Overload Music Fest: em sua 4ª edição, ganhando o seu próprio culto

Resenha - Overload Music Fest (Carioca Club, São Paulo, 16/09/2017)

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Por Diego Camara
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Em sua quarta edição, o Overload Music Fest vai mais uma vez conquistando o título de festa alternativa do metal em São Paulo. Apostando sempre em bandas inéditas, que dificilmente nós veríamos por estas bandas se fossem fazer shows por si próprias, o festival não é mais apenas um conjunto de shows, mas ganha um status de culto e veneração dos fãs, demonstrado pela quantidade de pessoas que ostentam camisetas do Overload e o sucesso que o festival teve na venda de merchandising. Vejam os principais detalhes do festival, com as imagens de Fernando Yokota.

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JOHN HAUGHM

O público desta vez não chegou muito cedo para o festival. A abertura, feita pelo guitarrista e vocalista John Haughm (ex-Agalloch), viu um público bastante abaixo da média para o Overload. Ele entrou no palco na hora marcada (17h30m), sem dúvidas no espetáculo mais macabro e obscuro que já ocorreu no festival. Apenas com sua guitarra e sozinho no palco, o guitarrista lançou de um instrumental obscuro, fortemente marcado no som ambiente, que se assemelha a uma procissão ao inferno - som bastante comum em sua carreira solo.

A imagem que ele quer passar, de desolação e solidão, é marcada pelas imagens que passam no telão durante sua apresentação e o tom soturno da iluminação. O que ele apresentou no palco foi uma peça de arte contemporânea, de difícil compreensão, extremamente enigmática. É ainda mais claro isto quando ele deixa o palco, após em torno de meia hora de show, sem simplesmente dizer nada. Haja filosofia para digerir o trabalho solo dele.

LES DISCRETS

Na sequência, foram os franceses do LES DISCRETS que subiram ao palco para sua apresentação. Camisetas esgotadas no merchandising, parecia que uma grande fração do público estava ali para ver o show dos caras. Eles abriram bem o show, com grande recepção do público, que já havia aumentado em comparação com o show anterior, tomando boa parte do Carioca Club.

A banda passou rapidamente de uma música para a outra do seu repertório, mostrando como característica um som cheio, com grande presença nas guitarras quebrando o ritmo da base. O show foi no geral morno, com pequenas apresentações do público em algumas músicas, entre palmas e gritos. A banda, igualmente, se manteve distante, interagindo pouco com o público, tornando o show mais leve e igualmente mais intimista. Um show decente, com pouco destaque, sem dúvidas não vai ficar na história como uma grande marca do festival.

Les Discrets setlist:
1. L'Échappée
2. Les feuilles de l'olivier
3. Le Reproche
4. Virée Nocturne
5. Le Mouvement perpétuel
6. Chanson d'automne
7. Après l'ombre
8. La nuit muette
9. La traversée
10. Song for Mountains

SÓLSTAFIR

Após uma boa pausa, dando o tempo para que as pessoas pudessem descansar, beber ou aproveitar mais um dos meet and greets realizados gratuitamente pelo Overload, foi a vez dos islandeses do Sólstafir subirem ao palco para sua apresentação. O show cria uma quebra com as bandas anteriores, com um ritmo forte do início ao fim. O som estava lindo, com as guitarras soando extremamente bem. O som ambiente que a banda utiliza faz um belo contraste com a visceralidade musical da banda.

O público curtiu bastante o show, batendo cabeça e aplaudindo a banda a cada música tocada. Os grandes destaques ficam para as músicas "Ótta", com seu tom enigmático e misterioso, "Fjara", com seu ritmo arrastado que fez o público gritar de satisfação já em suas primeiras notas, e "Goddess of the Ages", com suas guitarras fortes e uma pegada mais crua. A banda mostrou grande animação e satisfação em tocar ao público brasileiro, com direito ao equilibrista Tryggvason caminhando em cima da grade de proteção para se aproximar do público. Uma grande mostra de heavy metal!

Sólstafir setlist:
1. Silfur-Refur
2. Ótta
3. Náttmál
4. Ísafold
5. Djákninn
6. Fjara
7. Svartir Sandar
8. Goddess of the Ages

ENSLAVED

Para fechar o dia, o Enslaved subiu um pouco atrasado para a sua apresentação, mas rapidamente inflamaram o público com o som macabro de "Ruun". Tudo estava perfeito, e a curtição do público mostrava o resultado de um trabalho perfeito da técnica do festival e do artista. A banda estava extasiada em vir ao Brasil pela primeira vez, e mostrou espanto com o público que cantava junto as músicas em diversos momentos do show.

A banda só trouxe pancadas para o show. Dou destaque ao belíssimo solo de guitarra de "Ground", de causar arrepios, e da animada "Ethica Odini", que fez o público bater cabeça como doidos. Muito bem recepcionadas pelos fãs foram "One Thousand Years of Rain" e os clássicos "Heimdallr" e "Vetrarnótt", do primeiro álbum da banda, com um som mais cru, vocais viscerais e uma excelente pegada na bateria. O Enslaved deu tudo de si neste show, fazendo valer a espera dos fãs pela primeira apresentação no Brasil.

Enslaved setlist:
1. Ruun
2. Death in the Eyes of Dawn
3. Ground
4. Ethica Odini
5. One Thousand Years of Rain
6. Heimdallr
7. Vetrarnótt
8. Allfǫðr Oðinn
9. Isa
Bis:
10. Slaget i skogen bortenfor

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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