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O Accept pode ser considerado o grande pioneiro do Heavy Metal alemão, tendo começado as suas atividades no final dos anos 70; mas coube ao Grave Digger, ao Running Wild, ao Rage e ao Helloween o pleno desenvolvimento do estilo e a criação do que hoje conhecemos por Power Metal.
No caso do Grave Digger, temos uma história curiosa: Eles apareceram pela primeira vez em uma compilação chamada Rock From Hell no começo dos anos 80 e, naquela época, assim como o Running Wild, tinham a sua imagem associada ao satanismo. Ainda naquela década lançaram discos muito legais como o Heavy Metal Breakdown e alcançaram um relativo sucesso. Alguns anos depois, em 1987, com o avanço da onda Glam que tomava conta das rádios, eles trocaram o nome da banda para Digger e lançaram um álbum comercial horroroso chamado Stronger Than Ever que, obviamente, foi um fracasso e a banda resolveu encerrar as suas atividades.
Seis anos depois, Chris Boltendahl (vocalista) reformulou toda a banda, retomou o nome Grave Digger e voltaram a fazer o que sabem melhor: tocar o bom e velho Heavy Metal.
Lançado em 1996, Tunes Of War é justamente o ápice, tanto comercial quanto técnico, desse recomeço na história do Grave Digger. Inspirado pelo filme Coração Valente (Braveheart), foi também o primeiro trabalho conceitual da banda, contanto a história da Escócia e suas guerras pela separação do Império Britânico.
Em Tunes Of War, temos um Power Metal extremamente empolgante com letras muito bonitas e um instrumental excepcional, fruto dos bons músicos presentes nesse “renascimento” do grupo. Para se ter uma idéia da importância deste álbum na carreira dos alemães, basta darmos uma pequena olhada nas músicas aqui presentes. Scotland United, The Ballad Of Mary, The Dark Of The Sun e o hino da banda Rebellion (The Clans Are Marching) estão sempre presentes nos shows desde que o álbum foi lançado. As outras músicas podem não ser tão conhecidas mas mantém o nível guiadas pelo incrível clima épico criado pelas gaitas de fole e efeitos especiais presentes no CD.
O único defeito deste disco é a mixagem, que acabou deixando as guitarras altas demais, ofuscando um pouco os demais instrumentos e os vocais estridentes de Chris (um dos pontos mais característicos da banda)
Tunes Of War é uma aula de Heavy Metal com muito vigor e energia, fruto da experiência acumulado com anos de estrada e com as pisadas na bola de outrora.
Um outro problema que eu, infelizmente, preciso comentar é a dificuldade de se achar o Tunes Of War em terras brasileiras, pois existe apenas a versão importada, com preços totalmente fora de nossa realidade. Tomara que alguma gravadora se interesse em lançar este clássico do Power Metal por um preço mais justo por aqui. Os headbangers brasileiros merecem.
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Paulistano, 26 anos, Administrador de Empresas e amante de História. Bruno é colaborador do Whiplash! desde 2003, mas seus textos e resenhas já constavam na parte de usuários em 1998. Foi levado ao Rock e Metal pelos seus pais através de Beatles, Byrds e Animals. Com o tempo, descobriu o Metallica ainda nos anos 80 e sua vida nunca mais foi a mesma. Suas bandas preferidas são Beatles, Metallica, Iron Maiden, Judas Priest, Slayer, Venom, Cream, Blind Guardian e Gamma Ray.
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