Crucified Barbara: aumento de peso e energia em seu estilo

Resenha - 'Til Death Do Us Party - Crucified Barbara

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Por Fábio Cavalcanti
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Banda pouco conhecida, porém provida de uma crescente base de admiradores, a Crucified Barbara acaba de lançar "'Til Death Do Us Party" (2009), seu segundo álbum. Fazendo um som predominantemente heavy metal, o quarteto sueco mostra um claro amadurecimento em suas novas músicas, através de um inusitado aumento de peso e energia em seu estilo. Evolução curiosa, não?
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Sim, é possível amadurecer e evoluir sem diminuir a "sujeira" da sua música. E o caso das garotas em questão é interessante justamente por resultar em um trabalho consideravelmente melhor do que o seu primeiro álbum! Mia Coldheart (voz e guitarra), Klara Force (guitarra), Ida Evileye (baixo) e Nicki Wicked (bateria) ainda não haviam mostrado todo seu potencial no razoável "In Distortion We Trust" (2005), um trabalho por demais cadenciado e não muito inspirado. Mas, como já foi dito, dessa vez a coisa foi diferente...

A primeira música, "Killer On His Knees", certamente assustará aquelas pessoas que ainda não acreditam no potencial e no peso de uma banda inteiramente feminina. Mas, o que conta na verdade é a forma como tal música causa arrepios instantâneos no apreciador de um heavy metal tocado com garra, sinceridade, vocais vibrantes e bons (ainda que não maravilhosos) solos de guitarra. E ela não está sozinha: a excelente "Pain And Pleasure" pode se tornar indispensável em qualquer show da banda no futuro, ou até estrela de um Guitar Hero da vida...

As semi-sombrias "Creatures", "Dark Side" e "Rats" podem parecer um pouco mais "infantis"... mas quem disse que isso é ruim? Já "Danger Danger", com sua introdução quase baladeira, se transforma em um rock poderoso e quase tão "perigoso" quanto seu título e letra. E a contagiante "Sex Action" mostra um lado quase irreverente das garotas que pode ser explorado mais a fundo no futuro.

"Can't Handle Love" nasceu para ser single, pelo fato de conseguir ser boa, pesada e acessível ao mesmo tempo. "Blackened Bones" e "Feels Like Death" trazem um pouco do espírito cadenciado do primeiro álbum, mas conseguem ser melhores do que muitas das faixas dele. Como ponto negativo, temos a balada "Jennyfer", a qual mostra como a banda se sai melhor no terreno do rock 'n' roll!

O saldo final de "'Til Death Do Us Party" é positivo, especialmente pelo aumento de velocidade que a banda estava devendo desde o início. E ainda mantendo sua essência de banda de heavy metal que passeia entre sons crus e melódicos, a Crucified Barbara mostra que chegou pra ficar, e que continuará "acreditando na distorção" por um bom tempo!

Músicas:
1. Killer On His Knees
2. Pain And Pleasure
3. Sex Action
4. Creatures
5. Jennyfer
6. Dark Side
7. Can't Handle Love
8. Blackened Bones
9. Danger Danger
10. Rats
11. Feels Like Death

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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