O ícone dos anos 1990 que Bob Dylan admirava: "Eu adoraria fazer um disco como o dele"
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de junho de 2026
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Bob Dylan influenciou gerações inteiras de compositores. Seu estilo lírico ajudou a redefinir o papel do cantor e compositor na música popular, servindo de referência para artistas de diferentes épocas e gêneros. Mas isso nunca impediu o músico de continuar atento ao que acontecia ao seu redor.
Bob Dylan - Mais Novidades
Uma das características mais marcantes da trajetória de Dylan sempre foi sua capacidade de se reinventar. Do folk acústico dos anos 1960 ao rock elétrico, passando pela fase gospel do fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, o artista raramente permaneceu confortável em uma única fórmula. Em vez de se apoiar apenas no próprio legado, buscava constantemente novas referências.
Foi justamente essa inquietação que o levou a admirar um dos nomes mais inovadores da década de 1990: Beck. Na época em que preparava o álbum "Time Out of Mind", lançado em 1997, Dylan ficou impressionado com "Odelay", disco que transformou Beck em uma das figuras mais criativas do rock alternativo ao misturar folk, rock, eletrônica, hip-hop e experimentação sonora.
Segundo o engenheiro de som Mark Howard, Dylan chegou a manifestar o desejo de seguir um caminho semelhante. "Bob disse: 'Eu adoraria fazer um disco como aquele garoto, Beck'. 'Odelay' tinha acabado de sair e ele gostava muito da sonoridade. Nós pensamos que seria uma direção muito interessante para Bob", revelou Howard, em declaração resgatada pela Far Out Magazine.
Embora não tenha produzido sua própria versão de "Odelay", Dylan incorporou algumas ideias mais modernas durante as gravações de "Time Out of Mind". Faixas como "I Can't Wait" receberam tratamentos sonoros pouco usuais para seus padrões, incluindo elementos rítmicos inspirados pelo hip-hop. Ao mesmo tempo, músicas como "To Make You Feel My Love" mantiveram intacta a essência emocional e lírica que sempre caracterizou sua obra.
O resultado foi um dos trabalhos mais celebrados de sua discografia. Em vez de copiar Beck, Dylan absorveu influências contemporâneas e as filtrou por sua própria identidade artística. O álbum mostrou que, mesmo após décadas de carreira, ele continuava disposto a aprender com músicos mais jovens - uma das razões pelas quais permaneceu relevante enquanto muitos de seus contemporâneos desapareceram dos holofotes.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
O álbum do Sepultura que a Classic Rock não recomenda aos ouvintes
Ouça Sebastian Bach cantando "Man on the Silver Mountain" em tributo ao Rainbow
Ex-vocalista do Uriah Heep, Steff Fontaine morre aos 70 anos
A música de um disco seminal do Metallica que James Hetfield nunca quis tocar ao vivo
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
Kerry King, do Slayer, acha que a Bíblia é um "conto de fadas"
Após revelar primeiras atrações, Bangers Open Air abre venda de ingressos; veja os preços
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Yngwie Malmsteen revela título do próximo álbum de estúdio

A primeira e a última grande banda de rock da história, segundo Bob Dylan
O ícone dos anos 1990 que Bob Dylan admirava: "Eu adoraria fazer um disco como o dele"
A opinião de Madonna sobre o lendário Bob Dylan: "Eu tinha hormônios no corpo"
O desconhecido que tocou com Ringo Starr, George Harrison, Bob Dylan e Neil Young
Suzi Quatro comenta o álbum de Bob Dylan que a deixou "viciada para a vida toda"


