Resenha - Richie Ramone (Bar Opinião, Porto Alegre, 18/11/2023)
Por Guilherme Dias
Postado em 28 de novembro de 2023
No dia 18 de novembro, Richie Ramone se apresentou em Porto Alegre mais uma vez e um bom público esteve presente no Bar Opinião para assistir ao músico apresentar a sua carreira solo e distintas fases dos Ramones.
Fotos por: @gordokiske
A abertura ficou por conta do Rotentix, já conhecidos na cena do punk rock local, que também acompanhou Richie em Florianópolis e Curitiba. Formada por Douglas Wyse (vocal), Thiago Kamming (guitarra), Felipe Bittencourt (baixo) e Alex Lamarque (bateria), os gaúchos, totalmente identificados com os Ramones, desde os instrumentos até a semelhança de Doug com Joey Ramone, apresentaram canções de todas as fases da sua carreira. A primeira no set foi "O Assustador", seguida de "Cemitério", "Rotensedados" e "Pijama".
Doug foi bastante comunicativo durante toda a apresentação e, ao contar como foram os outros shows da turnê, o vocalista mencionou que Richie é um ídolo da banda e que foi extremamente acessível e gente fina com os músicos. Ao apresentar "Matambre da Cidade", Doug disse: "O matambre é aquela parte mais dura da carne e, assim como vocês, não sou mais um filé, sou um pedaço de matambre", gerando risadas na plateia. A maioria das músicas do Rotentix contam alguma história, em uma delas o vocalista contou: "Em Butiá tinha um bar chamado ‘Adrenaline Rock Bar’, vocês já estiveram lá? Fizemos essa homenagem para eles" e apresentaram a canção com o nome do bar. Após "Ouvindo Ramones", Doug anunciou que o show estava chegando ao final. Disse que foi um prazer tocar para quem estava presente e encontrar diversos amigos na pista do bar Opinião. O encerramento veio com a versão de Joey Ramone para o cover de "What a Wonderful World" e "Ok Ok (I’m not Deaf)", do disco "2ª Divisão", lançado em 2013. O show foi seguro e direto e, nos 40 minutos reservados para eles, foi possível a apresentação de 24 músicas autorais e apenas um cover.
Nascido com o nome de Richard Reinhardt, em 1957, o baterista se tornou um Ramone no ano de 1983, substituindo Marky Ramone, e ocupou o cargo até 1987. Richie compôs diversas canções durante a sua estadia na banda. Além de baterista, ele também cantou em algumas músicas, mas a maioria teve os seus vocais apenas nas versões demo. Na atual turnê, ele está acompanhado de Rodrigo Txory (guitarra), Clare Misstake (baixo) e Chris Moye (bateria).

Pontualmente às 21 horas, Richie entrou em cena com "Durango 95". Na sequência, "Teenage Lobotomy" e "Somebody Put Something in My Drink" tiveram Richie na bateria, que depois migrou para o microfone principal, na frente do palco. Primeiramente, perguntou como o público estava e na sequência executou "Smash You" do disco "Too Tough To Die", de 1984 e "I Know Better Now" do álbum "Halfway to Sanity" lançado em 1987, ambos da sua fase nos Ramones. Em seguida, os fãs receberam clássicos do Ramones como: "I Don’t Care" e "Blitzkrieg Bop", momento de maior empolgação da plateia, gerando a primeira roda punk da noite.

Richie também deu espaço para o seu trabalho autoral, dos discos "Entitled" (2013), "Cellophane" (2016) e "Live to Tell" (2023), o músico apresentou canções como: "Pretty Poison", "Who Stole My Wig", "The Last Time" e "When the Night". Ainda do seu período nos Ramones, Richie apresentou composições que deixaram o público extremamente extasiado, que fizeram bastante sucesso no seu período na banda, sendo elas: "Howling at the Moon (Sha-la-la)", "Animal Boy" e com destaque para "Wart Hog". Um cover inusitado foi "Enjoy The Silence" (Depeche Mode) e o esperado foi "Have You Ever Seen the Rain?" do Creedence Clearwater Revival. Antes da primeira parada para o bis, Richie convidou Doug da Rotentix para os vocais. Com o Joey Ramone dos pampas, estiveram presentes no repertório "Loudmouth" e "Havana Affair". Richie mostrou muita satisfação em compartilhar o palco com Doug, assim como o público, que cantou junto o tempo inteiro.

O bis foi dividido em duas partes, contendo clássicos do Ramones como: "I Wanna Live", "I Believe in Miracles", "Rockaway Beach" e o encerramento com "Cretin Hop". Mas o destaque para os fãs de carteirinha de Richie foi "(You) Can’t Say Anything Nice", composta por ele, sendo lançada como b-side do disco "Too Tough To Die" e que possui os seus vocais na gravação original. Foi mais uma oportunidade de ver um Ramone vivo. Richie fez muito bem o seu papel, assim como os seus companheiros de palco, sendo uma aula de punk rock.







Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-Arch Enemy, Alissa White-Gluz anuncia sua nova banda, Blue Medusa
A melhor banda de rock progressivo para cada letra do alfabeto, segundo a Loudwire
A atração do Rock in Rio que "as pessoas já viram 500 vezes"
Baterista do Matanza Ritual e Torture Squad é dopado e roubado após show do AC/DC
O melhor guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
10 álbuns essenciais do metal dos anos 70 que valem ter em vinil
A cantiga infantil sombria dos anos 1990 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
Terra do Black Sabbath, Birmingham quer ser reconhecida como "Cidade da Música"
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A joia cearense que gravou um clássico do rock nos anos 1970, segundo Regis Tadeu
A música do Thin Lizzy que sempre deixa James Hetfield de bom humor
Moonspell anuncia título do próximo álbum de estúdio, que sai em julho
Cinco dicas úteis para quem vai ao Bangers Open Air 2026
Jack Osbourne expõe "banda gigante" que exigiu quantia absurda no último show de Ozzy
Mikael Åkerfeldt (Opeth) fala sobre parceria musical com Mike Portnoy


O maior disco da história do punk, segundo a Rolling Stone
O clássico dos Ramones que teria sido escrito no porão da casa de Stephen King
A banda que Joey Ramone disse que mais o inspirava; "Uma experiência de corpo e mente"
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
Cinco músicos ligados ao punk que eram "treinados demais" pro clichê dos três acordes
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil


