Guilt Machine: Arjen Lucassen encontrou a banda certa

Resenha - On This Perfect Day - Guilt Machine

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Por Paulo Finatto Jr.
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Nota: 8

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Desde que eu comecei a acompanhar a carreira de Arjen Lucassen, o guitarrista holandês sempre foi a mente criativa do ousado projeto AYERON. Depois de quase uma década experimentando novas fórmulas e novos projetos, Lucassen, definitivamente encontrou a banda certa para investir, com maior empenho, a sua criatividade. O grupo, intitulado GUILT MACHINE, lançou o seu disco de estreia, “On This Perfect Day”, entre o final de 2009 e o início de 2010.
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Da mesma forma que os projetos anteriores assinados por Arjen Lucassen, o GUILT MACHINE mantém uma pretensão progressiva. Se o guitarrista nunca abandonou o conceito musical do seu trabalho por esse caminho, seja no AYERON ou no STAR ONE, na sua nova banda são introduzidas influências diferenciadas. “On This Perfect Day” conta com composições mais longas – mais ou menos com dez minutos de duração – e características sonoras mais obscuras, atmosféricas e melancólicas.

Além de Arjen Lucassen (guitarra, baixo e teclado), o GUILT MACHINE conta com Jasper Steverlinck (vocal, da banda de rock alternativo ARID), Lori Linstruth (guitarra, ex-STREAM OF PASSION e empresária de Arjen) e Chris Maitland (bateria, ex-PORCUPINE TREE). “On This Perfect Day”, registro da união do quarteto, não parece ser o primeiro álbum do grupo. O disco, tão pouco, soa como a obra de uma banda novata. Ao invés disso, as músicas longas e os arranjos complexos parecem muito mais o resultado de um conjunto experiente – e não de um projeto com o futuro ainda incerto (não há nenhuma garantia que haverá um segundo disco).

Com cerca de uma hora de duração, o álbum de estreia do GUILT MACHINE conta com apenas seis faixas. Na sua essência, todas as composições contêm uma estrutura similar: a abertura, com uma sonoridade futurista; o andamento, mais lento e atmosférico com variações para momentos verdadeiramente pesados. “Twisted Coil”, música que abre o disco, chega a se aproximar da música pop na sua parte cadenciada, mas quando abre caminho para guitarras mais intensas, acompanhadas por teclados, lembra por demais o trabalho mais atual do DREAM THEATER.

Embora “Leland Street” não chegue a empolgar, “Green and Cream”, por outro lado, possui variações mais complexas e interessantes. É aqui que estão, em evidência, longas passagens instrumentais – bem trabalhadas, diga-se de passagem –, momentos de maior intensidade emocional e um instrumental realmente pesado. O GUILT MACHINE não quebra nenhuma barreira musical na sua estreia e, mesmo investindo muito pouco em originalidade, faz um trabalho muito competente. Os músicos estão bem entrosados, presenteando os fãs com interessantes variações entre o clima pesado e o clima mais obscuro, como em “Season of Denial”, candidata a melhor do CD. O lado mais melancólico e arrastado do GUILT MACHINE funciona igualmente bem, nas duas últimas músicas, “Over” e “Perfection?”.

“On This Perfect Day” é um álbum elaborado por Arjen Lucassen para ser digerido aos poucos – para que os fãs possam aproveitar a riqueza das melodias e das variações de andamento. O disco, mesmo sem trazer nada de novo para o metal progressivo, marca mais um momento criativo e digno de Lucassen. De curioso, somente as dezenove mensagens gravadas por fãs, escolhidas pelo guitarrista, que estão presentes em todas as composições do CD. Do chinês ao francês, destaque para a passagem “nada é mais triste que a morte da ilusão”, gravada por um brasileiro (suponho), no início de “Perfection?”.

Track-list:
1. Twisted Coil
2. Leland Street
3. Green and Cream
4. Season of Denial
5. Over
6. Perfection?

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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