Suicide Silence: mudando totalmente sua sonoridade em novo álbum

Resenha - Suicide Silence - Suicide Silence

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Junior Frascá
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 6

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Se você já era daqueles que torciam o nariz para a sonoridade moderna do SUICIDE SILENCE, se prepare, meu amigo, pois nem o pescoço será suficiente para você torcer dessa vez, já que a banda mudou abruptamente sua sonoridade, para algo ainda mais moderno e experimental nesse seu quinto álbum, autointitulado.

5000 acessosGosto Musical: artistas falam do que devia ser banido para sempre5000 acessosFotos de Infância: Lemmy Kilmister, do Motorhead

Desta vez, já sem nenhuma composição do saudoso vocalista Mitch Lucker, a banda procurou uma nova identidade, saindo de vez do death core, e entrando descaradamente no nu-metal, com um som ainda agressivo e pesado, mas cheio de sintetizadores, mudanças de andamento, e vários elementos mais melodiosos, remetendo a nomes como COAL CHAMBER, DEFTONES e KORN.

Não que “Suicide Silence” seja um trabalho ruim, mas é muito diferente, e difícil de digerir, mesmo para os fãs mais fervorosos da banda.

O instrumental, como dito, está bem diferente, embora mantendo as guitarras pesadíssimas, há varias transições para momentos mais calmos, progressivos e introspectivos (como em "Dying in a Red Room"), e muitas coisas desconexas, como se tivessem sido incluídas ali sem muita preocupação com a parte rítmica.

Além disso, as linhas vocais de Hernan “Eddie” Hermida transitam entre o gutural e o limpo, como até então não usado pela banda, e que em alguns momentos acabam tirando a identidade das faixas, caindo muitas vezes no lugar comum.

Ou seja, o problema aqui não é o experimentalismo, mas como isso foi usado, pois acabou não tendo aquele impacto que os caras gostariam, tanto que o trabalho vem sendo massacrado pela imprensa internacional.

Porém, como dito, não se trata de um disco ruim, tendo faixas bem legais, como “Silence” e “Conformity”, sendo está última uma das mais diferentes já compostas pela banda, transbordando bom gosto.

A produção também vale ser citada, pois é excelente, realçando o peso e brutalidade, e o clima de caos que permeia todo o trabalho.

Por isso, caro amigo leitor, temos aqui um álbum difícil, para ser ouvido com calma, e sem preconceitos, mas que é bem abaixo das expectativas, por se tratar de uma das grandes bandas da nova geração do metal moderno.

Porém, deixa claro que os caras foram corajosos mudando a sonoridade desta forma, e só o tempo dirá se se trata de apenas um álbum fora da linha, ou se é um caminho definitivo que a banda pretende seguir. Aguardemos.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Suicide Silence – Suicide Silence
(2017 – Shinigami Records)

Track List:

1. Doris
2. Silence
3. Listen
4. Dying in a Red Room
5. Hold Me Up, Hold Me Down
6. Run
7. The Zero
8. Conformity
9. Dont Be Careful, You Might Hurt Yourself

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Suicide Silence - Suicide Silence

962 acessosSuicidel Silence: Não mostraram o que os fãs esperavam

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Suicide Silence"

MetalMetal
Dez álbuns de metal que poderiam ter sido bons mas algo deu errado

Suicide SilenceSuicide Silence
Mitch Lucker deixava claro gostar de velocidade

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Suicide Silence"

Gosto MusicalGosto Musical
Artistas falam do que devia ser banido para sempre

Fotos de InfânciaFotos de Infância
Lemmy, do Motorhead, muito antes da fama

HumorHumor
Os dez maiores picaretas da música internacional

5000 acessosMais Alto!: A diferença entre headbangers e humanos comuns5000 acessosFoo Fighters: Pelo Twitter, banda responde ao vídeo viral5000 acessosCapas de álbuns: as mais obscuras e marcantes da história5000 acessosLed: tem quem ame Peart ou Moon, mas Bonham é amado por todos3910 acessosHeavy Metal: as dez melhores bandas sul-americanas do gênero5000 acessosSlipknot: ouça "Duality" na versão do Asking Alexandria

Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

Mais matérias de Junior Frascá no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online