Nota: 10 









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Lançado no dia 23 de março de 2001 no Japão (data de aniversário deste que vos escreve), Burn the Sun recebeu ótimas críticas de várias veículos especializados em boa parte do mundo. Aqui não será diferente!
É extremamente difícil e ingrata a tarefa de definir o estilo musical dessa banda que bebe em inúmeras fontes. Basicamente é um prog-metal que flerta com o hard-rock e até levadas mais pop em alguns momentos. Contudo o estilo progressivo altamente visível - graças ao competente trio Østby, Macaluso e Lande - passa muito longe do que hoje é feito por bandas como Dream Theater.
Macaluso certamente é uma influência muito positiva para qualquer baterista. Extremamente versátil e, acima de tudo, muito criativo, esse competente músico explora como poucos o seu intrumento e foge do lugar-comum, isto é, não se resume à contratempos e velocidade nos bumbos. Basta escutar o ínicio das três primeiras músicas do álbum para entender o que eu estou falando.
Østby também é um fenômeno. Dono de uma competente mão direita ele sabe alternar muito bem entre riffs pesados e efeitos na guitarra que mesclam muito bem com a bateria e o teclado, criando uma atmosfera única. Mais do que primar pelo virtuosismo desenfreado, ele segue uma linha mais Alex Lifeson que defende um maior feeling nas composições em detrimento de velocidade, no entanto, sem parecer chato e sem técnica.
Bom, quanto ao Sr. Jorn Lande, ainda estou pensando em como defini-lo, sem chover no molhado. O Ark foi quem o revelou ao mundo. Embora dono de um notável curriculum (Beyond Twilight e Worldchanger, seu álbum solo), foi no Ark que Lande alcançou a notoriedade. Como muitos já sabem, ele é um híbrido de David Coverdale nas passagens mais graves e Ronnie James Dio nas partes mais rasgadas. Isso confere à sua voz uma peculiedariedade inconfundível. Certamente, Jorn Lande figura entre as maiores revelações do Metal contemporâneo.
A Randy Coven e Mats Olausson, no meio desse competente trio citado acima, resta somente o segundo plano, já que todas as músicas do álbum foram escritas pelos demais. Mas eles têm seu mérito, afinal músicos com Malmsteen na bagagem não é pra qualquer um. Coven forma com Macaluso uma cozinha muito criativa e os teclados de Olausson mesclam perfeitamente com os arranjos da guitarra de Tore Østby.
Sobre as faixas, destaque para as primeiras que são as mais heavy, Heal the Waters (só aquele lance da moedinha já vale o preço do CD!) e Burn the Sun com seu refrão grudento e uma espetacular levada de bateria ali pelos 02:45 que denota bem a criatividade de John Macaluso; a psicodélica Absolute Zero onde Lande brinca muito com as linhas do vocal lembrando Robert Plant em alguns momentos, a balada meio pop Just a Little com um violão bem ao estilo flamenco soando meio Yamandu Costa e um vocal magnífico de Lande. Noose é uma faixa tipicamente heavy com um riff bem pesado, enquanto Feed the Fire - a faixa seguinte - flerta com o típico power metal. A balada radiofônica Missing You fecha esse excelente CD.
Enfim, é muito difícil dizer quais são os destaques de um álbum cujas faixas são todas diferentes entre si. Recomendo adquirí-lo e você mesmo fazer a sua avaliação. Pode ser meio difícil simpatizar com o som dessa banda de primeira, mas garanto que Ark é uma feliz revelação e uma ilha no meio de um oceano de bandas sem criatividade.
Ark é:
Jørn Lande - Vocal
Tore Østby - Guitarra
John Macaluso - Bateria
Randy Coven - Baixo
Mats Olausson - Teclado
Faixas:
01. Heal the waters
02. Torn
03. Burn the sun
04. Ressurection
05. Absolute zero
06. Just a little
07. Waking hour
08. Noose
09. Feed the fire
10. Bleed
11. Missing you
Todas músicas escritas por Tore Østby, John Macaluso & Jørn Lande.
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