Pitty: em eterna metamorfose
Resenha - Pitty (Pepsi on Stage, Porto Alegre, 05/10/2019)
Por Karen Waleria
Postado em 14 de outubro de 2019
Fotos Pitty: Gustavo Garbino
Depois da gira pelo país e dois shows sold out, no ano passado, no Bar Opinião, Pitty, retornou a Porto Alegre, com a "Matriz 2.0". Nova fase da tour e agora com o novo álbum lançado na integralmente. O lançamento oficial do Matriz, seu quinto álbum de estúdio, sucessor do "Setevidas" aconteceu no mês abril do corrente ano. Fazia cinco anos que Pitty não lançava um álbum de inéditas.
"Matriz", considerado por muitos, como o melhor álbum do ano, foi gravado aos poucos durante a turnê homônima do álbum. Faixa por faixa, as músicas foram sendo lançadas. Esse formato de lançamento de álbum, com certeza, deve ser continuado. Os fãs fizeram parte desse processo pra lá de exitoso, passam a ser protagonistas. O resultado se viu no show na capital - público cantando as "novas" músicas. Músicas essam que já se tornaram hits, isso é fato.
Pitty subiu ao palco com sua banda formada por Martin Mendonça (guitarra), Daniel Weskler (bateria), Guilherme Almeida (baixo) e Paulo Kishimoto (teclados) com trinta minutos de atraso, que foram instântaneamente esquecidos quando do primeiro acorde.
E durante as duas horas seguintes, o público que compareceu ao Pepsi on Stage viu o melhor show que Pitty já fez em Porto Alegre.
A performance inicia com "Bicho Solto". E Pitty manda seu recado. "Eu me domestiquei para fazer parte do jogo/Mas não se engane, maluco, continuo bicho solto". Na sequência outra música forte, a "Ninguém é de Ninguém" que foi a faixa lançada mais recentemente, mas que já está, literalmente na língua do povo. E por ai vai se desenrolando o show, sem deixar de lado sua história. Alguns clássicos da cantora não ficaram de fora do repertório do show, que reuniu o passado e o novo.
Uma parte do longevo sucesso de Pitty é não ficar no óbvio, ela sai da sua zona de conforto, sempre em movimento, sempre ousando.
O segredo dessa "pequena gigante" é a sua verdade, Ela canta a sua verdade - criticando e falando sobre o universo feminino, empoderamento, política, relacionamentos.
Em tempo, a cantora mostrou que até para mostrar o traseiro se pode ter classe. O figurino de Pitty era extremamente sensual, com transparência, sem ser vulgar. Com certeza, mais uma critica (implícita) da herdeira direta da grande Rita Lee, a eterna rainha do rock do país.
Por onde passa a turnê Matriz, Pitty, convida atrações locais para tocarem antes de seu show e também para participarem dele. Na capital gaúcha a escolhida para participar do projeto "Palco Aberto" foi a cantora, compositora, violonista e pianista de apenas 14 anos, Alice Kranen., fez uma grande abertura acompanhada de Nicolly Demeneghe (baixo / teclado), Lucas Hanke (guitarra) e Lucas Giorgetta, (bateria e percurssão) apresentou músicas do seu vindouro álbum debut e um cover dos The Cranberries, Zombie. E também participou de um de seus maiores hits de Pitty, "Máscara". Ainda vamos ouvir falar muito de Alice Kranen.
"Participar da abertura do show foi uma experiência única, a qual foi uma surpresa muito boa. Desde a chegada até a hora do show foi só alegria. O show foi MARAVILHOSO, e vai ficar na minha memória pra sempre. A oportunidade de conhecer e cantar com a Pitty foi simplesmente incrível. Desde pequena escuto as músicas dela, e sempre me identifiquei muito com "Máscara", que por um acaso foi a música que ela me chamou para participar. Ela é uma mulher maravilhosa, e sou muito grata pela oportunidade que ela e a TNT Energy Drink me deram.", comentou Alice ao Rocksblog.
Setlist:
Me Perdoa (Alice Kranen)
Travas em Portas (Alice Kranen)
Riptide
Meu bem (Alice Kranen)
Its over now (Alice Kranen)
Costura (Alice Krane/Glória Rodrigues/Lucas Hanke)
Zombie
Coisas que tu faz (Alice Kranen)
Você me disse (Alice Kranen)
Agradecimentos à Opinião Produtora.
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