Covenant: competência entre o industrial e o dark

Resenha - Skyshaper - Covenant

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Por Maurício Gomes Angelo
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Quando recebi o novo CD do Covenant, pensei: “será que a Hellion sabe o que está fazendo?”. Não no sentido de ser arriscado lançar o álbum por aqui, já que, sem dúvida, ele tem potencial para dar muito mais retorno do que grande parte do material de qualidade duvidosa que ela põe no mercado. Mas porque “futurepop/EBM” nunca foi a praia dela. Nem de longe.
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Independente das jogadas mercadológicas que qualquer selo se aventure, é extremamente saudável que obras como essa sejam lançadas em versão nacional por aqui – caso raro. Os suecos do Covenant, chegando ao seu sexto trabalho, firmaram-se como um dos principais nomes do estilo na década de 90, e “Skyshaper” traz bons motivos para que continuem no topo.

O primeiro verso cantado: “we, make, ritual noise”, é sintomático e define bem a sonoridade que transita com competência entre o industrial e o dark ambient, gerando um EBM mais palatável aos não-experts, contagiante e gostoso de se ouvir, bastante eficaz em sua proposta.

Os vocais de Erick Simonsson sem dúvida colocam a banda num outro patamar. Facilmente reconhecível, seu tom grave impõe respeito, construindo melodias marcantes e memoráveis, como em “The Men”.

Já “Happy Man”, e toda sua ironia, é basicamente um interlúdio para que “Brave New World” abra seu espaço. Talvez a melhor do play, demonstra com habilidade as várias faces do grupo, desde batidas mais duras e sincopadas – cerne de sua música – até o nítido acento pop.

Chama a atenção o modo como o Covenant consegue criar refrões fortes dentro das composições, algo não muito comum ao estilo, trazendo uma boa mescla entre a estrutura clássica da canção e os tempos incomuns, sombrios e saturados, a exemplo de “Greater Than The Sun”.

Cheio de pontos altos – “20 hz”, “The World Is Growing Loud” - explorando bem as batidas, sintetizadores e texturas, “Skyshaper” é garantia de música de qualidade para os apreciadores do estilo. Aos curiosos, vale a pena se aventurar pela jornada sensorial proposta pelo Covenant. Dificilmente se sai ileso após uma audição destas.

Site Oficial: www.covenant.se

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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