após o refrão recebemos mais melancolia. E no final ainda tem um assobio acompanhado de risadas no final pra fazer você ficar mais confuso.

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Ao fim chegamos, concluindo que Suicide Silence, a banda que mais deu popularidade ao Deathcore e mais se destacou nesse gênero, se tornou uma mistura de Deftones com Korn, abandonando as raízes. Todo músico evolui, e não foi diferente com esses, porém, eles não mostraram o que os fãs esperavam e o que fizeram de novo não foi de qualidade.

01. “Doris”
02. “Silence”
03. “Listen”
04. “Dying in a Red Room”
05. “Hold Me Up, Hold Me Down”
06. “Run”
07. “The Zero”
08. “Conformity”
09. “Don’t Be Careful, You Might Hurt Yourself”

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