Toy Dolls: festa punk com doses de virtuosismo em São Paulo

Resenha - Toy Dolls (Carioca Club, São Paulo, 12/08/2018)

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Por Jorge A. Silva Junior
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Não é novidade para quem acompanha bandas clássicas de punk rock que o TOY DOLLS é um ponto fora da curva. Enquanto seus conterrâneos contemporâneos focavam em letras de protesto com um instrumental simples e agressivo, o grupo sempre esbanjou humor e ironia nas composições em meio a um desfile riffs e melodias destacadas pela criatividade e virtuosismo do vocalista/guitarrista Michael "Olga" Algar.

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Fotos: Drico Galdino

Formado na cidade de Sunderland, nordeste da Inglaterra, em 1979, o TOY DOLLS ganhou notoriedade após participar da histórica coletânea 'Oi! The Album' (1980) e três anos mais tarde lançou seu disco de estreia, 'Dig That Groove Baby' (1983). Agora, prestes a completar impressionantes 40 anos de carreira, a banda desembarcou no Brasil desta vez sem nenhum registro recente de inéditas – o último trabalho em estúdio foi 'The Album After The Last One' (2012) –, mas compensou com uma apresentação energética e impecável no lotado Carioca Club (sold out), em São Paulo, com direito a um repertório certeiro e recheado de músicas consideradas clássicas.

Acompanhado de Tommy Goober (baixo) e Mr. Duncan (bateria), Olga – único membro da formação original – subiu ao palco pouco depois das 21h e, após ser ovacionado, iniciou a festa punk com "Fiery Jack" seguida pela empolgante "Cloughy Is a Bootboy!", que merece um destaque a parte. A faixa homenageia aquele que para muitos foi o melhor técnico da história do futebol inglês, o polêmico e falastrão Brian Clough (1935-2014), que, além de ter ganhado o campeonato inglês em 1972 à frente do modesto Derby County, levantou duas vezes seguidas a taça da Liga dos Campeões da UEFA (1979-80) no comando do Nottingham Forest.

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Em cima do palco o entrosamento do trio é notável não apenas pela velocidade, mas também pela habilidade de cada músico – a cozinha é sempre coesa e o virtuosismo sem frescura de Olga impressiona. Por este motivo não é de se estranhar tamanha empolgação do público em músicas sempre indispensáveis no repertório, como "Dougy Giro", "Nellie the Elephant", "Idle Gossip" e "Glenda and the Test Tube Baby".

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Praticamente sem intervalos e enrolações, o TOY DOLLS sabe como dar uma verdadeira aula de punk rock ao não deixar a poeira baixar um minuto sequer. Fato mais que comprovado durante a celebrada "Lambrusco Kid", que teve direito ao tradicional champanhe gigante que solta serpentina e refrão cantado em uníssono por toda a casa.

A parte final da exímia apresentação ainda reservou espaço para dois grandes hits – ao menos para os fãs da banda –, "Dig That Groove Baby" e "She Goes To Finos", que encerrou a noite mostrando que Olga e sua trupe sabem unir diversão e musicalidade como poucos não só na cena punk, mas também no rock and roll.

EXCLUÍDOS

Velhos conhecidos da cena punk paulistana, os EXCLUÍDOS aqueceram o público com faixas de seu EP 'Antes de Tudo' (2002) e do ótimo álbum 'Meus Dilemas' (2014). Entre as que tiveram maior receptividade estavam "Km 77", "Eu Não Quero", "As Ruas Te Esperam" e "Minha Vida É Cheia de Som e Fúria". Uma apresentação curta, porém muito competente.

FACA PRETA

A abertura do evento ficou a cargo da banda paulistana FACA PRETA, que está na ativa desde 2013. O repertório foi composto por músicas de seu EP autointitulado, além do cover "Riot Squad", do lendário grupo britânico COCK SPARRER. Para mais informações, acesse www.facebook.com/FacaPreta.

Set List – TOY DOLLS
São Paulo (Carioca Club, São Paulo, 12/08/18)

Fiery Jack
Cloughy Is a Bootboy!
Bitten by a Bed Bug
The Death of Barry the Roofer With Vertigo
Up the Garden Path
Dougy Giro
Spiders in the Dressing Room
Nellie the Elephant
Fisticuffs in Frederick Street
She'll Be Back With Keith Someday
Idle Gossip
The Lambrusco Kid
Toccata in Dm
Alec's Gone
Harry Cross (A Tribute to Edna)
Wipe Out (The Surfaris cover)

Bis:

When the Saints Go Marching In
Glenda and the Test Tube Baby
Dig That Groove Baby
She Goes to Finos




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Sobre Jorge A. Silva Junior

Jorge Junior é paulistano, jornalista diplomado e colaborador do Whiplash.Net desde 2009. Tem mais de 400 matérias e notas publicadas, que somam aproximadamente um milhão e meio de acessos. Também realizou a cobertura de shows de grande porte, entre eles Ringo Starr, Eric Clapton, Deep Purple, System Of A Down, Red Hot Chili Peppers e Ozzy Osbourne. O autor pode ser seguido no Twitter: @jorgejunior85.

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