Pitty: Resenha e fotos da apresentação na Fundição Progresso, no Rio

Resenha - Pitty (Fundição Progresso, Rio de Janeiro, 26/10/2019)

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Por Gabriel von Borell
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Um ano depois de sua apresentação com ingressos esgotados na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, Pitty retornou ao mesmo palco neste último sábado (26) para estrear em solo carioca a turnê do álbum "Matriz".

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Fotos: Daiana Carvalho

Com a casa cheia mais uma vez, a baiana iniciou seu show logo após o relógio marcar 1h, quando um vídeo ao som de "Bicho Solto" foi exibido no fundo do palco.

Enquanto os fãs faziam muito barulho, Pitty cantou a nova "Ninguém é de Ninguém", agitando o público já na primeira música. Na tour, a artista é acompanhada por Martin Mendonça (guitarra), Gui Almeida (baixo), Paulo Kishimoto (teclados) e Daniel Weksler (bateria). Este último é ex-integrante do NX Zero e marido de Pitty.

A apresentação seguiu com "Admirável Chip Novo", do CD homônimo lançado em 2003, e "Memórias", do segundo disco, "Anacrônico", de 2005, elevando ainda mais a temperatura do show.

Entre gritos de "ei, Bolsonaro, vai tomar no c*", a plateia continuou aquecida com "Setevidas", do autointitulado álbum lançado em 2014, "Noite Inteira" e "Te Conecta", que Pitty fez questão de lembrar o destaque da faixa internacionalmente.

O repertório teve sequência com as belas "Na Sua Estante" e "Motor", quando Pitty deitou no chão e cantou olhando para uma câmera localizada no teto. A plateia acompanhava a performance em close da cantora no telão ao fundo do palco.

Após a cirandeira "Redimir", e antes do início do set acústico, Pitty contou um pouco sobre o começo de carreira: "Muitos anos atrás, lá em Salvador, essa figura aqui resolveu pegar o violão para fazer um som com os acordes que sabia. Nessa época, eu nem pensava em fazer discos, mas existia essa vontade de transportar todos vocês para aquele quartinho".

"Desde lá isso vem rolando, e só foi crescendo. E eu não posso deixar de trazer vocês para esta matriz. Bem-vindos ao meu quartinho em Salvador", completou a mãe da pequena Madalena.

Sentada na beira do palco ao lado de Gui e Martin, Pitty tocou no violão a clássica "Teto de Vidro". Logo depois, o trio executou "Quem Vai Queimar?", que não era incluída nos shows desde 2007. Tanto que Pitty errou a letra ainda nos primeiros versos.

A cantora então pediu para pararem tudo, sob alegação de que havia esquecido a letra, pois era muito grande. Bem humorada, Pitty pediu um celular para poder lembrar as palavras, já que o momento era especial e ela queria fazer direito.

A plateia reagiu de forma efusiva ao empenho da cantora e acompanhou com atenção a performance, que resultou em um dos momentos mais marcantes da noite.

A reta final do repertório acústico teve "Dançando", do projeto paralelo de Pitty com Martin, Agridoce, e a espetacular "Submersa", que da metade em diante foi executada com a banda toda.

A poderosa "Roda", "Bahia Blues" e "Me Adora" abriram caminho para o maior hit da cantora: "Máscara". O público, claro, ficou ensandecido e a banda impressionada com o retorno dos fãs.

Pitty revelou que não queria ir embora sem cantar todas as faixas do "Matriz". Por isso veio, antes do bis, "Sol Quadrado", que tem participação de Larissa Luz.

Na volta ao palco, a banda tocou "Equalize", "Para o Grande Amor" e "Serpente", finalizando a apresentação de quase duas horas de maneira catártica.

Visivelmente impactada, Pitty, que em diversos trechos do show relembrou sua relação íntima com a cidade do Rio, se despediu dos cariocas, que puderam testemunhar novamente o talento de uma das melhores artistas nacionais da atualidade.

Setlist:

1. "Ninguém é de Ninguém"
2. "Admirável Chip Novo"
3. "Memórias"
4. "Setevidas"
5. "Noite Inteira"
6. "Te Conecta"
7. "Na Sua Estante"
8. "Motor"
9. "Redimir"
10. "Teto de Vidro"
11. "Quem Vai Queimar?"
12. "Dançando" (Agridoce)
13. "Submersa"
14. "Roda"
15. "Bahia Blues"
16. "Me Adora"
17. "Máscara"
18. "Sol Quadrado"

Bis:
19. "Equalize"
20. "Para o Grande Amor"
21. "Serpente"




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Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

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